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Esta semana temos sete resenhas de diferentes tipos de quadrinhos, que vão além de apenas Marvel e DC Comics. Como sempre, pensamos em contemplar todos os gostos dos fãs de quadrinhos. Vamos ver se acertamos! Abraços e boa leitura das resenhas!


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PIROMANIA RECREATIVA, DE SAM ISATTO E TIETBO
Este Piromania Recreativa de Sam Isatto e Tietbo reflete de maneira bastante exagerada, mas por vezes irônica e por vezes perturbadora, o que acontece com as pessoas quando elas se colocam uma meta e chega um fantasminha nada camarada chamado ansiedade e vem lhe cochichar sobre os ombros importunando quem está ali, engessado, como uma estátua, sem nem o poder de criar e muito menos fazer alguma coisa a respeito. Por isso a piromania, você mesmo escolheu atear fogo no seu mundo ao fazer esse trabalho e esse projeto e recreativa, porque a coisa deveria ser divertida, só que não está sendo, está sendo um suplício. Vou estar ligando para um telemarketing de Rivotril para ajudar você. Quanto à maneira de contar as histórias, ela é feita de uma maneira bastante solta, sem, aparentemente o tal do planejamento que atrapalha e constrange tanto o ato criativo, principalmente em uma mídia como os quadrinhos. Contudo, mesmo um trabalho feito em estilo laboratório precisa ter método e é ele que faz saltar os olhos quando nos deparamos com o trabalho de Sam e Tietbo enquanto estavam “on fire”.

ESPOSAS BRUXAS, DE BEN BLACKER E MIRKA ANDOLFO
O mote de Esposas Bruxas revolve sobre um grupo de mulheres que, anteriormente eram poderosas bruxas de um coven, mas que acabaram sendo “dominadas” por uma organização maligna de homens e se tornaram esposinhas submissas bem ao estilo donas de casa dos anos 1950 nos Estados Unidos. Mas um ponto fraco do quadrinho, principalmente por causa da arte é que não conseguimos deslindar se estamos acompanhando um quadrinho que se passa nos anos dos puritanos, na época dos 1950 ou ainda nos dias atuais. Não que a arte de Mirka Andolfo não seja boa, mas talvez não seja adequada para este tipo de história, mas para outros tipos de narrativa. Já o roteiro, apresentado de forma galopante e ascendente por Ben Blacker, só acaba ganhando o leitor, que começa com  um história amornada que vai esquentando, esquentando e aumentando a ação e o assombramento daqueles que vão a acompanhando em, digamos, um gole só. Esposas Bruxas é um quadrinho divertido e legal, mas realmente a escolha editorial para a arte deixou bastante a desejar. Talvez um traço mais retrô trouxesse outras sensações para os leitores.

DICK VIGARISTA & MUTTLEY, DE GARTH ENNIS E MAURICET
A versão DC Comics de Dick Vigarista e Muttley escrita por Garth Ennis e Mauricet é uma das histórias mais doidas do escritor irlandês que tive oportunidade de ler e, talvez, por essa razão seja uma das melhores releitura desses personagens sob o selo da Hanna-Barbera feita dentro das publicações da editora das lendas. Para começar, a origem de Muttley é que ele e Dastardly estavam pilotando um avião e Muttley levou um cachorro junto. Quando são borrifados por um ingrediente misterioso, os dois mudam. Dick Vigarista começa a ver coisas e Muttley é bizarramente fundido com aquele cachorro que havia levado à bordo do caça que pilotavam. Assim, os dois começam uma cruzada contra um tal “orelhudo comedor de cenouras’ que está transformando o mundo real na lógica de desenhos animados. Este Dick Vigarista & Muttley é um quadrinho louco, louco, louco, mas louco de divertido e sem pé nem cabeça. Quando Garth Ennis não ruma para o seu lado mega hiper apelativo, ele consegue fazer um trabalho que pode ser apreciado por pessoas de todas idades, mesmo contendo elementos que muitos considerariam bizarríssimos. 

DC COMICS ENCONTRA HANNA-BARBERA, VOLUME 1, DE VÁRIOS AUTORES
Duas edições pertencentes à este encadernado do encontro da DC Comics com a Hanna Barbera são muito boas e duas delas são bem qualquer coisa. Vamos começar com as boas. Uma ótima sacada fazer um encontro entre Os Flintstones e o Gladiador Dourado, em que os heróis vão do passado para o futuro tentando depois um pretenso deus alienígena. Já o encontro de Adam Strange com Future Quest consegue inclusive se colocar dentro da cronologia da DC Comics, mostrando o herói cósmico mais uma vez apreensivo sobre quem é e seu lugar no multiverso, Jeff Parker fazendo um ótimo trabalho mais uma vez. Já o encontro de Space Ghost e Lanterna Verde é, como a maioria das aventuras do Fantasma do Espaço, insosso, a não ser pela competente arte do argentino Ariel Olivetti, que deixa qualquer roteiro ruim mais bonito. Por fim, temos o bizarríssimo encontro do Esquadrão Suicida com os Banana Split, em que os fantochões estilo TV Colosso se armam e saem atirando para todo o lado contra o Esquadrão Suicida e as meninas robôs controladoras de mentes que eles precisam, em conjunto, derrotar. Ykes!

SUPERDEUS, DE WARREN ELLIS E GARRIE GASTHONNY
Este quadrinho é um desperdício de um conceito muito bom, mas que aparece diversas vezes dentro da obra de Warren Ellis que é o fato da “morte de Deus” e a vontade de superá-lo a partir de invenções humanas. Às vezes Ellis acerta no uso desse conceito, como em Transmetropolitan ou em Excalibur, e ainda em Planetary, mas neste Superdeus que era para ter a “desconstrução de Deus e dos Super-heróis” como principal orientador da história, ele acabou se perdendo. Fez uma narrativa grandiloquente demais, megalomaníaca demais, com ares épicos para ser desenvolvida dentro de um espaço mínimo. É como se fosse contar uma trilogia dentro do espaço e escopo de um conto: acaba não funcionando mesmo porque está inadequado com o suporte. Já os desenhos de Garrie Gasthonny são bastante competentes e as capas desenvolvidas pelo brasileiro Felipe Massafera, talvez sejam a melhor parte desta publicação. Aparentemente Superdeus faz parte de um trilogia desenvolvida por Ellis com o intuito de fazer uma “desconstrução dos super-heróis”. Mas se todos eles forem nessa pegada, prefiro evitar a fadiga. Compre com desconto, clicando aqui!

A MÁGICA DA ARRUMAÇÃO EM QUADRINHOS, DE MARIE KONDO E YUKO URAMOTO

Muitas vezes, as publicações caça-níqueis são apenas caçadoras dos nossos queridos niqueizinhos. Mas tem vezes que nos surpreendemos com o que elas podem nos oferecer, principalmente porque nossas expectativas estão baixas. É o caso da quadrinização do livro A Mágica da Arrumação em Quadrinhos, em estilo mangá de autoria (!) da expert em arrumação e fenômeno das séries do Netflix Marie Kondo, que apresenta e organiza o programa Ordem na Casa disponível para os assinantes da plataforma. Podemos aprender diversas maneiras de deixar nossas habitações organizada através de pequenas dicas e gestos que Kondo traz para uma personagem fictícia do mangá. Inclusive, para nós, colecionadores de quadrinhos e entusiastas de livros, este quadrinho pode ajudar a nos livrar daqueles montes de leituras que, no final nem vamos ler. Também ajuda a organizar nossas leituras, livros, quadrinhos e até papelama de documentos e quetais de uma forma única que é o segredo da prática de arrumação e organização da casa de Marie Kondo. Um mangá envolvente que, quem diria, é sobre botar ordem na casa. Ah, as maravilhas do mangá de saber falar de todos os assuntos de uma maneira super interessante! Compre com desconto, clicando aqui!

EXTERMINADOR, VOLUME 6, DE CHRISTOPHER PRIEST, JASON PAZ E FERNANDO PASARIN
Esta semana eu acabei lendo algumas coisas bem fora do comum. E até aquelas que estão dentro do comum normalmente estão um pouco fora da curva. Será que está refletindo o meu humor essas escolhas aleatória de loucuras… opa, de leituras?! Este volume de Exterminador mostra a fase em que o grande e mais foderoso mercenário do Universo DC Comics passou encarcerado dentro do manicômio Asilo Arkham, não sabendo distinguir o que era loucura, o que era realidade e o que era uma simulação feita por um vírus alienígena que queria subjugar o planeta Terra. Sim, uma ideia muito legal, mas não quando os leitores também acabam entrando nessa confusão e não entendendo a narrativa. Acho que este sexto volume do Exterminador é o mais fraquinho de todos até agora, infelizmente, que vinham numa pegada muito boa de histórias. Destaque para a homenagem feita à Queda de Murdock, nas abertura das cinco edições que compõem esse encadernado em que Slade Wilson está dormindo em um quarto-cela visto de cima como na saga magistral do Homem sem Medo da Marvel. Compre, clicando aqhttps://amzn.to/2Rl8uUeui!



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