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Sinopse:

“Sabe aquele sujeito que vai adiando a saideira até que o garçom comece a empilhar as cadeiras do boteco, de cabeça pra baixo, sobre as mesas? É o Edibar.

Careca, barrigudo e desbocado, esse irresistível anti-herói mantém viva a tradição das tiras de quadrinhos estreladas por pinguços convictos. Nesse contexto, ele figura ao lado de ícones como Pafúncio (Bringing Up Father, de George McManus), Capim Gordura (Snuffy Smith, de Billy DeBeck), Zé do Boné (Andy Capp, de Reg Smythe) e Rê Bordosa, de Angeli. Uma honra que exige uma loira gelada!

Amoral -– e, portanto, alheio à caretice destes tempos politicamente corretos –, Edibar chuta o balde sem pestanejar. A menos, é claro, que o balde esteja cheio de cerveja. Nesse caso, ele manda tudo goela abaixo, possivelmente acompanhado do amigo Zé Manguaça.

Conheci Edibar há cerca de um ano, no Facebook, espaço virtual onde seu autor, o cartunista paranaense Lucio Oliveira, partilha regularmente suas tiras com uma legião consistente e sempre crescente de fãs. Desde então, acostumei-me a gargalhar diariamente com as tiradas etílicas do personagem. Virou vício. Aí, passei a me questionar: Por que será que ele enxuga todas? A resposta pode estar na coleção de varizes e estrias da esposa, a baranga Edimunda. Ou na peçonha da sogra, Ana Conda. Ou no ambiente nada familiar do Bar do Bigode e das casas de luz vermelha que Edibar frequenta. Ou ainda no fato de que o coitado preenche suas horas vagas pilotando um caminhão limpa-fossa.

Seja qual for a motivação que une o protagonista deste livro ao goró, uma coisa é certa: ele bebe porque é líquido — parafraseando outro tipo folclórico do imaginário nacional. Aprecie a leitura sem moderação.”

Resenha:

O Brasil tem uma longa tradição de tiras humorísticas. Todos devem reconhecer nomes como Glauco, Angeli, Laerte, Fernando Gonsales, autores que já usavam a comicidade como ferramenta de crítica social. Uma das minhas coleções consistia em recortes de jornal e revistas dessas tiras.


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Porém, os tempos mudaram e o espaço dedicado para tirinhas diminuiu, assim, os novos talentos decidiram publicar na internet, que acabou se tornando o principal palco para mostrar criatividade,  seja para fazer críticas ou contar boas piadas.

É aí que entra Edibar da Silva, o pinguço mais conhecido das tirinhas nacionais, um cara que gosta de mulher, cerveja e que vive aprontando. Apesar de parecer ser alguém que você conhece, o personagem é uma criação do Lucio Cartunista. O livro é publicado pela HQM, um material repleto de boas ideias e que garante várias risadas.

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Antes de mais nada, devo dizer que não há nada inédito aqui, o livro é uma coletânea das melhores tirinhas que o Lucio lançou através do site oficial e de redes sociais nesses últimos anos. Ainda assim, vale a pena. Edibar é o tipo de tirinha que agrada a todos os públicos. Ele é leve, descontraído e descompromissado. É algo que dá pra ler pra toda família naquele churrasco do final de semana, sem passar por momentos embaraçosos, garanto que todo mundo irá adorar.

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Para te fazer rir, Edibar não está sozinho, ele conta com o suporte de sua horrenda esposa, Edimunda, e sua “doce” sogra, Ana Conda. Me atrevo a dizer que Edibar é o Homer Simpson brasileiro, um personagem que representaria seu pai, seu irmão, seu amigo, ou seja, aquele cara divertido, imaturo e que leva uma vida boêmia. Poderia até ser uma caricatura tua.

Recomendo este material para qualquer colecionador de quadrinhos ou qualquer leitor casual. É um material nacional de qualidade. A HQM merece os parabéns. Deu até aquela vontade de ver mais publicações deste tipo, gostaria de ver a HQM publicar um livro do Drpepper (se não conhece, clique).

O livro da HQM reúne 250 tirinhas em 100 páginas, custa R$ 24,90 e já está disponível em bancas de jornal e lojas especializadas. Também é possível comprar diretamente no site da editora. Lembrando que este livro deverá ter um desconto legal no Festival Guia dos Quadrinhos que acontecerá este final de semana.



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