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A Rainha Rubra é uma das figuras mais misteriosas e pouco exploradas do universo de A Torre Negra, mas sua presença tem peso enorme dentro da mitologia criada por Stephen King.
Ela é apresentada como a mãe do Rei Rubro, uma entidade central para o conflito cósmico da saga, e uma das primeiras criaturas a emergir do Prim — o caos primordial que existia antes de toda a criação. Foi do Prim que surgiram Gan, os seis Feixes e a própria Torre Negra, o eixo da realidade. Quando o Prim recuou, a Rainha Rubra permaneceu, sobrevivendo ao nascimento do mundo. No vídeo de hoje, explicamos essas personagem.
A Rainha Rubra e Arthur Eld
A primeira aparição conhecida da Rainha Rubra está ligada a Maerlyn, um ser descrito como um deus-demônio, poderoso e temido, frequentemente associado ao rei Arthur Eld. Maerlyn foi quem a convocou do Prim, trazendo-a ao mundo físico e introduzindo-a nos acontecimentos que moldariam o destino do universo. Ele também convocou outros demônios durante esse evento, e todos foram capazes de assumir formas humanas para se misturar entre os presentes. Maerlyn, disfarçado como um mago, promoveu uma celebração para todos os povos do Mundo Médio, com Arthur Eld entre os convidados. Nesse ambiente festivo e ilusório, a Rainha Rubra aproximou-se de Arthur e concebeu com ele um filho híbrido.
Durante a celebração, os demônios deixam suas ilusões para trás, revelando-se como criaturas de aspecto insetoide e atacando a corte. Muitos são mortos e devorados. A própria Rainha Rubra tenta assassinar Arthur Eld, mas é impedida por um ancestral direto de Roland Deschain, que salva o rei naquele momento crítico.

Após os eventos sangrentos, a Rainha Rubra dá à luz o chamado Príncipe Rubro — a abominação meio humana, meio demoníaca que futuramente se tornaria o Rei Rubro, o grande antagonista da saga. Seu nascimento une o sangue do Prim ao sangue real de Arthur Eld, conferindo ao Rei Rubro tanto sua natureza híbrida quanto seus poderes colossais, fundamentais para sua ambição de destruir a Torre Negra.
Enquanto a Rainha cria seu filho, Maerlyn começa a ter visões perturbadoras. Ele prevê que o príncipe crescerá em poder e tentará derrubar a Torre, ameaçando toda a existência. Maerlyn também profetiza que um campeão do Branco surgirá para enfrentá-lo — alguém que, se não fosse destruído, significaria a derrota do Rei Rubro. A profecia se cumpre com Roland Deschain, o último pistoleiro, que acaba derrotando o Rei Rubro ao final de sua longa jornada, exatamente como previsto.
Ainda assim, um mistério permanece: o destino final da Rainha Rubra nunca é revelado. Não se sabe se o Rei Rubro eliminou a própria mãe — algo coerente com o padrão de entidades que buscam poder absoluto — ou se ela simplesmente retornou ao Prim ou permanece em algum ponto esquecido das múltiplas realidades. A incerteza contribui para sua aura enigmática. Como A Torre Negra opera em ciclos e loops temporais, existe sempre a possibilidade de que a Rainha reapareça em alguma encarnação futura da história.
Forma
Em sua forma natural, a Rainha Rubra é descrita como uma criatura de aspecto insetoide, coberta por pelos vermelhos e com características totalmente alienígenas. Essa aparência remete diretamente ao Prim, o caos primordial do qual saiu, onde criaturas sem forma fixa, selvagens e anteriores à própria estrutura do universo existiam. Sua conexão com esse estado primordial faz com que sua presença carregue não apenas ameaça física, mas também um simbolismo cósmico: ela representa o próprio caos tentando invadir um mundo estruturado pelos Feixes e pela Torre Negra.
Entretanto, ela não surge abertamente dessa maneira na primeira vez em que aparece. Para entrar na festa organizada por Maerlyn, a Rainha Rubra adota uma forma completamente humana. Ela se transforma em uma mulher de beleza impressionante, vestida com seda carmesim, com postura e presença que chamam imediatamente a atenção de Arthur Eld. O disfarce é profundo o suficiente para que ninguém perceba sua verdadeira natureza até que os eventos violentos comecem. Essa habilidade de assumir aparência humana demonstra seu poder de metamorfose, característico dos seres que emergiram do Prim.

Durante o massacre na corte de Arthur Eld, a Rainha demonstra também força descomunal, compatível com sua origem demoníaca. Sua capacidade física, somada à violência instintiva herdada do Prim, explica a facilidade com que ela e os outros demônios atacam e devoram cortesãos antes de serem expulsos.
Seu legado se reflete diretamente no Rei Rubro. Em A Torre Negra, o Rei Rubro também manifesta formas monstruosas em diferentes momentos, com traços que lembram tanto aranhas quanto criaturas demoníacas. Seus chifres, seus membros alongados, seu semblante deformado — tudo isso ecoa a natureza híbrida herdada da mãe. O vínculo é evidente: o Rei Rubro não é apenas um ser maligno; ele é uma extensão do Prim, uma força que busca dissolver a ordem. E é justamente por causa da Rainha Rubra que ele possui essa ligação visceral com o caos original.
Apesar de aparecer como uma figura secundária dentro da saga, a Rainha Rubra é, na verdade, parte essencial da fundação mítica que dá origem ao conflito entre o Branco e o Carmesim — entre a ordem representada pela Torre Negra e o caos representado pelo Prim. Ela é o ponto onde esses dois extremos se encontram, ainda que brevemente.
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