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Sinopse:


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Em um mundo rico em detalhes, onde impera a violência das paixões, Tigana é uma terra que clama por vingança e justiça. Numa tentativa de recuperar Tigana, sua terra natal amaldiçoada, o Príncipe Alessan e seus companheiros põem em prática um plano perigoso para unir a Península da Palma contra os reis despóticos Brandin de Ygrath e Alberico de Barbadior. Brandin é maquiavélico e arrogante, mas encontrou em Dianora alguém à sua altura e está hipnotizado por sua beleza e seu charme. Alberico está cada vez mais consumido pela ambição, cego a todas as ciladas a seu redor. Enquanto isso, o grupo de heróis viaja pela Península em busca de alianças que podem virar a batalha a seu favor. Alessan está mais dividido do que nunca, Devin já não é o rapaz ingênuo que era antes, Catriana apenas deseja redenção e Baerd descobre um novo tipo de magia. Conseguirá Tigana vingar a memória de seus mortos? Ninguém pode prever as perdas que sofrerão nem que fim terá esse embate. Sacrifícios serão feitos, segredos antigos serão revelados e, para que alguns vençam, outros terão obrigatoriamente que cair.

Resenha:

 É interessante notar que aqui no Brasil e em Portugal, a obra foi dividida em dois livros. Porém, quando lançada nos Estados Unidos (lá em 1990), ela era compilada em apenas um livro. Para ser sincero, prefiro a divisão, a Editora acertou nisso, ficou tudo bem dividido. Ponto para a Saída de Emergência.

Neste segundo livro vemos como irá terminar a saga do Príncipe Alessan, que luta, ao lado de seus companheiros, pelo resgate da memória de Tigana, que foi esquecida por todos graças ao feitiço de um poderoso inimigo. Neste livros vemos o quão iminente se torna a guerra para alcançar o objetivo.

O príncipe Alessan é o líder da resistência, e a história faz um excelente trabalho de mostrar a profundidade de sua determinação, mesmo quando as chances de vitória parecer ridículas. Afinal, vemos um pequeno grupo de pessoas que trabalham para derrubar um tirano incrivelmente poderoso. Porém, não dá para ignorar Dianora, outra filha de Tigana, também lutando por sua terra natal esquecida. Sem armas ou força física, Dianora usa as únicas ferramentas que tem à sua disposição: beleza e inteligência. Presa em um palácio, esta parte da história é menos emocionante, mas é repleta de intrigas e interação de personagens; através de seus olhos, vemos o mundo de Brandin e podemos compreender seus sentimentos.

A caracterização é definitivamente o ponto mais forte de Tigana e os personagens brilham. As motivações de cada pessoa são interessantes e cada personagem, seja antagonista ou protagonista, irão tomar decisões que tiram o fôlego do leitor. O autor cria personagens complexos e profundos que vão além dos arquétipos encontrados em livros de fantasia. Vemos isso, especialmente, com o tratamento dado para mostrar a dualidade de Brandin. A revelação constante de verdadeiras motivações de cada personagem é maravilhosa e nunca parece ser algo forçado simplesmente por conveniência do enredo, especialmente Dianora, lutando contra Brandin como um tirano, mas descobrindo um crescente amor por ele como um homem inteligente e profundamente emocional.

Guy Gavriel Kay mantém o leitor interessado até a última página; A trama de Tigana é complexa e as decisões dos personagens nunca são tão certas como você gostaria de imaginar. O livro tem um ritmo diferente, dada a divisão entre duas circunstâncias muito diferentes, mas quando a história começa é difícil de largar o livro.

Por falar nisso, depois de ter lido o primeiro livro, eu fiquei na sede de leitura até ler o segundo. Foi bom reencontrar cada personagem. Mas o que realmente me fez ver o brilho deste livro foi ver como ele mexe com o leitor. A aventura e a tensão de sua jornada. É incrível notar como ele é poderoso.

Eu recomendo este livro para leitores de todas as faixas etárias, uma vez que é tão bem escrito que apenas a história, sem o apego emocional tornou-se uma das minhas favoritas.



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