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Nos últimos capítulos de One Piece, Eiichiro Oda tem trazido algumas pistas sobre o que aconteceu no Século Perdido, mas nenhum deles trouxe tantos detalhes como o capítulo 1115, que entrou a fundo nessa história misteriosa. A guerra do passado ainda não acabou e o seu resultado afetará o mundo inteiro.
Vegapunk não decifrou a história completa dos Poneglyphs, mas descobriu o suficiente para destruir a reputação dos Gorosei e de Imu. Eles mantiveram sua batalha em segredo por centenas de anos, e agora o mundo inteiro sabe sobre a existência do inimigo que se rebelou contra o Governo Mundial por tanto tempo.
História de capa

A história de capa traz o volume cinco da Cria do Demônio – Representante Suplementar da Colheita de Ouro, com Yamato esperando o seu lanche para a viagem. Hiyori e Otoko se oferecem para fazer uma marmita ao seu companheiro, já que sua viagem até o tempo Enma será longa.
A reação do mundo ao ouvir o nome Joyboy
A primeira página do capítulo 1115 mostra que muitas civilizações ao redor do mundo estão ouvindo o nome Joyboy pela primeira vez, mas algumas pessoas já possuem alguma informação sobre a história dessa lenda. Por exemplo, Momonosuke sabe que Joyboy foi o companheiro de Zunesha, então Kin’emon pergunta ao seu lorde se ele já ouviu falar sobre esse nome.
Em seguida, um personagem inesperado aparece entre os ouvintes da mensagem, Demalo Black, o pirata que fingiu ser Monkey D. Luffy durante os anos em que os Chapéus de Palha ficaram ausentes. Ele continua fingindo ser outra pessoa para ganhar fama, mas agora faz isso com a identidade de Eustass Kid.
A guerra do Século Perdido
Durante suas pesquisas, Vegapunk descobriu que houve uma batalha colossal há 900 anos atrás, e decidiu compartilhar os detalhes desse evento desconhecido em sua transmissão. De acordo com os Poneglyphs, Joyboy foi um pirata que lutou contra os ancestrais dos Tenryubitos, os 20 reinos que fundaram o Governo Mundial.
Vegapunk não sabe o que deu início a essa guerra ou quem era o lado certo e errado da história, então ele define isso como uma batalha de “dois ideais” diferentes. O mangá traz uma silhueta do passado, com Joyboy enfrentando vários reis armados para ilustrar melhor a mensagem, e depois coloca Zunesha e a tribo dos minks em cena.
Desse modo, Oda passa uma ideia indireta de que os minks são realmente descendentes do grupo de aliados que ajudou o lendário pirata a enfrentar os 20 reinos. Ainda não se sabe ao certo quem eram os aliados de Joyboy, mas muitos fãs supõem que eles eram todas as tribos que vivem sob opressão, como os minks, os samurais de Wano, os tritões e os gigantes.
Provavelmente, todos eles viviam juntos no Grande Reino, e parte dessa civilização tinha um conhecimento científico mais avançado do que a era moderna. Eles criaram as Armas Ancestrais e usaram elas em uma guerra de 100 anos. Nem mesmo Vegapunk, que é o maior cientista do mundo, pode recriar armas desse nível.
A Marinha cerca os Chapéus de Palha
Dentro da Labphase, Edison entra em contato com Stussy para dizer que sua companheira deve fugir o mais rápido possível. Ela deseja ficar ali para manter a barreira ativada, mas os Gorosei conseguiram passar pela defesa e estão se aproximando do local.
Por toda a sua vida, Stussy viveu apenas para seguir os pedidos de Vegapunk, assim como os satellites. A negação de sair do local ressalta o vazio e o desamparo que ela sente agora devido a morte do seu criador. Kaku se identifica com a posição da sua ex-colega nessa cena, já que ele também não passa de uma ferramenta que foi descartada após o uso.
Edison usou suas últimas forças para criar um caminho que leve os Chapéus de Palha até a costa de Egghead, deixando o resto da fuga por conta deles. O grupo de Nami precisa esperar o resto da tripulação para zarpar, mas, se eles demorarem demais, a única rota de fuga será cercada pelos navios da Marinha.
O imenso poder de Ethanbaron V. Nusjuro
Enquanto os outros correm para chegar na costa nordeste, o grupo de Bonney tenta escapar dos ataques mortais de Ethanbaron V. Nusjuro. Oimo, Kashii, Sanji e Bonney cercam o inimigo para evitar que ele use sua espada, mas nenhum deles consegue ferir ou ao menos segurar o Gorosei.
Quando a presença de um ser vivo chama sua atenção, Ethanbaron deixa os seus oponentes para trás e corta Punk Records com um único golpe. Apenas um espadachim tão habilidoso quanto Roronoa Zoro ou Dracule Mihawk teria a capacidade de fazer algo assim.
Pedaços de um continente
A guerra do Século Perdido acabou com a derrota de Joyboy, e o seu fim deixou cicatrizes irreversíveis no mundo. No passado, as terras de One Piece eram muito diferentes do que são agora, a superfície era repleta de continentes que nunca foram citados nos livros de história. Contudo, esse mundo foi completamente destruído pelo aumento do nível do mar que chegou a 200 metros.
A destruição em questão foi o resultado de um cataclismo que afetou os continentes de mil anos atrás, e a única coisa que restou deles são pedaços destruídos e perdidos abaixo da superfície. Se o nível do mar subir mais uma vez, todas as ilhas da Grand Line terão o mesmo destino do Grande Reino.
A batalha do Século Perdido ainda não acabou
A explicação mais comum para um cataclismo dessa magnitude seria um desastre natural inesperado, mas Vegapunk tem certeza de que foi um desastre causado pelas pessoas que lutaram na guerra. Uma mudança dessas não seria um fenômeno que acontece em apenas um século, por isso o cientista chegou à conclusão de que tudo se resume a uma consequência causada pelas Armas Ancestrais.
Além disso, ele declara que ainda existem pessoas que desejam reativar as armas para fazer o mundo afundar pela segunda vez. Portanto, a batalha colossal entre Joyboy e o líder do Governo Mundial, que vive nas sombras, ainda continua nos dias de hoje.
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One Piece é uma criação de Eiichiro Oda e começou sua serialização pela revista semanal Shonen Jump, publicada pela Shueisha, em 1997. Desde então, se tornou um sucesso comercial e crítico em todo o mundo, com muitos dos volumes quebrando recordes de impressão no Japão. A obra conta com 108 volumes até o momento. No Brasil, o mangá é publicado pela Panini.