Se você ainda está em dúvida se deve ou não comprar Call of Duty: Modern Warfare II, continua aqui com a gente que te explicaremos nesse review cada ponto para te ajudar nessa escolha.

QUESITOS TÉCNICOS
Gráficos
Call of Duty: Modern Warfare II retorna com a ambientação mais realista apresentada no jogo de 2019. O game até uma iluminação levemente mais clara e cenários mais coloridos se comparado ao original, mas mantendo o aspecto imersivo e bem próximo à realidade.
Não há uma grande evolução gráfica no geral, mas Modern Warfare II é de fato mais bonito que os títulos anteriores da franquia, principalmente se prestarmos atenção em pontos como iluminação, reflexos, além de detalhes nas armas, personagens e cenários.
E já que falamos em cenários, esse aspecto merece um pequeno parágrafo extra para destaque: a campanha do game acontece em diferentes localizações reais pelo mundo, e cada uma delas foi criada com extremo realismo, parecendo quase cenas de um filme. A missão de Amsterdã é um belo exemplo disso, tendo até imagens circulando na internet e sendo confundidas com filmagens reais.
Áudio
Qualidades técnicas realmente são um ponto altíssimo do game, assim como aconteceu no game de 2019, e com o áudio não é diferente. Somado aos belos gráficos já mencionados, o trabalho sonoro do jogo é absolutamente incrível, captando cada mínimo detalhe do ambiente e proporcionando uma imersão surreal.
Outro ponto positivo nesse aspecto está relacionado ao som das armas, cada qual som efeitos sonoros únicos, trazendo a sensação de que realmente estamos usando equipamentos diferentes. Talvez o único aspecto que possa ser considerado um pouco negativo, mas apenas para o multiplayer, é o barulho demasiadamente alto do passos, mas falaremos disso a seguir.
Desempenho
Um belo gráfico normalmente pode trazer um desempenho não tão bom, mas não é o caso de Modern Warfare II – pelo menos não na maioria das vezes. A instabilidade acontece mais em consoles da antiga geração. O game permite aos jogadores de console alterarem o FOV (campo de visão) pela primeira vez na franquia Call of Duty. Obviamente, no entanto, isso afeta um pouco a quantidade de frames por segundo.
O PS4 oferece resolução dinâmica de 1920×1080, enquanto o PS4 Pro roda em até 2688×1512, também em resolução dinâmica. No entanto, ao subir muito o FOV, o jogo apresenta instabilidade em ambos os consoles, tendo dificuldades para se manter com 60 fps. No PlayStation 5 a situação já é bem diferente, oferecendo opções com gráficos melhores a 60 fps, ou com mais desempenho a 120 fps – em ambos os casos, houve estabilidade.
Já no PC, o game seguiu em partes os requisitos mínimos e recomendados sugeridos pela Activision. Na campanha, jogamos em full HD, com todas as configurações ultra, em um computador com processador Ryzen 7 3800x, RX 6700 XT, e 16GB de RAM: o desempenho foi quase constante de 140fps. No multiplayer, que obviamente exige mais da máquina, reduzimos os gráficos para o low, e também obtemos uma taxa de quadros de quase sempre acima de 140fps.
No entanto, o real problema aconteceu nos modos de larga escala – Guerra Terrestre e Invasão – que apresentaram uma queda considerável de desempenho. A preocupação maior para se dá não apenas por esses modos em si, mas pelo Warzone 2.0, que apresentará um mapa gigantesco. Nesse aspecto, Modern Warfare II ainda precisa de otimização.

MULTIPLAYER
Mapas
Primeiro vamos falar dos mapas para modos 6v6. A Infinity Ward prometeu mudanças significativas no design dos mapas em relação ao game de 2019, mas essas diferenças não foram lá tão grandes. Alguns cenários, como Farm 18, Mercado Las Almas, Al Bagra e Hidrelétrica realmente se mostram bem mais simples e rápidos para a gameplay, retornando às raízes da franquia Call of Duty. No entanto, o restante mantém mesma pegada do Modern Warfare anterior: são grandes demais, apresentam muita verticalidade, deixando as partidas bem mais entediantes. Isso sem mencionar o fatídico Santa Seña, que dispensa comentários…
Já os mapas de grande escala para os modos Invasão e Guerra Terrestre são um aspecto bem positivo em relação a map design. Não apenas a ambientação é bem imersiva, mas também favorecem cenários para diferentes tipos de gameplay que podem ser proporcionadas em modos com veículos e mais jogadores. Vale lembrar que os cenários desses modos de larga escala são setores do mapa final de Warzone 2.0, ou seja, a expectativa é grande de termos de volta, após o fracasso de Caldera, um bom mapa de battle royale.
Jogabilidade
A jogabilidade desse game é um ponto cuja opinião depende muito do seu estilo de jogo. Mesmo com alguns mapas instigando momentos um pouco mais agitados, pode não agradar tanto os que preferem partidas muito frenéticas, justamente por conta do tamanho e do design de alguns mapas.
Modern Warfare II claramente foca mais uma vez, assim como em 2019, em uma gameplay um pouco mais cadenciada e estratégica. Há vários fatores que favorecem muito mais jogadores que preferem jogar de maneira mais parada, do que os que gostam de sair correndo por aí.
Vale ressaltar algo muito importante: quase não tive problemas para jogar de maneira bem agressiva em todos os mapas, e é possível rushar sem muita dor de cabeça. A gameplay induzir a partidas mais lentas também não pode ser confundida falta de fluidez, já que toda a possibilidade de movimentação rápida da franquia ainda lá.
No entanto, isso não muda o fato de que o game é de fato desenvolvido para ser mais cadenciado, por alguns motivos principais:
- O time to kill é extremamente baixo, precisando de pouquíssimos tiros para matar um oponente, ou seja, se você for pego desprevenido, provavelmente morrerá sem chance de revidar
- O áudio do jogo ser excelente, torna o som dos passos extremamente audíveis – dessa forma, um jogador pode ficar parado em um canto apenas esperando seu inimigo chegar enquanto ouve seus passos
- O mini mapa mais uma vez não exibe os inimigos que atiram sem silenciador – a única forma de spotar seus adversários é com um VANT, mas ainda assim nem todos serão mostrados, já que muitos podem estar usando o perk Ghost
- Mecânicas que favorecem mobilidade, como slide e drop shot, foram duramente nerfadas
É claro que ao longo do tempo, a medida em que você se acostuma com o jogo, poderá adaptar sua gameplay e traçar maneiras de rushar pelo mapa. No entanto, essa jogabilidade mais tática de Modern Warfare II tem sido um ponto divisor de opiniões na comunidade, assim como em 2019.
Armeiro e Armas
A evolução do armeiro apresentado pela primeira vez no Modern Warfare de 2019 torna tudo muito mais complexo e divertido. Há uma versatilidade ainda maior para montar suas armas, e a nova maneira de liberar as armas e os acessórios é bastante recompensadora. A mudança foi, sem dúvidas, um dos aspectos mais positivos apresentados nessa beta.
O sistema de progresso onde você precisa jogar com uma arma para liberar outra da mesma “família” é bem divertido, pois faz os jogadores experimentarem situações diferentes e, quem sabe, achar até uma arma preferida que não usaria em outra situação.
Além disso, é recompensador porque como determinadas armas fazem parte da mesma família, ao liberar acessórios para uma, você consequentemente libera para outra. Dessa forma, não é necessário upar todas as armas do zero, sem nenhum acessório, quando quiser um equipamento novo.
Por falar em armas, este é outro ponto de destaque de Modern Warfare II. Há um feeling diferente para cada uma delas. Todas apresentam sons, peso, e outros aspectos únicos, que realmente mostram que há diferença entre usar diferentes tipos de equipamentos. Além disso, a troca de tiros no jogo está fantástica, apresentando bastante realismo, imersão e intensidade em cada combate.

CAMPANHA
Campanhas da franquia Modern Warfare costumam dispensar quaisquer tipos de comentários, e em Modern Warfare II não foi diferente. A história mais uma vez segue a trama de um terrorista que ameaça os EUA com armas nucleares, mas dessa vez trazendo adições que deixam tudo ainda melhor, como o envolvimento do cartel de drogas mexicano por exemplo.
Além do realismo e imersão já mencionados anteriormente, o grande ponto positivo dessa campanha é a enorme variedade de missões. Não temos aquele monte de fases simples onde apenas matamos inimigos e avançamos. Há muitos momentos que exigem uma gameplay completamente diferente do que estamos acostumados em um jogo de guerra: missões stealth, perseguições entre veículos, pilotando aeronaves, com sniper, derrubando terroristas em público… Há de tudo um pouco nessa campanha, não nos deixando entediados em nenhum momento.
Obviamente, tudo isso só é melhorado pela grande cereja do bolo: o retorno dos icônicos personagens da franquia. Price, Soap, Ghost, todos estão de volta e com muita relevância durante a história, que de quebra ainda introduz outros nomes que certamente vão se tornar queridos pelos fãs de Call of Duty.
Um único ponto que pode, de certa forma, ser considerado negativo, é que assim como no Modern Warfare de 2019, o principal antagonista não traz tanto impacto ao público como ocorre na trilogia original. Além disso, o final também é um pouco abrupto, mas vale considerar que teremos em 2023 uma expansão para essa história, então ainda tem coisa pra rolar.

VALE A PENA COMPRAR?
Considerando somente a campanha eu diria totalmente que sim, porque é fantástica. Cabe a você decidir se quer investir um dinheiro considerável pelo modo história, que não é tão longo assim, tendo cerca de 8 horas de duração.
Agora, entrando no aspecto do multiplayer, depende muito do seu gosto pessoal e do seu objetivo com isso. Provavelmente, como mencionei anteriormente, você verá algumas reclamações nas redes sociais sobre essa jogabilidade que, de certa forma, favorece os campers, e aí entramos na questão do seu gosto.
Há dois pontos para ressaltar: 1 – Você pode ser um player que gosta dessa abordagem mais tática e realista, e se divertir bastante com as mecânicas. 2 – Mesmo se você, assim como eu, for um jogador de gosta de rushar, há maneiras de fazer sua gameplay agressiva ao se acostumar com a jogabilidade e com o layout dos mapas.
De fato, está longe de ser um Call of Duty tão frenético quanto outros títulos do passado na franquia, mas considero tais mudanças positivas para trazer novos ares e novos jogadores.
Sobre a questão do seu objetivo, devemos levar em conta a iminente chegada do Warzone 2.0. Se você está pensando em comprar o game apenas para upar as armas pro battle royale, talvez não valha tanto a pena assim. Não é tão difícil subir de nível, e o Warzone trará o modo DMZ, com bots, que deve permitir uma progressão mais rápida dos equipamentos para você jogar o battle royale.
Agora, se você é um fã de Call of Duty e está procurando por um bom multiplayer após os não tão agradáveis Black Ops Cold War e Vanguard, Modern Warfare II te trará sim uma boa dose de diversão, principalmente levando em consideração que teremos em 2023 uma expansão com novos mapas clássicos da franquia.
Agradecimento especial à Activision Brasil pelo envio da key para review.






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