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O lançamento anual de um novo Call of Duty parece seguir mais forte do que nunca e em Vanguard temos uma experiência interessante da Segunda Guerra Mundial, mas que poderia ser ainda melhor.

Uma campanha que podia mais

Todo ano existe uma grande expectativa em torno da campanha de Call of Duty. De fato, é um aspecto importante do game e que os jogadores se importam bastante, mas por muitas vezes fica na linha do aceitável.

É o caso da campanha de Vanguard. O jogo proporciona uma história interessante mas que seu desenrolar é travado e muita vezes, quando se imagina que vai engrenar, não avança.

São quatro protagonistas na história e com a gameplay vamos entendendo os motivos de estarem juntos contra a Alemanha e o que cada um já passou. O problema é que o jogo foca muito no desenvolvimento e pouco na execução. Como dito antes, parece que todo momento é uma preparação para algo maior, mas isso não acontece.

Reprodução/Activision

Além disso, dois grandes problemas estão presentes nesse modo: A duração e a inteligência dos inimigos. Primeiramente, é complicado que a campanha dure apenas de 4 a 6 horas, isso é muito pouco. Quanto a IA do game, é realmente fraca. São vários os momentos (em qualquer dificuldade) que o inimigo simplesmente não vê o nosso personagem apenas pelo fato de estar agachado. Também, não há qualquer tática, todos vem para cima sem nem pensar.

Mesmo assim, os aspectos positivos também marcam presença. Como natural da franquia, os visuais estão muito bonitos e bem feitos, com ótimas cutscenes. Além disso, o momento em que participamos de um combate aéreo é super divertido.

Zombies e Multiplayer

Provavelmente o ponto mais fraco do jogo, o modo Zombies foi bastante divulgado na campanha de marketing do game, mas não se saiu bem. Não temos o mesmo sentimento de antigamente.

Isso se dá por conta de que as hordas se tornam muito repetitivas e que os objetivos ficam em torno de marcos. A ideia principal de sobreviver ficou de lado e quando estamos nessa luta, a repetição ocorre de maneira constante. O mapa Der Anfang é o destaque negativo nesse sentido, abusando a repetição e de ações mecânicas que nele são exigidas.

Reprodução/Activision

Já o multiplayer é mais interessante. Existem pontos fortes e fracos, é claro, mas mantém uma fórmula conhecida. Manter uma base por vezes é bom e Vanguard parece que não quis arriscar em grandes mudanças.

No total são 20 mapas disponíveis e os mais variados tipos de jogo. Um dos destaques fica para o Patrulha, ou Patrol, que mistura Zona de Conflito com Dominação. Esse modo faz com que todo momento ocorra transições e a movimentação seja intensa.

No geral os mapas variam entre os frenéticos e os mais cadenciados. Um aspecto que melhorou muito em relação a Black Ops Cold War foi de que as áreas de renascimento estão melhor localizadas e a fluidez do game melhorou bastante.

Reprodução/Activision

O jogo manteve um desempenho estável na nova geração e poucos bugs estiveram presentes. Também, os servidores não tiveram quedas constantes e se mostraram bem firmes. O som dos passos foi bem melhorado em relação aos testes anteriores o “tempo para matar” está adequado, o que antes foi um grande problema.

Uma boa opção, mas sem inovação

Call of Duty: Vanguard apostou na segurança e não no mais alto nível. O jogo é, no geral, bom. Mesmo assim, pode-se fazer muito mais.

A sensação que se dá é que desde Modern Warfare não teve um novo jogo da franquia com grande cuidado, além de que a chegada do Warzone, com seu enorme sucesso, faz com que o foco fique dividido.

Espere por uma experiência sólida, mas não marcante. Vanguard tem tudo para ser um sucesso de vendas nesse final de ano, mas dificilmente será um jogo marcante da consagrada franquia.

Positivo
  • Ótimos gráficos
  • Boa variação de modos no multiplayer
  • Quantidade grande de mapas
Negativo
  • Campanha curta
  • Zombies decepcionante
Nota 7


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