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Praticamente um novato nos quadrinhos, o escritor Tom King conquistou os leitores quando escrevia Grayson e The Omega Men para a DC Comics. A recompensa? King ganhou não apenas uma contrato de exclusividade com a editora, mas algo bem mais significativo: as chaves do Batmóvel.


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Como parte do Rebirth da DC, King vem acompanhado do desenhista David Finch no agora quinzenal título “Batman”, assumindo o posto que durante 52 edições pertenceu a Scott Snyder e Greg Capullo. Como o escritor (que é um ex agente da CIA) é relativamente novato no meio, mas ainda assim demonstrou mandar bem, os fãs estão bem curiosos sobre como ele irá se sair escrevendo justamente o Cavaleiro das Trevas.

Em entrevista ao Comic Vine, o escritor comentou um pouco sobre seus planos no título, e o que podemos esperar de sua abordagem com o Homem-Morcego. King começou explicando sobre do que irá se tratar a sua trama com o personagem.

Fiquei numa grande dúvida, “Qual vai ser a minha trama?” Eu pensei muito sobre isso. Eu queria dizer algo sobre o quão incrível o Batman é como um herói. O que o torna impressionante? O que o torna legal?

Eu acho que a melhor coisa de uma gibi do Batman é ele por 15 minutos te levar ao seu eu de 11 anos de idade. Quando você lê uma história em quadrinhos, você sente como se pudesse derrubar um valentão, e todos iriam aplaudir. A série é sobre isso. Sobre trazer de volta esse Batman clássico que faz com que você torça por ele.

King então comentou sobre os temas que pretende abordar durante sua fase na revista, e no que ela difere das anteriores.

É a minha primeira vez escrevendo o Batman. Eu escrevi “Grayson” por dois anos, então eu conheço os personagens secundários, mas eu nunca tinha trabalhado com o Batman. Tem muitas coisas que eu quero fazer. Eu quero trabalhar o humor do relacionamento entre Alfred e Bruce. Quero introduzir elementos românticos para Bruce e o porque deles funcionarem ou não funcionarem.

Eu quero também redefinir alguns vilões clássicos, que você verá ao longo dos próximos dois anos. Quero trazer alguns desses loucos que são vilões de classe C e D como Homem-Calendário, e torná-los tão assustadores quanto o Coringa ou o Charada. Eu vejo que muita gente começa a suas fases por um personagem simplesmente criando novos vilões. Eu quis fugir disso e começar a minha fase criando um novo herói, ou heróis, Gotham e Gotham Girl, ao invés de criar um novo vilão.

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Como tocou no assunto, o escritor foi então perguntado sobre como vão funcionar os novos heróis que aparecem no gibi, Gotham e Gotham Girl. King disse o seguinte:

A ideia básica era que todo mundo diz “Batman é o herói que Gotham merece”. Isso é um clichê clássico. E isso não é verdade. E se Batman merecer algo melhor? E se Gotham merecer um Superman? E se Gotham merecer uma Supergirl? Eles não se sairiam melhor em salvar Gotham do que o Batman?

Batman é fantástico. Ele pode derrotar quem ele quiser, mas se um asteroide ou um trem estiverem se dirigindo para a cidade, existem limites para o que você pode fazer com um batarangue. Essa é a questão central que chega no final de Batman #1. “O que faz o Batman ser o herói que Gotham precisa e merece?”

A nova fase parece promissora e realmente traz um ar de frescor e de novidades para o título, algo extremamente bem vindo e necessário. A primeira edição da fase de Tom King recebeu elogios por trazer um Batman mais detetive sem deixar de lado o lado mais tecnológico trazido por Scott Snyder na fase anterior. Resta esperar para ver no que vai dar a trama envolvendo os novos heróis Gotham e Gotham Girl. Com o universo de Watchmen tendo forte influência na atual fase da DC Comics, teorias apontam que os novos heróis podem se tratar do Coruja e da Espectral. É aguardar para ver no que isso vai dar.




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