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eurobo

Sinopse:

Eu, robô – Em um dos grandes clássicos da ficção científica, e talvez seu livro mais influente, Isaac Asimov define as normas do comportamento robótico e narra o desenvolvimento das máquinas em nove histórias interligadas: desde os primeiro autômatos, incapazes de falar, até os robôs super inteligentes, aptos a tomar decisões que podem afetar os seres humanos.

Resenha:

Após ler o prólogo, você verá que o livro não é nada parecido com o filme, talvez isso te deixe desanimado, afinal, você deve ter se encantado com o mistério e suspense que viu na telona, queria saber mais sobre Sonny. No entanto, Isaac Asimov irá apagar qualquer rastro de decepção e substituir por pura empolgação. Vale a pena ver como Asimov desenvolve este livro, é simplesmente genial.

Estamos numa época em que o passado esperava robôs caminhando entre os homens. Maravilhas mecânicas substituindo o homem nos mais diversos campos profissionais. Esta realidade ainda é muito diferente da visão que a ficção científica tinha dos anos 2000, pois esperavam servos robóticos, professores robóticos, secretários robóticos e muito mais.

Isaac Asimov seguiu esse caminho nas histórias que compõem seu livro “Eu, Robô”. Neste livro conheceremos “Robbie”, um robô babá. “Speedy” um mineiro enviado a uma escavação no espaço. “Cutie”, que trabalha em uma estação espacial, mas torna-se fascinado pelas questões filosóficas e religiosas, evoluindo para um pensador cético com um orientação cartesiana. Todos eles são robôs que substituem o trabalho humano. Há outro ponto interessante: Stephen Byerley é um advogado concorrendo para prefeito de Nova York, e aparecem boatos de que ele é um robô (se fosse aqui no Brasil ele seria eleito, afinal, Robôs não são corruptos). Asimov brinca com a ideia de ver robôs nas mais diferentes situações e como a humanidade reage a isso.

   Antes de mais nada, vale começar com as famosas três leis da robótica:

  • 1ª Lei: Um robô não pode ferir um ser humano ou, por inação, permitir que um ser humano sofra algum mal.
  • 2ª Lei: Um robô deve obedecer as ordens que lhe sejam dadas por seres humanos exceto nos casos em que tais ordens entrem em conflito com a Primeira Lei.
  • 3ª Lei: Um robô deve proteger sua própria existência desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira ou Segunda Leis.

Você deve achar que essas 3 diretrizes são parte do background do livro de Asimov, porém, eu diria que elas são protagonistas na história. Quando um robô tem algum problema ou precisa ser investigado, lá estão as 3 leis. Elas frequentemente empurram a história pra frente e resolvem várias complicações do plot.

Pode parecer estranho, afinal, no filme que vimos no cinema, as situações eram resolvidas por sequências de ação, lutas e armas. Depois de ler o livro, vi o quanto o filme foi superficial. Aproveito para recomendar a leitura da Trilogia da Fundação, outro grande trabalho de Asimov, construído sobre a premissa de que mil anos de história podem se desdobrar com base em regras previsíveis. Em “Eu, Robô”, Asimov compartilha sua genialidade conosco, mostrando seu pensamento analítico e penetrante. A qualidade e a vitalidade de seus contos são inegáveis.

Este livro é uma série de contos curtos, o que é bastante legal, pois você pode ler uma por dia. As histórias são conectadas, trazendo diferentes aspectos de um mundo cheio de robôs. Juntas, elas mostram um quadro fascinante da interação entre máquinas e a natureza humana.

Cada história é inesquecível. Conhecemos personagens interessantes como Susan Calvin (guarde bem este nome). O livro é divertido e cativante, Asimov aproveita a oportunidade para colocar alguns mistérios, dando aos personagens e aos leitores vários casos de comportamento robótico para resolver. A leitura tem um ótimo ritmo, é impossível parar de ler.

É óbvio que o livro não é perfeito, mas nada é. Asimov ainda é um dos autores mais influentes na área da ficção científica, basta ler e você vai ver como as ideias dele foram usadas e reutilizadas por vários filmes, livros e séries.

O livro é um verdadeiro clássico e cada página vale a pena. Ele nos leva a pensar o que aconteceria em um futuro quando a humanidade finalmente criasse máquinas que pudessem pensar sozinhas. O livro foi escrito na década de 40 e publicado na de 50, mas ainda é bastante moderno. As ideias contidas aqui podem ser usadas até hoje.

   A Editora Aleph está lançando vários livros de Isaac Asimov, um trabalho primoroso. A capa já é bastante bonita, a edição está impecável e o livro fica lindão na estante. Este é um caso de um livro fantástico por dentro e por fora. Altamente recomendado!

Sou o Fundador do site Ovicio, Overplay e Muramasa. Fui idealizador e Game Designer do jogo Vencedor da DemoNight no BIG Festival 2014, o Jotunheim Project. Escolhido como Jurado do Anime Awards em 2024 e 2025. Amo games, sou fã de God of War, Dragon Quest, Fire Emblem, The Legend of Zelda e Pokémon. Coleciono livros, quadrinhos e guitarras.