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Call of Duty é aquela franquia que aparece todo ano e nos convida a jogar para ver o que mudou e o que tem para oferecer. Entretanto, a campanha de Modern Warfare III não foi tão legal e isso fez com que a expectativa em cima do 4 ficasse meio estranha. Porém, Modern Warfare 4 é um pacote que finalmente parece ter sido pensado como um todo, juntando campanha, multiplayer e DMZ numa coisa só, passando a impressão de tudo realmente ser um só jogo, algo que a série não conseguia entregar há muito tempo.
Bom, deixando claro antes, para mim, o que mais importa é a campanha. Eu sei, o jogador médio se preocupa muito mais com o multiplayer, mas eu não posso fingir entender de algo que não tenho costume, ok? Dito isto, a campanha dura cerca de 6 horas e divide a atenção entre duas histórias. A primeira é a de Price, que está sendo caçado após dar fim a um general americano, perseguindo Makarov e uma arma misteriosa ligada ao misterioso Archer.
Essa parte da campanha parece o quarto filme de John Wick, com perseguições em Paris, cenas em locais movimentados e cheios de gente e uma grande cena de fuga de um carro contra um helicóptero. Você acompanha como a relação entre Price, Ghost e Gaz vem se deteriorando dentro da Força-Tarefa 151. O grande problema desta parte é o desgaste da fórmula, que faz com que muita coisa se torne previsível e perca o peso emocional pretendido pela equipe.

A outra metade da campanha se passa na península coreana. Esta é muito melhor. Temos o Soldado park, um jovem que vive seu primeiro combate real, mostrando-se como um protagonista cativante desde o primeiro momento. Nesta parte da campanha, tudo é nuito mais intenso, com um sistema de exploração natural e que faz com que o jogador fique mais focado no que o gameplay realmente oferece.
Bom, tecnicamente, eu esperava um pouco mais do jogo. Afinal, existe pop-in na vegeração, algo que eu não esperava encontrar num game em que estou jogando no PlayStation 5 Pro. Os veículos também perderam o peso, podendo esbarrar no cenário e não ter qualquer consequência, como se fosse um carro de papel. Basicamente, a física não tá certa e isso incomoda sim, principalmente nos dias de hoje.
Por amor ao meu trabalho, eu ainda me arrisquei no multiplayer, neste caso, elogio aqui o que faltou nos veículos: as armas tem peso, o áudio é ótimo, a movimentação faz sentido e ajuda a vencer os tiroreios. A jogabilidade de tiro é excelente. Também temos batalhas de até 64 jogadores, que é muito bom e os mapas possuem uma ótima identidade visual.
Porém, o problema fica no matchmaking: as filas são longas e mesmo um jogador inexperiente em multiplayer como eu, acabo sendo jogado em batalhas contra caras que parecem verdadeiros profissionais.
O DMZ, reconstruído como modo de extração, é provavelmente a maior surpresa. Passado em Hajin, uma zona de exclusão cheia de equipamento militar abandonado, ele joga você atrás das linhas inimigas para cumprir missões, coletar recursos e extrair antes que tudo desande. A Base de Operações Avançada (FOB) oferece armazenamento, compra de armas, impressora 3D para crafting e quadro de recompensas, e os Operadores persistentes têm árvore de habilidades com três ramos que melhora saque, revive e resistência a explosivos. O verdadeiro charme está no que acontece quando os sistemas se misturam: uma missão que se transforma em batalha de helicóptero, com um Colossus de minigun entrando na festa e esquadrões rivais atraídos por dog tags valiosas. Convoys, operações dinâmicas e clima em tempo real mantêm o mundo vivo, e o risco de voltar para casa com o equipamento arriscado dá peso a cada decisão.
No fim, entre os pontos positivos temos a campanha com personagem e consequências, jogabilidade de tiro, o áudio e o caos do DMZ. Porém, o jogo deixa a desejar na trama de Price, pouco uso do vilão vivido pelo excelente Mads Mikkelsen e o matchmaking. Ainda assim, Modern Warfare 4 é a melhor versão que já joguei nos últimos anos, pois dá pra ver o esforço da equipe para melhorar os 3 principais pilares do game. O jogo é um verdadeiro espetáculo, muito bem acabado e com conteúdo de sobra para os fãs.
- Desenvolvedora: Infinity Ward
- Publisher: Activision
- Plataformas: PC, Xbox Series X/S, Nintendo Switch 2, PS5
- Review feito no: PS5 Pro
- Campanha
- DMZ
- Jogabilidade
- Campanha do Price
- Pouco uso do vilão