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Call of Duty: Black Ops Cold War foi lançado no último dia 13 de novembro, sendo desenvolvido pela Treyarch, publicado pela Activision, e disponível nas plataformas PC, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series X, e Xbox Series S.

Depois de termos zerado a campanha e jogado um tempo considerável do multiplayer, trouxemos nosso review completo do game. Você pode conferi-lo abaixo tanto em vídeo disponível no Overplay – nosso canal de games – quanto em texto.

CAMPANHA

  • PONTOS POSITIVOS

Com exceção de alguns raros games que deixaram a desejar, a franquia Call of Duty sempre trouxe campanhas espetaculares aos jogadores, e a de Black Ops Cold War não fica de fora, podendo ser considerada uma das melhores da saga.

A premissa básica da história é o velho clichê da Guerra Fria onde um agente Soviético quer derrotar as superpotências inimigas pro seu país se tornar soberano no mundo, e obviamente os EUA tentam intervir – mas o clichê fica só na premissa mesmo. A medida em que a trama se desenrola, a história se prova digna de ser uma continuação direta do aclamado Black Ops de 2010, repleta de camadas, conspirações, reviravoltas que nos deixam de queixo caído, e personagens extremamente bem desenvolvidos (neste ponto vale destacar o novo rosto da franquia, Adler, melhor personagem do game).

Para aumentar ainda mais a qualidade, há pela primeira vez na franquia a possibilidade de escolhas de diferentes linhas de diálogo em momentos importantes, com essas escolhas influenciando desde o destino de personagens, até resultando, literalmente, em 3 finais alternativos completamente diferentes, que mudam totalmente o desfecho da trama.

Com cerca de 5 horas de duração (o que já se tornou padrão da franquia), a trama apresenta um mix de missões bem diferentes umas das outras, que vão desde momentos grandiosos da guerra no Vietnã dignos de filmes como Apocalipse Now, perseguições explosivas, até missões em completo modo stealth na Alemanha Oriental – e todas elas muito bem trabalhadas. Tudo isso, aliado a qualidade da história que é contada e a maneira como ela se desenrola, tornam a campanha de Call of Duty Black Ops Cold War uma experiência quase cinematográfica do mais alto nível.

A parte gráfica deste game é um tema pouco um mais polêmico de ser debatido, mas consideraremos sim como uma característica positiva. É fato que muitos acabaram se decepcionando, afinal, Cold War foi lançado como um título da nova geração de consoles, mas apresenta gráficos da geração passada. No entanto, esses gráficos são sim muito bonitos, a iluminação é um ponto a se destacar, as texturas são bem detalhadas, e esse quesito acaba cumprindo seu objetivo de tornar a experiência da campanha ainda mais cinematográfica.

  • PONTOS NEGATIVOS

Infelizmente, outra grande novidade apresentada na franquia se tornou um tanto quanto irrelevante. Pela primeira vez na história de Call of Duty, podermos criar e jogar com nosso próprio personagem. O problema é que, primeiramente, a personalização é extremamente limitada, e podemos definir apenas o nome e breves características que dão alguns bônus na gameplay. Não há personalização de aparência ou de qualquer outra característica física. Além disso, apesar de, aparentemente, estarmos fazendo um personagem próprio, ele já possui um codinome, é conhecido pelos personagens da trama, e acaba posteriormente se tornando o principal responsável pela maior reviravolta do game. Ou seja, já é um personagem com ações e destino pré determinados na história, e a única diferença é que colocamos nosso nome nele.

No fim das contas, no entanto, este ponto negativo acaba não sendo tão relevante e não atrapalha em quase nada a qualidade da história. A experiência da campanha de Call of Duty: Black Ops Cold War é fantástica e vale muito a pena ser jogada.

  • NOTA 9.5

MULTIPLAYER

Chegamos então nessa parte da análise que promete um pouco mais de polêmica. Desde que a beta do multiplayer chegou praticamente um mês antes do lançamento oficial do game, o modo foi completamente polarizado entre jogadores. Muitos amaram o retorno da jogabilidade e de mapas mais arcades e frenéticos, típicos da franquia, enquanto outros consideraram o multiplayer um completo downgrade em relação ao seu antecessor, o Modern Warfare, lançado no ano passado.

  • PONTOS POSITIVOS

Antes de entrar nessa questão, no entanto, temos que ser justos e mencionarmos as várias ótimas novidades que o multiplayer deste ano trouxe. O sistema de armeiro, inserido, inserido no MW, retornou para o Cold War de maneira aprimorada e fornecendo uma das mais vastas personalizações de armas em jogos de tiro, tornando assim a gameplay bem mais variada. Ainda nas personalizações, tivemos o retorno das cartas coringa, sistema onde o jogador escolhe uma carta que lhe oferece algumas vantagens em armas ou perks, expandindo ainda mais as possibilidades nas criações de classe.

Além disso um ponto que foi extremamente criticado em Modern Warfare no ano passado pelos mais fãs antigos da franquia, foi completamente reformulado para o Black Ops Cold War. Os mapas do MW tinham um level design feito para uma experiência um pouco mais próxima de combates reais, mais táticos, cadenciados, e essa escolha acabou favorecendo completamente a camperagem no multiplayer. Já no Black Ops, os mapas voltam de maneira completamente arcades, sem muitos andares superiores, sem muitas janelas, com cenários mais claros, sem a chata mecânica de apoiar a arma, dando aos jogadores uma experiência muito mais frenética, como sempre foi padrão na franquia Call of Duty.

A verdade é que para os fãs de de longa data da franquia, por mais que haja de fato um downgrade de engine, a experiência multiplayer do Cold War tende a ser muito mais divertida do que foi em Modern Warfare.

  • PONTOS NEUTROS (ATÉ AGORA)

Já que mencionamos o MW, vale lembrar também que o Black Ops, assim como seu antecessor, trouxe experiências diferentes para quem não quer ficar jogando somente os modos 6×6 padrão – infelizmente, no entanto, ao que tudo indica, serão experiências que fatalmente vão cair em esquecimento ao longo dos meses. O game trouxe dois novos modos: o Armas Combinadas, que coloca duas equipes de doze jogadores se enfrentando em mapas um pouco maiores; e o Bomba Suja, um modo bem maior, em mapas bem maiores, com dez equipes de quatro jogadores.

O Armas Combinadas lembra um pouco, para quem jogou, o 10×10 do MW, porém de forma aumentada, em mapas ainda maiores, e incluindo até veículos pesados. Se por um lado, é uma boa adição que traz uma experiência diferente do multiplayer padrão de Call of Duty, esse modo acaba sendo um tanto quanto monótono, jogado de forma mais cadenciada, se tornando bem chato em determinados mapas.

Já o Bomba Suja foi feito para ser um substituto do Guerra Terrestre apresentado no MW que, convenhamos, era um modo mal feito e que não conquistou o público. Esta novidade do Cold War traz uma experiência divertida, só que meio incompleta. O modo é divertido para se jogar em equipe, apresenta alguns sistemas de jogabilidade parecidos com o do Warzone – inclusive parece ter sido feito justamente para atrair jogadores do Battle Royale a comprarem o Cold War – mas ainda falta polimento, apresenta muitos bugs, e pode se tornar uma experiência melhor se correções forem aplicadas no futuro.

  • PONTOS NEGATIVOS

Dados os pontos positivos e os novos modos, que podem ser considerados por enquanto pontos neutros, chegou a hora de analisarmos os quesitos negativos do multiplayer

O primeiro deles é o sistema de scorestreak, também chamado por aqui de séries de pontuação. No ano passado, o MW trouxe o sistema de séries de baixas. Nele, quando você conseguia várias kills de maneira consecutiva sem morrer, liberava determinadas vantagens para sua equipe. No Cold War, tivemos o retorno das séries de pontuação, semelhante as séries de baixas, e que sempre teve em outros games da franquia o objetivo de fazer o jogador conseguir a maior pontuação em sequência sem morrer.

O grande problema do Cold War é que, em um sistema feito para ajudar novos jogadores, a pontuação nunca reseta. Se você, por exemplo, mata quatro inimigos, domina uma bandeira, mas acaba morrendo, seus pontos vão se acumulando. Isso faz com que em determinado ponto da partida, haja um enorme spam séries de pontuação, inclusive sendo utilizadas por jogadores com desempenhos ruins. O objetivo das séries de baixa e pontuação ao longo da franquia sempre foi recompensar os melhores jogadores da partida, mas o atual sistema simplesmente acaba com a sensação recompensadora de conseguir se manter vivo por muito tempo, seja matando ou fazendo objetivos.

Por último, analisaremos o ponto mais polêmico do game. Vamos falar sobre o downgrade de engine de Call of Duty: Black Ops Cold War. Como citado anteriormente, quando a beta do multiplayer chegou, a jogabilidade do game foi muito criticada porque de fato, goste você ou não, houve sim um downgrade. Na opinião bem sincera do autor que lhes escreve, depois de quase um ano jogando MW e Warzone praticamente todos os dias, a jogabilidade de Cold War, de fato, está pior, e provavelmente isso vai fazer com que muitos fãs que estão acompanhando gameplay, principalmente os que entraram na franquia através do Warzone, passem longe deste multiplayer.

A movimentação do personagem é um pouco mais travada, as animações vistas em terceira pessoa também, os movimentos são poucos fluídos, e até mesmo as armas não parecem não ter recebido o mesmo zelo que no jogo anterior, tanto em questão de aparência quanto nos sons. Como a jogabilidade é, obviamente, o ponto mais importante de qualquer multiplayer FPS, esse downgrade acabou cortando o hype de muita gente pelo game. Acredito que se você começar a jogar o Black Ops todos dias, deixar o Warzone de lado por um tempo, vai se acostumar rapidamente com essa nova jogabilidade e não sentir tanto o impacto das mudanças. Só que o Warzone existe no mercado, é o maior Battle Royale da indústria atual, é a maior febre da história da franquia, e por isso se torna impossível não fazermos um comparativo. E quando entramos então nessa comparação entre jogabilidade do MW / Warzone com a do Cold War, este se torna um ponto negativo no novo game por trazer, nesse quesito, um trabalho inferior ao de um jogo lançado um ano antes dele.

Vale ressaltar, no entanto, como dito, apesar de estar claro que esse downgrade vai mesmo afastar os fãs que conheceram a franquia pelo MW / Warzone, a experiência do multiplayer de Call of Duty: Black Ops Cold War tende sim a ser muito divertida para os jogadores de longa data.

  • NOTA 8



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