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Yoshi and the Mysterious Book é o novo jogo estrelado pelo dinossauro da Nintendo, com lançamento marcado para 21 de maio de 2026, exclusivamente para Nintendo Switch 2. Durante a gamescom latam 2026, tivemos a oportunidade de experimentar cerca de 45 minutos dessa nova aventura em uma sessão fechada para a imprensa, mas esse tempo foi suficiente para ter uma boa ideia da proposta do título.

A nova jornada gira em torno de um livro mágico onde o Professor N. Igma guia os Yoshis por diferentes páginas repletas de criaturas misteriosas e ambientes variados. A proposta envolve explorar esses cenários e entender como cada elemento interage com o mundo ao redor, criando uma progressão que foge do modelo tradicional mais linear. Em vez disso, o jogo aposta em uma evolução mais orgânica, em que os próprios elementos do cenário vão surgindo e ganhando vida conforme avançamos, como se estivéssemos preenchendo as páginas dessa história aos poucos.

Logo de cara, o que mais chama atenção é o visual. Yoshi and the Mysterious Book aposta em uma estética que lembra um conto de fadas interativo, com cenários coloridos, personagens carismáticos e um cuidado evidente nos detalhes. Tudo transmite uma sensação de leveza e charme, desde os inimigos, que misturam figuras já conhecidas com novas adições, até os ambientes que parecem desenhados à mão. Essa identidade visual ajuda a reforçar a proposta mais contemplativa do jogo, que parece priorizar a imersão e a descoberta.

Pelo tempo de gameplay, consegui jogar cinco fases, que se mostraram bem construídas e com objetivos variados. Além da coleta de itens clássicos, como as margaridas, também há interação com NPCs que ajudam a expandir o universo do jogo. Um detalhe interessante é que, ao aprender mais sobre esses personagens, o jogador pode até mesmo dar nomes a eles, criando uma conexão maior com o mundo apresentado e tornando a experiência mais pessoal.

A jogabilidade segue a base já conhecida do personagem, com comandos simples e acessíveis. Yoshi pode pular, usar o salto bomba, engolir inimigos e lançar ovos com sua mira oscilante. Tudo funcionou de forma bastante intuitiva e responsiva. Há também ideias novas, principalmente na forma como certos elementos do cenário e NPCs interferem diretamente na progressão dos cenários.

Em alguns momentos, carregar personagens ou objetos pode alterar completamente o andamento do estágio, liberando caminhos ou ativando mecanismos específicos. Também há interações com criaturas que funcionam quase como ferramentas, permitindo, por exemplo, absorver água para abrir passagens ou enfraquecer estruturas para avançar. Esses pequenos sistemas ajudam a dar variedade à exploração e indicam um cuidado maior com a forma como o jogador interage com o ambiente. 

Além disso, vale destacar a localização em português do Brasil, que aparece com uma excelente qualidade e contribui para tornar a experiência mais acessível.

Pelo que foi possível jogar, Yoshi and the Mysterious Book não parece focar em um alto nível de dificuldade, mas sim em oferecer uma experiência mais leve e acolhedora. A sensação é de um jogo pensado para ser explorado no próprio ritmo, valorizando mais a curiosidade e o encanto do seu mundo do que o desafio em si. Ainda é cedo para cravar como será a experiência completa, mas as primeiras impressões indicam um título bastante promissor, que pode agradar principalmente quem busca uma aventura mais tranquila e cheia de personalidade.



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