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Meu primeiro PlayStation foi um PS3, ganhei em uma promoção do McDonalds (baseada no jogo Monopoly), entretanto, já tinha jogado bastante no console da Sony desde o PS1, na famosa era das locadoras. Quem acompanhou o dispositivo da Sony ao longo dos anos, sabe que o DualShock, controle do console, mudou pouco ao longo dos anos. Ok, o DualShock 4 possui bem mais novidades em relação aos seus antecessores, mas o design é bem respeitoso em relação aos mesmos.

É por isso que quando vimos o DualSense pela primeira vez, todos ficamos bem surpresos. O controle ganhou mais corpo, o design mudou bastante, mantendo algumas características do DualShock 4, como o Touchpad, mas tudo de maneira bem diferente. É um design que quebra o caminho que a Sony seguia.

Quando recebi o PS5 e fiz o unboxing (vídeo acima), eu deixei claro que estava curioso pelo controle. Já tinha lido vários relatos de jornalistas, todos elogiavam bastante e eu ficava intrigado: afinal, o que ele tem de diferente? No que ele muda o jogo? E a primeira impressão foi ter o prazer de sentir como ele preenche a mão, como ele se encaixa bem.

Depois de longas horas de gameplay, eu não senti nem cansaço e nem dor nas mãos. O novo controle possui os gatilhos praticamente iguais aos que vimos no DualShock… mas isso quando está desligado. Ao ligar o console e escolher um jogo que tenha suporte ao feedback tátil, você sente tudo diferente: os gatilhos passam a ficar mais flexíveis ou rígidos de acordo com o jogo. Na verdade, parece que você está usando o determinado item do game na sua mão. É uma sensação que nunca tive antes com um console.

Mas não para por aí: o alto falante do controle também complementa a experiência, trazendo o som adicional ao que rola na tela. E aí também temos o rumble, o sistema de vibração do console. A vibração simula o que o seu personagem sente. Logo, jogando Astro’s Playroom, quando vemos um monte de robôzinhos entrando no controle na tela, ao balançar seu DualSense, dá a sensação de que seu controle está repleto de brinquedos dentro. Você sente eles batendo nas bordas do controle, como se realmente tivesse algo lá.

Agora, combine isso com o visual 4K, o SSD e o poder de processamento: o resultado é um verdadeiro console de nova geração. É óbvio que você deve pensar que tais recursos só devem aparecer em jogos exclusivos da Sony (e ainda que fosse assim, já valeria a experiência). Entretanto, já vemos jogos como COD: Cold War trazendo o feedback tátil e vários vídeos sobre ele viralizaram na net.

A melhor forma de entender todas as novas funcionalidades do seu DualSense é jogar Astro’s Playroom, nele, você usa tudo: sente o feedback tátil, o novo sistema de vibração, o sensor de movimento, além de ver como o Touchpad está responsivo.

E o microfone que vem no controle? É bom mesmo? Depois de vários testes, percebi que ele funciona muito bem, talvez até melhor que o do meu headset, já que dava pra me ouvir mesmo com o controle nas minhas mãos, enquanto o microfone do meu Headset fica no meu rosto. Há um botão para você mutar seu microfone e isso também é uma beleza, já que há uma indicação luminosa pra saber quando você está mutado.

Sobre a bateria, depende muito do jogo que você está usando e os recursos que ele possui. Joguei bastante e só carreguei 2 vezes. No meio tempo, tentei jogar o meu PS4 Pro para testar algumas diferenças e, sinceramente, o DualShock 4 me pareceu obsoleto em relação ao DualSense. Você joga e sente que está faltando algo.

Não há dúvidas: O DualSense chegou para mudar o jogo. É um controle que realmente traz o sentimento de nova geração e que só tende a evoluir com o tempo, com o lançamento de jogos que façam uso deste nível de imersão. Que seu exemplo seja seguido pelo resto da indústria, pois todos os gamers só tem a ganhar.

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Sou o Fundador do site Ovicio, Overplay e Muramasa. Fui idealizador e Game Designer do jogo Vencedor da DemoNight no BIG Festival 2014, o Jotunheim Project. Escolhido como Jurado do Anime Awards em 2024 e 2025. Amo games, sou fã de God of War, Dragon Quest, Fire Emblem, The Legend of Zelda e Pokémon. Coleciono livros, quadrinhos e guitarras.