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Zach Cregger, diretor do novo filme de Resident Evil, detalhou o motivo para apostar em uma história totalmente original.
Em entrevista ao New York Times (via IGN), o cineasta revelou que compreende o receio do público com adaptações de videogames, observando que seria “crucificado” se fizesse mudanças no material de origem.
Ele destacou que sua prioridade é honrar a atmosfera de tensão e sobrevivência imersiva das obras da Capcom.
“Adoro a ideia de enfrentar um mundo obcecado em me aniquilar. É simplesmente divertido e eu nunca vi um filme que ofereça esse tipo de experiência”, afirmou Zach Cregger.
O novo longa-metragem não contará com rostos conhecidos dos fãs, optando por expandir a mitologia já existente com personagens inéditos.
O diretor explicou que adaptar arcos consagrados seria redundante e diminuiria o impacto narrativo, pois o público já sabe os desfechos das jornadas.
“Não vou contar a história de Leon, porque a história de Leon já foi contada nos jogos. Os fãs já a conhecem”, declarou o cineasta.
A abordagem criativa busca entregar uma narrativa autêntica sem correr o risco de alterar ou desrespeitar os eventos adorados pelos jogadores.
O produtor Oliver Berben, da Constantin Film, conversou com o Deadline e elogiou a visão única trazida pela direção.
“Agora estamos criando algo novo, não apenas uma nova ideia para a história, mas para permitir que uma nova geração assuma a franquia”, explicou o produtor.
A intenção do estúdio é apresentar o universo de sobrevivência de forma revigorada através de um estilo autoral focado no terror.
Apesar dos novos rumos, vazamentos recentes de fotos de set confirmaram o retorno da icônica Raccoon City coberta de neve, trazendo familiaridade aos fãs.
Zach Cregger construiu sua carreira no gênero de horror com sucessos recentes de crítica, comandando os longas Noites Brutais e A Hora do Mal.
A saga Resident Evil acompanha a luta da humanidade contra armas biológicas letais desenvolvidas por megacorporações farmacêuticas corruptas que transformam cidadãos em monstros implacáveis.
A nova adaptação cinematográfica focará no horror e na vulnerabilidade, distanciando-se dos filmes de ação desenfreada lançados anteriormente, trazendo ainda uma boa dose de humor ácido, uma marca característica do diretor.
O enredo girará em torno de um azarado entregador de órgãos (interpretado por Austin Abrams) que é enviado para atender uma urgência no hospital de Raccoon City, enfrentando uma série de situações inesperadas e criaturas assustadoras mesmo sendo só um cara comum.
O novo filme de Resident Evil estreará nos cinemas do Brasil no dia 17 de setembro.






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