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Você pode não estar prestando atenção nisso, mas o novo plano de 10 anos da DC Studios talvez seja a última chance de a Warner acertar por conta própria em um universo compartilhado de seus heróis. Isso pois, Batman, Superman e Mulher-Maravilha logo vão entrar em domínio público, dando a chance de outras produtoras trabalharem com esses enormes personagens.

Superman e Lois Lane estarão livres em 2034, logo depois o Batman em 2035, o Coringa em 2036 e a Mulher-Maravilha em 2037.

Falando para a Variety, o autor Chris Sims disse acreditar que o Batman vá ser o principal alvo de outras editoras de quadrinhos e produtoras de cinema, por ser um personagem muito forte para a Cultura Pop.

Mas calma lá, isso não quer dizer que em 2035 todo mundo vai ter direitos para explorar a lore do Homem-Morcego de forma completa. Como Sims mesmo alega, “você ganha o Batman, mas não o Robin“, e no caso do Homem de Aço, “você recebe o Superman, mas não a kryptonita.”

Ou seja, apenas os primeiros conceitos apresentados de cada personagem estarão disponíveis publicamente em um primeiro momento. No entanto, isso já seria o suficiente para Zack Snyder voltar a trabalhar com personagens da DC por conta própria, por exemplo.

Quem garantiu isso para a Variety foi o advogado de propriedade intelectual da KHIKS, Jonathan Steinsapir. Segundo ele, Snyder vai poder trabalhar tranquilamente com a trindade da DC em qualquer produtora, a partir de 2037, quando a Mulher-Maravilha entrará em domínio público. No entanto, ele não poderá citar o nome “Liga da Justiça“, pois esta marca ainda estará firmemente atrelada à DC Comics por bastante tempo.

Atual co-CEO da DC Studios e diretor do vindouro Superman: Legacy (2025), James Gunn já chegou a comentar sobre esse movimento no ano passado, durante um evento para a imprensa.

Para Gunn, esse é uma assunto mais complexo do que as pessoas imaginam, por a chegada desses personagens ao domínio público não acontecer de forma integral. No entanto, o chefe da divisão cinematográfica da DC garante que está se esforçando para fortalecer novas propriedades como Gladiador Dourado, Homem-Elástico, The Authority e Lanterna Verde, para diminuir a completa dependência que a empresa tem de seus três principais personagens.

“Bem, em primeiro lugar, essa é uma questão muito complicada. Não é preto no branco. Há muitas coisas técnicas em torno de quais obras realmente entram em domínio público, que você pode ou não saber. Então tem isso. Mas também há uma das razões pelas quais temos o Superman, e é por causa dele que estamos trazendo The Authority para o mainstream. Quero dizer, quem teria pensado 11 anos atrás que os Guardiões da Galáxia seriam tão populares? Uma das franquias mais populares do mundo é baseada em uma história em quadrinhos que, por muito tempo, apenas 20.000 pessoas conheciam. Sendo assim, temos que ser capazes de tentar criar outras propriedades, usando nossos diamantes. No caso, [temos que usar] Batman, Superman e Mulher-Maravilha, para sustentar o Gladiador Dourado, os Lanternas Verdes, ou até mesmo o Homem-Elástico, ou algo mais importante,” Disse Gunn, em janeiro de 2023 (Via ComicBook).

Uma coisa é fato, como o lendário Mark Waid disse para a Variety, “as pessoas vão correr atrás desses personagens porque há dinheiro a ser feito“. Portanto, espere por uma década de 2030 com muitas histórias alternativas de Batman, Superman e Mulher-Maravilha. Até lá, vamos ver no que vai dar o DCU de James Gunn e Peter Safran.

Leia mais sobre DC Studios

James Gunn e Peter Safran possuem contratos com a DC Studios até 2026 e são responsáveis por supervisionar os esforços de cinema, TV, games e animação na divisão da Warner Bros. Discovery.

Gunn se concentra no lado criativo, enquanto Safran é responsável pela área de negociações comerciais.

DC Studios atua de forma independente, semelhante a como a Marvel Studios desenvolve seus projetos na Walt Disney Company.

Gunn e Safran se reportam diretamente a David Zaslav, CEO da Warner Bros. Discovery, em estreita colaboração com Michael De Luca e a outra chefe cinematográfica da companhia, Pamela Abdy.

Fonte: Variety



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