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Esta semana eu tive uma grata surpresa, chegou minha edição de Lúcifer e o Martelo, uma história ótima, viciante e interessante, escrita por Satoshi Mizukami. A verdade é que agora está no meu top 10 de mangás. E quando eu leio algo bom, eu não paro de falar sobre isso, neste momento, antes de escrever isto, meus amigos, esposa e família já sabem o quão bom é este mangá. 

No começo você não vai ver tanta diferença, afinal,  temos um jovem, Yuuhi, que é acordado por um mascote, que diz que ele deve se juntar a outros aliados para ajudar a Princesa e proteger a Terra contra o feiticeiro (e não é um feiticeiro comum, o cara construiu um Martelo gigante de barro que irá destruir a terra inteira). Isso poderia ser o começo de qualquer história. Mas vamos começar a falar das diferenças: o mascote é um lagarto, que mostra a excentricidade do autor. A história é recheada de ação e diversão. Daí você pensa: Amizade, Aprendizado, Treinamento, Batalha e Vitória… esta é a sequência de acontecimentos? Não. Yuhii não é o típico herói que você conhece.

Não dá pra dizer que Yuuhi é um cara normal, ele não quer aproveitar a vida, não quer aceitar a sua missão e apresenta pensamentos bem estranhos. Temos também a heroína, que é chamada de Princesa, que consegue ser mais estranha ainda, já que ela deseja salvar o planeta para poder destruí-lo com suas próprias mãos – e isto foi o que Yuuhi precisava saber para ganhar um propósito em sua vida e jurar fidelidade a ela. Ao menos neste primeiro volume, dá para ver que o lagarto é a consciência da equipe, ele geralmente fica horrorizado com os pensamentos de Yuuhi e com a determinação sombria da princesa.

Estamos no começo da aventura, ainda conheceremos outros personagens nos próximos títulos, o primeiro já preparou o terreno: sabemos que Yuuhi é o cavaleiro lagarto e existem 11 cavaleiros além dele, conhecemos até um deles, Hangetsu, no capítulo final. O melhor é que ele parece ser o oposto do pessimista Yuuhi. Porém, nesta primeira edição, o foco está em Yuuhi e seus problemas. Yuuhi teve uma infância trágica, foi abusado mentalmente e fisicamente, o que causou danos emocionais enormes e podemos até ver o quanto isso o afetou, pois estes sentimentos são representados por correntes. E mesmo quando ele conta isso com um sorriso no rosto, vemos que ele está apenas tentando ser forte.

Já a princesa, não dá pra saber muito sobre a vida dela (pelo menos nesta edição), mas dá para conhecer mais sobre seus planos, ela quer salvar o planeta, pois o considera dela e por pensar dessa maneira, ela não quer que a terra sobreviva após a sua morte, pois assim, ela perderia sua propriedade, daí o desejo de destruí-la após salvá-la (simples?). Esta é a sua motivação, por isso ela é chamada por Yuhii de Lúcifer de saias (sacou o Lúcifer e o Martelo?). Depois de ter uma infância tão ruim, dá pra entender o motivo de Yuuhi querer que os planos da princesa se concretizem. Ah, ela também tem super força, algo que proporciona momentos engraçados, já que a princesa é quem luta contra os inimigos (uns bonecos de barro gigantes).

A série tem apenas 10 volumes ao todo, logo, é uma boa oportunidade pra quem quer ter uma boa coleção. Eu gostei bastante da forma como lançaram no Brasil, a linguagem é bem acessível,  a tradução veio sem erros de português e ainda tem umas páginas coloridas no começo da edição.  Se você gosta de histórias engraçadas, interessantes e legais (quem não gosta?) então deve dar uma chance para Lúficer e o Martelo. Este é um ótimo e imperdível lançamento da JBC.

Sou o Fundador do site Ovicio, Overplay e Muramasa. Fui idealizador e Game Designer do jogo Vencedor da DemoNight no BIG Festival 2014, o Jotunheim Project. Escolhido como Jurado do Anime Awards em 2024 e 2025. Amo games, sou fã de God of War, Dragon Quest, Fire Emblem, The Legend of Zelda e Pokémon. Coleciono livros, quadrinhos e guitarras.