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Depois de muitos pedidos e espera, Assassin’s Creed finalmente mergulhou no Japão feudal, e Shadows é o resultado de anos de expectativa dos fãs. Com ambientação precisa, narrativa envolvente e protagonistas carismáticos, a nova entrada da Ubisoft não apenas entrega uma experiência marcante e você pode saber mais sobre o jogo em si no meu primeiro review, feito lá em março, quando analisei o lançamento do jogo para PlayStation 5 e PC. Agora, o jogo chegou para o Nintendo Switch 2 com louvor, mesmo que não sem tropeços. Aqui, você saberá como foi minha experiência.

Uma adaptação ousada para o híbrido da Nintendo

Como você deve imaginar, rodar um mundo aberto denso e visualmente ambicioso como Assassin’s Creed Shadows em hardware portátil é, por si só, um feito técnico considerável. O port para o Switch 2 consegue manter grande parte da fidelidade do original, com cortes inteligentes em texturas e iluminação para preservar a experiência central.

Embora a taxa de quadros esteja limitada a 30fps, o desempenho geral é sólido, tanto em modo portátil quanto dockado. Os efeitos climáticos são retratados com um capricho visual raro em ports do gênero. Ainda assim, há imperfeições visíveis como personagens sem animação carregada à distância e eventuais quedas de performance em cenas intensas ou noturnas, nada que estrague a experiência do jogo, mas que fica bem perceptível para os jogadores.

Yasuke e Naoe: dois lados de uma lâmina

Dupla de protagonistas de Assassins Creed Shadows
Reprodução/Ubisoft

Como os donos de Nintendo Switch 2 não tiveram a oportunidade de jogar o game em seu lançamento em março, acho saudável falar um pouco do game também: o maior trunfo de Shadows está na sua dupla de protagonistas. Yasuke, o imponente samurai, oferece um estilo de combate direto e brutal. Já Naoe, a shinobi ágil, representa o lado furtivo clássico da franquia. Alternar entre os dois não é só uma escolha narrativa, mas uma forma real de variar o gameplay e manter a experiência fresca.

As builds são altamente customizáveis, com árvores de habilidades distintas e uma variedade de armas tradicionais, como katanas, shurikens e kusarigamas. Em especial, jogar com Naoe usando katana em empunhadura reversa torna o stealth mais dinâmico e recompensador, resgatando o DNA original da franquia.

Ambientado no fim do Período Sengoku, Shadows se apropria com maestria da instabilidade política e cultural da época. A representação dos vilarejos, florestas e castelos é visualmente rica, mesmo com as limitações do Switch 2. A direção de arte se sobressai onde o poder gráfico não alcança, garantindo um mundo vivo, crível e que convida à exploração.

A narrativa, embora linear, é conduzida com ritmo e equilíbrio. Diferente de Valhalla, jogo que não me pegou, Shadows tem foco e entrega momentos memoráveis, com destaque para diálogos bem escritos e uma trama que valoriza tanto intriga quanto desenvolvimento de personagens.

A trilha sonora acompanha com precisão cada nuance da jornada, transitando entre melodias introspectivas e temas mais intensos. A dublagem é clara, emocionalmente carregada, e mantém seu impacto mesmo em modo portátil. São detalhes que contribuem para a imersão, algo essencial em um título que depende tanto da ambientação para funcionar.

Vale a pena jogar no Switch 2?

Apesar das concessões técnicas, Assassin’s Creed Shadows é uma adaptação admirável. O que poderia ser apenas um port reduzido se revela uma experiência sólida, com performance confiável após os primeiros ajustes. A capacidade de levar um jogo desse escopo no portátil, especialmente com save compartilhado entre plataformas, é um atrativo real e mostra o quanto o Switch 2 amadureceu em relação ao seu antecessor.



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