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A sequência de A Plague Tale: Innocence é uma his tória de quebrar o coração, que foca na protagonista Amicia, filha de um lorde francês, ao lado de seu irmão, Hugo. Aqui, vemos a busca da personagem por uma cura para Hugo, que nos leva para momentos únicos no jogo. Vou já começar com uma frase que poderia terminar este review: A Plague Tale: Requiem é um exemplo de uma sequência perfeita.

E eu digo isso porque o jogo já começa de forma bela. Belos e amplos cenários, cheios de montanhas e vegetação, acompanhados por um realismo pouco visto nos jogos. Ao lado de Amicia, Lucas e Hugo, você se surpreende a cada novo local.

E as surpresas não param aí: o jogo apresenta alguns antagonistas que você acha que serão os principais vilões, mas logo descobre que há sempre um inimigo diferente e mais perigoso. Soldados, facções, tudo isso está dentro do game, junto com o terror que eles proporcionam.

Neste jogo temos um foco novamente na família De Rune, que já sofreu bastante com os eventos do primeiro jogo e isso afetou bastante Amicia. Há certos momentos em que vemos como ela foi atingida e como tem perdido o controle desde então. Sua dor é evidente e a narrativa e o roteiro funcionam muito bem para desenvolver a história.

Ao lado dos novos desafios, desta vez, Amicia também tem habilidades novas: ela pode contra-atacar, assassinar e até lutar contra certos inimigos, o que é algo bem vindo para a série, principalmente quando temos as mecânicas que já conhecemos.

E sim, usar o modo stealth se torna obrigatório e recompensador – afinal, você ganha habilidades ao jogar seguindo um estilo de jogo, um sistema muito bem desenvolvido que funciona de forma perfeita. E isso combinado com a nova mecânica de distração rápida, faz com que você possa passar de forma sorrateira enquanto os inimigos se perguntam o que houve.

Assim como na série Assassin’s Creed, temos um tipo de visão especial, neste caso, temos o Eco, que Hugo pode usar para ver os contornos inimigos quando os ratos estão por perto. E, como antes, Hugo pode usar os ratos a seu favor.

E isso não é tudo: o jogo também traz puzzles, que embora não tenham tanta variedade, são bem divertidos de se completar. E para quem gosta de colecionáveis, o jogo está repleto deles, algo que também encorajo fazer através do New Game+.

Vale elogiar também o game design do jogo e todos os recursos técnicos – a imersão do jogo é fantástica e eles souberam usar todos os recursos da nova geração. Alinhando isso com a belíssima trilha sonora, a experiência é inesquecível.

A Plague Tale: Requiem é um jogo que merece mais do que sua atenção: ele precisa de um lugar na sua biblioteca de jogos. É uma história emocionante, poderosa e que vai te marcar de alguma forma. O jogo também faz uso dos recursos da nova geração e pode ser considerado como um dos melhores do ano.

Positivo
  • História fantástica
  • Gráficos excelentes
  • Faz uso dos recursos da nova geração
  • Evolução em relação ao primeiro jogo
  • Sequência perfeita
Nota 10
Sou o Fundador do site Ovicio, Overplay e Muramasa. Fui idealizador e Game Designer do jogo Vencedor da DemoNight no BIG Festival 2014, o Jotunheim Project. Escolhido como Jurado do Anime Awards em 2024 e 2025. Amo games, sou fã de God of War, Dragon Quest, Fire Emblem, The Legend of Zelda e Pokémon. Coleciono livros, quadrinhos e guitarras.


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