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Review: Bulletstorm


Que fã de FPS nunca sonho com uma versão em primeira pessoa de Gears of War? Pra não dizer que o seu desejo foi realizado, pode-se dizer que a Epic Games (criadora das aclamadas séries Gears of War e Unreal Tournament) ouviu as preces dos jogadores, e resolveu lançar Bulletstorm.

Bulletstorm (Ps3, X360,PC)  se passa no século 26, e acompanha a jornada do pirata espacial Grayson Hunt (que lembra muito o personagem Wolverine, dá série X-Men, e inclusive tem a voz gravada pelo mesmo dublador), que fazia parte de um grupo chamado Dead Echo, mas terminou se virando contra o seu general, depois de descobrir que tinha sido manipulado por anos. Com o seu instável companheiro Ishi Sato, que sofre um acidente e se torna um ciborgue, Grayson parte em busca de vingança contra o general Sarrano e o seu exército no planeta de Stygia. Durante a batalha eles encontram Trishka, uma garota rude e com um passado triste que é conhecido com o decorrer da história.

O jogo apresenta uma jogabilidade bastante similar a jogos FPS como Call of Duty e Killzone, além de mecânicas novas que deram maior visibilidade ao game, como o sistema Skillshot, que premia o jogador de acordo com o ”estilo e habilidade” (crueldade) utilizado para matar os inimigos, e as combinações de golpes, como chutes e tiros especiais. O jogo não poupa nem um pouco de sangue, que jorra de maneira absurda dos inimigos a cada vez que são atingidos. Os cenários possuem ”armadilhas” para tornar tudo mais interessante, como cactos gigantes, tanques explosivos e cercas afiadas.

Os modos de jogo são simples e trazem a campanha principal e o modo onde o jogador tem que resistir a ondas de ataques inimigos nos mapas selecionados, que pode ser jogado na modalidade multiplayer online.

Gray deve seguir por mapas fechados derrotando hordas de inimigos, grande parte baseada no mesmo modelo, com pequenas diferenças nas roupas e equipamentos. Isso foi anunciado pela própria produtora antes do lançamento do game, o que causou uma certa desconfiança. Na pratica a repetição dos inimigos não chega a incomodar, mas é estranho se deparar (nos dias de hoje) com um grupo formado por 5 bonecos idênticos correndo em sua direção. A dificuldade do jogo em seu nível normal é balanceada, sendo as vezes bastante facilitada pelo uso dos quase desonestos dispositivos do herói. O pirata conta com recursos como o Energy Leash, que é um faixo de energia lançado por um dispositivo preso a mão do herói, e que pode puxar inimigos e objetos em sua direção, deixando a ação em câmera lenta por alguns instantes.

O arsenal usado no jogo não é lá muito vasto, mas traz uma boa variação de armas, que por sua vez contém duas funções cada uma. O jogador dispõe de um rifle de assalto, um revolver (no maior estilo Magnum), lançador de granadas, shotgun, rifle de precisão (sniper), machinegun e um lançador de misseis. As armas funcionam bem, e a munição na maioria das vezes tem que ser comprada em pontos pré definidos pelo jogo, chamados Drop Kit. Todos os equipamentos adquiridos durante o jogo podem ser melhorados com os pontos conseguidos na execução dos Skillshots, que estão dispostos em uma lista, que descreve a ação a ser cumprida para desbloquear a pontuação, como por exemplo derrubar um inimigo de um penhasco ou matar mais de um inimigo em uma explosão.

Os gráficos do jogo não deixam a desejar, definitivamente. O game roda a uma taxa de frames bastante satisfatória, mesmo em cenas com dezenas de inimigos na tela. O polimento gráfico fica claro em cenas que mostram a paisagem urbana destruída, e em outras com mais água e grama, que ficaram sensacionais. A modelagem dos personagens ficou bem feita, e lembra bastante a série Gears of War, do mesmo criador.

Os sons rodam de maneira natural a não deixam a desejar em nenhum momento. As dublagens são bem gravadas, e colaram bem com o ritmo frenético do jogo. Os grunhidos característicos dos inimigos podem ser reconhecidos com facilidade.

Mas nem tudo são rosas… a variedade de inimigos, como foi dito anteriormente, é bastante limitada, todos agem de forma previsível e simplória, logo, não espere ser surpreendido por um ataque surpresa ou uma armadilha. Os atos do jogo seguem um padrão, sem nada de muito emocionante ou surpreendente, o jogador apenas mata hordas de inimigos e alguns poucos (e difíceis) chefes.

A surpresa fica pelo final, onde o jogador descobre alguns fatos importantes da história. Quem vem jogando os últimos grandes títulos de FPS com certeza irá reconhecer fortes influências no jogo da Epic.

Bulletstorm é um grande jogo, que trouxe um pouco de inovação ao tão saturado mercado dos jogos FPS. Mesmo com pequenos deslizes na produção como a constante repetição dos inimigos, o jogo se garante com um brilho próprio, e deve agradar os mais exigentes jogadores. Aos fãs de Gears of War, é um prato cheio até o lançamento do aguardado game.

Bulletstorm está disponível para Playstation 3, Xbox 360 e PCs, Vale a pena conferir.



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