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Ada Wong é uma das figuras mais presentes da franquia Resident Evil. Introduzida no segundo jogo da série original, ela atua como uma espiã corporativa com motivações próprias, cruzando o caminho de personagens centrais e influenciando eventos de bastidores envolvendo o mercado de armas biológicas.

Além disso, é claro, não podemos esquecer que ela é o flerte de décadas do Leon. Para compreender a trajetória e os segredos dessa espiã, no vídeo de hoje trazemos 10 fatos sobre Ada Wong.

Inicialmente, seu nome seria Linda

Durante o desenvolvimento de Resident Evil 2, a personagem que conhecemos como Ada Wong passou por diversas mudanças. Inicialmente, ela se chamaria Linda e seria uma pesquisadora da Umbrella Corporation que ajudaria o jogador durante a campanha.

Essa versão preliminar foi descartada quando a equipe decidiu reformular a narrativa e o papel da personagem. O nome foi alterado para Ada Wong e ela foi reescrita como uma espiã, conectando-se diretamente à menção feita no primeiro Resident Evil através de uma carta de John Clemens.

Inspirada em Nikita

A concepção visual e comportamental de Ada Wong teve forte influência do cinema de espionagem, especificamente do filme “La Femme Nikita” (1990), dirigido por Luc Besson. A ideia da Capcom era criar uma figura feminina forte, misteriosa e altamente letal.

Essa inspiração moldou a personalidade enigmática de Ada e sua habilidade de manipular situações a seu favor. Assim como a protagonista do filme, ela opera nas sombras e frequentemente esconde suas verdadeiras motivações sob uma fachada de frieza calculada.

Relação com Leon

A dinâmica entre Ada Wong e Leon S. Kennedy é um dos elementos narrativos mais duradouros da franquia. Desde o primeiro encontro em Raccoon City, a relação dos dois é marcada por uma tensão constante, misturando atração mútua e interesses conflitantes.

Embora frequentemente atuem em lados opostos devido às missões de espionagem corporativa de Ada, ela costuma intervir para salvar a vida de Leon ou fornecer itens cruciais para sua sobrevivência. Esse padrão de resgates mútuos e encontros fugazes se repete ao longo de vários títulos da série.

Ela e Leon “se encontram” entre os jogos

A história sugere que a interação entre Ada e Leon não se limita aos eventos vistos nos jogos principais. Pois é, é canônico que esses dois mantêm uma forma de contato esporádico fora das telas.

Um exemplo claro disso ocorre no filme “Resident Evil: Damnation”, onde Ada pergunta quando eles vão continuar “aquela noite”. Mais tarde, falando sobre essa cena em particular, o roteirista do filme, Shotaro Suga, confirmou Leon e Ada tiveram vários encontros entre os jogos, muitos deles… “românticos”.

Ada Wong não é seu nome real

A identidade de Ada Wong é um dos maiores mistérios de Resident Evil. Em um dos epílogos de Resident Evil 3: Nemesis, é revelado explicitamente que “Ada Wong” é apenas um pseudônimo utilizado para proteger seu anonimato.

Até o momento, a desenvolvedora nunca revelou o verdadeiro nome da personagem ou detalhes concretos sobre sua origem antes de se envolver com o bioterrorismo. Essa ausência de informações é uma ferramenta narrativa utilizada para manter sua aura de imprevisibilidade.

Uma anti-heroína

Reprodução/Capcom

O papel de Ada na narrativa foge da dicotomia tradicional entre heróis e vilões. Ela atua como uma mercenária que trabalha para o maior lance ou para agendas ocultas, o que frequentemente a coloca em rota de colisão com os protagonistas.

No entanto, suas ações raramente visam a destruição global ou o caos inerente aos antagonistas da franquia. Ela possui um código moral próprio e frequentemente sabota os planos de seus empregadores se julgar necessário, consolidando seu status como uma anti-heroína.

Diferenças no remake

No Resident Evil 2 clássico de 1998, a principal motivação apresentada por Ada Wong para estar em Raccoon City era encontrar seu namorado, John Clemens, um pesquisador da Umbrella que havia sido mencionado no primeiro jogo da franquia. No remake de 2019, essa subtrama de fachada foi completamente descartada da história, e a personagem não faz qualquer menção ao cientista durante a campanha.

Essa alteração narrativa no remake mudou a abordagem inicial de Ada. Sem o pretexto do namorado desaparecido, ela se apresenta a Leon S. Kennedy diretamente como uma agente do FBI investigando a corporação.

Ela tem um “verdadeiro propósito”

Apesar de sempre ser vista trabalhando para clientes sinistros como a “A Organização” ou diretamente para Albert Wesker, documentos no universo do jogo indicam que Ada possui uma agenda própria. Ela usa seus empregadores apenas como um meio para atingir um objetivo final.

A natureza exata desse propósito nunca foi totalmente explicada na cronologia, embora pareça ser algo bastante pessoal. Suas reais intenções continuam sendo um dos enredos não resolvidos da série. Em um documento de Resident Evil 6, Ada diz que nada pode impedi-la de alcançar seu “verdadeiro propósito”.

O Caso Carla Radames

Em Resident Evil 6, a imagem de Ada é central para o conflito devido às ações de Carla Radames. Carla era uma pesquisadora genial que foi submetida ao vírus C por Derek C. Simmons e transformada em um clone físico de Ada Wong.

A existência do clone gerou confusão entre os agentes em campo, incluindo Leon e Chris Redfield, que inicialmente culparam a verdadeira espiã por ataques terroristas. A campanha de Ada no jogo foca em expor a verdade, destruir os laboratórios e eliminar Carla.

Ada está sumida desde Resident Evil 6

A última aparição canônica de Ada Wong na linha do tempo atual da franquia ocorreu nos eventos de Resident Evil 6, lançado em 2012. Desde então, ela não teve participação nas histórias principais de Resident Evil 7, Resident Evil Village ou Resident Evil Requiem. Também não apareceu nos filmes em CGI, Vendetta e Death Island.

O seu destino e suas atividades após o incidente com a Neo-Umbrella permanecem desconhecidos no cânone oficial. A ausência prolongada da personagem gera expectativas na comunidade sobre um possível retorno em títulos futuros para dar continuidade à sua trajetória.

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Murilo Oliveira, também conhecido como Muriloverso, é jornalista e redator-chefe do site O Vício. Comandando o canal homônimo no YouTube, ele compartilha sua paixão por cultura pop, trazendo análises, curiosidades e conteúdo geek com uma abordagem única e carismática.