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No mais novo e ousado capítulo do universo do Homem-Aranha, o roteirista Joe Kelly e os artistas Kev Walker e Chris Sotomayor se unem para criar o Homem-Aranha Radioativo, uma nova versão do herói, em uma realidade distorcida por tragédias genéticas e regimes autoritários.

Essa nova fase faz parte da saga Age of Revelation, onde o mundo foi marcado por uma catástrofe que instaurou uma nova estrutura política liderada pelo mutante Revelação. Nesse mundo, o que aconteceu com o Homem-Aranha? Quem é o Homem-Aranha Radioativo? É o que veremos no vídeo de hoje.

A história se passa anos no futuro, após a detonação de uma bomba genética que desencadeou uma pandemia conhecida como vírus-X. Milhares perderam a vida. Os sobreviventes? Transformaram-se em mutantes. Diante do caos, Doug Ramsey – agora chamado de Revelação – ascende como líder de um regime autoritário, dividindo a sociedade entre os que o seguem e os que resistem. Mesmo em meio a essa distopia, o Homem-Aranha ainda patrulha as ruas de Nova York.

Com um discurso apaixonado, Peter Parker fala sobre sua eterna ligação com a cidade. Ele menciona as lições que aprendeu com Nova York: a força da diversidade, o poder da tolerância e os gestos inesperados de bondade.

No meio dessas reflexões, uma explosão interrompe sua patrulha: um mutante flamejante grita palavras de revolta contra o regime. A multidão foge, enquanto a polícia mutante de Revelação aparece para contê-lo, com armas, poderes e brutalidade. Um dos agentes possui até membros elásticos como o Sr. Fantástico.

O Aranha age rapidamente, imobilizando os dois lados com sua teia. Vemos então a nova aparência de Peter: além do traje remodelado, ele possui dois braços extras saindo das costas – cada um com três dedos –, mas seu senso de humor continua intacto. Ele repreende o mutante revoltado, chamado Fuze, pedindo para que ele pare de explodir tudo por aí.

A situação é caótica: poderes colidem, e Peter tenta lembrar aos policiais que sua função era proteger e servir, não reprimir e executar. Ainda assim, ele permite que Fuze crie uma brecha para escapar. No caminho de volta, Peter o repreende por agir por impulso, mas reconhece que Fuse tem boas intenções.

Logo conhecemos uma das líderes da resistência: Cecilia Reyes. Médica e cirurgiã brilhante, ela comanda a operação em Low Town, a parte mais pobre da cidade, dominada por mutantes impuros e excluídos. Cecilia repreende Fuse duramente pela ação arriscada, lembrando que, enquanto antibióticos podem ser repostos, vidas não. Fuze argumenta que precisava garantir o envio de medicamentos, e questiona por que o Homem-Aranha está ajudando se não é um mutante. A resposta de Cecilia é ambígua: “Ele é um mutante em todos os aspectos que importam”.

Peter visita Cecilia em Low Town, e o diálogo entre eles revela mais do que um vínculo profissional. Eles estão em um relacionamento – e enfrentam juntos os efeitos colaterais de um tratamento experimental que Peter está recebendo para conter o vírus-X. Seu corpo, já radioativo, consegue retardar o avanço do vírus, mas precisa ser reforçado com doses adicionais de radiação. Cada sessão o consome: ele sangra pelos olhos, pela boca, pelos poros. Mas mesmo assim, Peter solta uma piada sobre preferir luta livre a ser uma estrela do rock, arrancando um sorriso emocionado de Cecilia.

De repente, o alarme da base toca. Alguém invadiu outro laboratório. Peter, mesmo debilitado, se recusa a descansar. Ele veste o uniforme ensanguentado e parte em ação. Do outro lado da cidade, na antiga ponte de Manhattan, os mesmos policiais mutantes que enfrentaram Fuze invadem a instalação. Alegam que o conteúdo ali pertence a eles por direito, já que um dia foi de seu ancestral: ninguém menos que Sr. Sinistro. Um dos soldados percebe que a cápsula no centro do laboratório ainda está ativa – há alguém lá dentro.

Sem pensar duas vezes, o líder dispara e abre o compartimento. Mas antes que a situação piore, o Aranha aparece, tentando persuadi-los a recuar. Ao lado de Cecilia, que usa seus escudos de energia para protegê-los, Peter tenta alertá-los do perigo. Mas os invasores acreditam que o conteúdo da cápsula é valioso demais para ser deixado para “traidores da raça”.

É então que um rugido corta o ar. Um monstro colossal, púrpura e com dentes afiados, irrompe da cápsula. Em menos de dois minutos, o ser elimina todos no local. Peter e Cecilia, protegidos por seu campo de força, apenas observam a destruição. Quando tudo termina, Peter se aproxima da criatura… e a vê se transformar de volta em uma figura humana. Com lágrimas nos olhos, ele pede a Cecilia que fuja, caso ele esteja errado. Mas ele não está.

Diante dele, em meio aos escombros, está Tia May. Confusa, sem memória do que aconteceu, ela pergunta sobre a fantasia estranha que ele está usando. Peter disfarça, dizendo que é apenas uma roupa de Halloween. Ela pede para ele não exagerar nos doces. Ele a abraça, e promete que vai se cuidar… mas seus olhos revelam o medo do que viu.

Peter encerra a história com uma lição que aprendeu com Nova York: “Você nunca vira as costas para a família.” As próximas edições devem revelar o que aconteceu com a Tia May.

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Murilo Oliveira, também conhecido como Muriloverso, é jornalista e redator-chefe do site O Vício. Comandando o canal homônimo no YouTube, ele compartilha sua paixão por cultura pop, trazendo análises, curiosidades e conteúdo geek com uma abordagem única e carismática.