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Durante a gamescom latam 2026, tive a chance de experimentar MARVEL Tōkon: Fighting Souls em uma sessão hands-on relativamente curta, mas suficiente para captar a essência da proposta do jogo.

Com cerca de 20 minutos de duração, o teste acabou sendo parcialmente prejudicado por um problema técnico no hardware disponível no evento. Ainda assim, foi possível identificar com clareza os principais elementos da experiência, que detalho a seguir.

Desde os primeiros instantes, o jogo deixa evidente sua proposta centrada em combates rápidos e na interação entre personagens. Os comandos são acessíveis, com golpes leves, pesados e habilidades especiais específicas para cada herói, o que facilita a adaptação inicial.

Lançamento de Marvel Tokon
Reprodução/Arc System Works

O grande destaque está na forma como os personagens se complementam em batalha. Durante o teste, usei personagens conhecidos como Homem de Ferro, Homem-Aranha, Capitão América e até mesmo o Doutor Destino, que estrelará o próximo filme dos Vingadores. A demo foi jogada em formato competitivo, com um jogador enfrentando outro, o que limitou a exploração mais aprofundada das mecânicas cooperativas, embora as lutas ainda ocorressem no formato 4 contra 4.

Mesmo sem explorar totalmente o coop, as orientações da equipe presente ajudaram a executar ações combinadas entre personagens, potencializando os ataques e criando sequências mais impactantes. Os combos fluem com facilidade ao misturar golpes básicos e especiais, geralmente culminando nas habilidades individuais de cada herói.

A movimentação acompanha esse ritmo acelerado, com respostas rápidas aos comandos e possibilidades constantes de esquiva, parry e reposicionamento. Isso resulta em combates contínuos, com pouca interrupção entre os confrontos.

Reprodução/Arc System Works

Outro ponto que chama atenção é a variedade de habilidades. Cada personagem possui um conjunto próprio de poderes, o que influencia diretamente a dinâmica das partidas. Mesmo no curto período de teste, ficou claro que a escolha da dupla altera significativamente a abordagem em combate. 

Visualmente, o jogo aposta em um estilo vibrante, com efeitos chamativos que destacam golpes e habilidades especiais. As animações são ágeis e contribuem para a sensação de impacto durante as lutas. Por outro lado, em momentos mais caóticos, com muitos elementos na tela, essa abundância de efeitos pode dificultar a leitura da ação, especialmente em partidas com múltiplos personagens ativos.

Os cenários apresentados funcionam como arenas fechadas, reforçando o foco total no combate. Pelo menos na versão testada, não há elementos de exploração mais aprofundada, mantendo a experiência direta e centrada nas lutas.

Reprodução: Marvel Games

No aspecto técnico, houve um problema relevante durante a sessão: o segundo controle apresentou um input lag perceptível, o que afetou a precisão das ações. Em um jogo desse tipo, onde timing é essencial, esse tipo de falha impacta diretamente a jogabilidade. Fora isso, o desempenho geral se manteve estável, sem quedas bruscas de desempenho ou travamentos, indicando um nível consistente de otimização na build apresentada.

Com base nessa primeira experiência, MARVEL Tōkon: Fighting Souls se posiciona como um título focado em combates ágeis e na sinergia entre personagens. A base da proposta funciona bem, especialmente pela diversidade de habilidades e pelo incentivo à coordenação entre jogadores. Ainda assim, há espaço para ajustes, principalmente na clareza visual em momentos mais intensos e na consistência técnica.

Se esses pontos forem refinados até o lançamento, o jogo tem potencial para entregar uma experiência sólida para quem busca ação cooperativa dentro do universo Marvel.

Desenvolvido pela Arc System Works, o título tem lançamento previsto para 6 de agosto de 2026, chegando ao PlayStation 5 e ao PC.

Sou o Fundador do site Ovicio, Overplay e Muramasa. Fui idealizador e Game Designer do jogo Vencedor da DemoNight no BIG Festival 2014, o Jotunheim Project. Escolhido como Jurado do Anime Awards em 2024 e 2025. Amo games, sou fã de God of War, Dragon Quest, Fire Emblem, The Legend of Zelda e Pokémon. Coleciono livros, quadrinhos e guitarras.