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A Paramount comprou a Warner e espera concluir a fusão entre as empresas antes do final do ano. Diante desse cenário, surge a dúvida inevitável: o que realmente mudará?

Na prática, haverá um volume significativo de demissões, uma vez que se trata de um processo de absorção de um estúdio pelo outro. Na nova estrutura, a tendência é que permaneçam apenas os talentos e executivos que apresentem um diferencial estratégico indispensável para a operação.

Com base nas informações oficiais já divulgadas, apresento neste artigo as grandes apostas sobre quais executivos devem permanecer em seus cargos.

DC Studios e HBO devem permanecer intactas

James Gunn e Peter Safran, chefes da DC Studios
Reprodução/Warner Bros.

Começando pelos nomes óbvios: James Gunn e Peter Safran, da DC Studios, e Casey Bloys, da HBO, só deixam a empresa se a decisão partir deles.

No caso de Gunn e Safran, a permanência tem a ver com a dificuldade de encontrar executivos no mercado que possuam tamanha familiaridade com a propriedade que comandam. Além disso, o trabalho deles na Warner é de destaque. A franquia DC é o principal pilar cinematográfico da WBD e a dupla acabou de iniciar um novo universo. Trocar o comando agora seria pouco estratégico.

Quanto à HBO, esta representa o principal produto da Warner, o que é, em grande parte, mérito de Casey Bloys. O executivo está no comando da emissora desde 2016. Ele já sobreviveu a três grandes trocas de donos e reestruturações. Sua saída poderia resultar em uma significativa perda de identidade da marca.

O próprio David Ellison, CEO da Paramount-Skydance, elogiou o trabalho do executivo em uma conferência nesta segunda-feira (2), prometendo que a HBO continuará operado com independência.

Bloys, no entanto, deve ter retirada a responsabilidade de gerir o conteúdo geral de streaming. Cindy Holland (ex-Netflix), acabou de ser contratada pela Paramount-Skydance para gerir essa frente, e sabemos que o Paramount+ vai absorver a HBO Max em breve.

Pode não ser o fim da linha para Michael De Luca e Pam Abdy

Reprodução/

A dupla Michael De Luca e Pam Abdy fez história em 2025, consolidando a Warner Bros. Pictures como o estúdio que melhor equilibra lançamentos originais e a promoção de grandes franquias. Com a iminente unificação entre Paramount e Warner, surgiu o temor de que seus cargos se tornem obsoletos e a gestão seja abruptamente encerrada. No entanto, nem tudo parece perdido.

Na conferência desta segunda-feira (2), David Ellison comentou de forma sucinta sobre a futura divisão interna das equipes. Para atingir a meta de 30 filmes por ano, a Paramount-Skydance pretende dividir as responsabilidades igualmente entre a Paramount Pictures e a Warner Bros. Pictures. No caso, cada estúdio teria a responsabilidade de entregar 15 filmes por ano.

Nesse cenário, será fundamental que alguém lidere a divisão da Warner — e Michael De Luca e Pam Abdy, que renovaram seus contratos recentemente, estão bem posicionados para continuar no comando.

A ideia de Ellison é que todos os os filmes produzidos pelos estúdios tenham uma janela mínima de 45 dias nos cinemas.

A New Line vai continuar isolada?

Reprodução/New Line Cinema

A situação da New Line Cinema é um dos pontos mais críticos para a Paramount-Skydance. A nova gigante resultante da fusão com a Warner nasce carregando uma dívida aproximada de US$ 79 bilhões, o que torna cortes drásticos inevitáveis. Nesse cenário, a extinção de divisões inteiras surge como um dos caminhos mais diretos para reduzir custos.

Embora a estrutura da New Line não seja necessariamente barata, ela se consolida como uma das vertentes mais rentáveis do grupo por sua expertise em produções de baixo e médio orçamento com alto retorno. No fim, os gestores da Paramount precisarão avaliar se a manutenção da New Line como uma operação independente da Warner Bros. Pictures ainda faz sentido estratégico.

Caso a autonomia da divisão seja preservada, a permanência de Richard Brener no comando é o passo mais provável, seguindo a lógica aplicada a Casey Bloys: ele lidera a unidade desde 2018 e a operação atual possui sua identidade e histórico de sucessos consolidados.

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Por mais que tenha sido uma “dor de cabeça” para David Ellison, é provável que David Zaslav assuma o posto de co-CEO da nova companhia, ao menos por um breve período de transição. Fora esse arranjo no topo, o destino de todos os demais líderes da Warner está muito incerto e sob ameaça.

Paramount vai pagar US$ 111 bilhões pela Warner. Caso o negócio não seja aprovado pelas autoridades competentes, há uma taxa de rescisão estipulada US$ 7 bilhões.