
O Reino Distorcido se prepara para o cumprimento de uma antiga profecia: a chegada de uma nova Rainha, a Feiticeira que tem mais poder que o próprio Senhor do Inferno. Mas ela ainda é jovem, e por isso pode ser influencidade e corrompida. Quem a controlar terá domínio sobre o mundo. Três homens poderosos, inimigos viscerais – sabem disso. Saetan, Lucivar e Daemon logo percebem o poder que se esconde por trás dos olhos azuis daquela menina inocente. Assim começa um jogo cruel, de política e intriga, magia e traição, no qual as armas são o ódio e o amor. E cujo preço pode ser terrível e inimaginável.
A Saída de Emergência tem acertado bastante nos livros que trouxe para o Brasil. Este livro não é diferente, já que ele traz um certo tipo de história que me atrai muito. Eu acho que não é restrito ao gênero fantasia, o modelo de história deste livro poderia ser escrito em qualquer gênero, embora eu só tenha encontrado mesmo em fantasia. É uma história orientada ao personagem, não oferecendo apenas um monte de gente para interagir. O livro é cheio de fortes emoções, amor e desespero, com os crescentes níveis de poder entre os personagens e um ciclo de horror e sofrimento seguido de triunfo sobre o mal que causou. O enredo pode ser algo familiar, os personagens coadjuvantes podem parecer clichês, no entanto, se você gosta de uma história bem amarrada, com ritmo que vai fazer você ficar acelerado e sedento por mais, este é o livro para você.
A Filha do Sangue é o primeiro livro de uma trilogia de fantasia e nos apresenta a história que virão nos próximos 2 livros. Este livro é, definitivamente, uma ficção que se devora. É muito bom de ler e parece que não vai saciar sua fome. É, de fato, um achado raro hoje em dia.
O enredo traz um usurpador que tomou o poder sobre a terra. Agora, o mundo e as pessoas estão sofrendo, mas o verdadeiro governante nasce em algum lugar tranquilo e fora do caminho, o poder que ela (neste caso) não entende possuir nos coloca em uma história de amadurecimento, até que o confronto final ocorra. Sim, é um enredo básico de fantasia. Mas temos várias reviravoltas interessantes neste livro.
Por um lado, Jaenelle (a verdadeira governante) não é o personagem ponto de vista e nunca se torna o personagem ponto de vista. A história é contada a partir da perspectiva daqueles que a descobrem e precisam treiná-la e guiá-la através de sua vinda e da descoberta do seu papel predestinado. Por outro lado, Jaenelle não terá um caminho fácil, mas a interação dela com os outros personagens é que vai chamar bastante a atenção aqui.
O mundo que Bishop criou é bem complexo, logo, não estranhe se nas primeiras páginas parecer um manual de RPG, há uma grande necessidade de entender as regras aqui para poder mergulhar de cabeça na história. Porém, depois desta parte burocrática, é difícil parar de ler sem se perguntar o que vem em seguida.
Vou avisar que este livro é bem diferente. Além de dominação feminina que é a tendência de destaque para a série, temos indícios de abuso infantil, estupro, tortura e vilões pedófilos. Bishop faz as coisas ficarem realmente desagradáveis para todos os seus personagens, parte integrante do estado emocional que faz este livro tornar-se uma obra completa. É sombrio, é obscuro, mas temos que entender que o mundo está sob domínio do mal.
Este livro me viciou na série. Recomendado para todos que curtem o gênero Fantasia.
A edição da Saída de Emergência veio bem caprichada e eu gostei muito da capa e de todos os detalhes, um trabalho muito bonito.
Vale a pena! Boa leitura!




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