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O diretor Quentin Tarantino rebateu publicamente as recentes críticas feitas pela atriz Rosanna Arquette a respeito do uso de termos racistas nas falas de seus filmes.

Em uma entrevista ao jornal The Sunday Times, a artista expressou forte descontentamento com os diálogos escritos pelo cineasta, referindo-se especificamente ao uso recorrente da “palavra com N”, um grave insulto racial na língua inglesa.

A atriz, que interpretou a personagem Jody na aclamada comédia de humor negro Pulp Fiction: Tempo de Violência em 1994, declarou: “Não suporto que ele tenha recebido carta branca. Não é arte, é simplesmente racista e repugnante”.

Em resposta, Quentin Tarantino publicou uma carta aberta (via Variety) direcionada à ex-colega, acusando-a de buscar os holofotes da mídia e de desrespeitar o legado do projeto que ambos construíram.

O roteirista questionou a mudança de postura da atriz em contraste com a época das filmagens: “Depois de eu ter te dado um emprego, e você ter aceitado o dinheiro, jogar tudo fora por motivos que eu suspeito serem muito cínicos, demonstra uma clara falta de classe, para não dizer de honra”.

A controvérsia em torno do vocabulário adotado nas produções de Quentin Tarantino é um debate antigo na indústria. O termo pejorativo é proferido cerca de 20 vezes em Pulp Fiction: Tempo de Violência, enquanto no longa-metragem Django Livre a marca ultrapassa 100 menções.

Apesar das críticas frequentes, as escolhas narrativas do diretor já foram defendidas publicamente por grandes astros e colaboradores habituais de sua carreira, como os atores Jamie Foxx e Samuel L. Jackson.

O clássico Pulp Fiction: Tempo de Violência encontra-se atualmente disponível para os assinantes nos catálogos dos serviços de streaming Netflix e Paramount+.

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