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Quentin Tarantino está afastado do cinema desde 2019, mas volta e meia solta algumas pérolas sobre acreditar que ninguém mais sabe fazer filme hoje em dia. Desta vez, o nosso ranzinza favorito publicou um ensaio na Sight and Sound deixando bem claro seu desprezo pelo cinema atual. Ele admitiu que, atualmente, tem mais interesse em ler livros do que em assistir a novas produções. Ainda assim, há exceções — e elas são bem exóticas para quem não conhece o autêntico estilo Tarantino de ser.

O cineasta tem Amor, Sublime Amor (2021), de Steven Spielberg, e Horizon: An American Saga — Capítulo 1 & 2, de Kevin Costner, como algumas das únicas produções que realmente gostou nos últimos anos. A exceção mais exótica citada por Tarantino, no entanto, é Dinheiro Suspeito (2026), novo filme de Ben Affleck e Matt Damon, que ele aponta como um dos melhores desta década.

Eu adorava ir ao cinema. Hoje em dia, no entanto, o conceito do que é um filme tende a me inspirar mais desprezo do que generosidade. O que é justo, porque, em termos de comparação, os filmes dos últimos seis anos fazem os anos 80 [uma das piores décadas da história do cinema para Tarantino] parecerem os anos 30 [uma das melhores décadas da história do cinema para Tarantino]. Vi produções que gostei desde então — Amor, Sublime Amor (2021); Horizon: An American Saga — Capítulo 1 & 2, e alguns outros, mas nada que realmente tenha me prendido e me levado para aquela terra mágica do entretenimento que eu costumava visitar e que era a razão pela qual eu amava o cinema acima de todas as outras formas de arte. Atualmente, prefiro ler um livro. No entanto, um novo filme foi lançado e conseguiu me prender do início ao fim: Dinheiro Suspeito, de Joe Carnahan, estrelado pela dupla dinâmica Matt Damon e Ben Affleck.“, escreveu Tarantino.

Caso você esteja se perguntando se perdeu algum lançamento, sim, existe um Horizon: An American Saga — Capítulo 2. O filme de Kevin Costner foi produzido e chegou a ser exibido em festivais, mas jamais estreou publicamente nos cinemas. A Warner Bros. Pictures, que detém os direitos de distribuição, ainda hesita em lançar o longa comercialmente após o enorme fracasso de bilheteria do primeiro capítulo.

Mais adiante no ensaio, Tarantino faz ainda uma defesa calorosa de Dinheiro Suspeito (2026), revelando ter ficado chocado quando um amigo mencionou, casualmente, ter achado o longa “apenas ok“. O cineasta disse que custou a acreditar nessa reação, pois ele, pelo contrário, acha o thriller policial de Matt Damon e Ben Affleck extraordinário.

É engraçado ver Tarantino tão à vontade com a Netflix anos após declarar que os filmes lançados direto no streaming ficavam fora do zeitgeist. E antes que você diga que os US$ 20 milhões que a gigante do streaming pagou a ele pelo roteiro de Cliff Booth influenciaram nisso, saiba que ele já demonstrava certa simpatia bem antes. Vale lembrar daquela reportagem revelando que ele confidenciou a amigos próximos que O Assassino (2023), de David Fincher, tinha sido um dos melhores filmes que ele viu em muito tempo — e eu concordo com ele nessa.

Recentemente, Tarantino voltou a exaltar o catálogo da Netflix ao elogiar publicamente uma produção que não teve grande aclamação do público: o longa Caos e Destruição (2025). Para o cineasta, a parceria entre o diretor Gareth Evans (Operação Invasão) e o astro Tom Hardy resultou em algo “completamente badass“.

Bem, novos tempos, um novo Tarantino. Como reflexo dessa nova era, a Netflix vai lançar The Adventures of Cliff Booth nos cinemas. O longa, dirigido por David Fincher com roteiro assinado por Quentin, vai estrear em 25 de novembro com uma janela exclusiva de duas semanas em salas IMAX. O catálogo da Netflix receberá a produção no dia 23 de dezembro.

Caso esteja se perguntando, sim, essa é uma sequência de Era Uma Vez… em Hollywood (2019). Veja só, até sequência o Tarantino está fazendo agora!

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Fonte: World of Reel



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