Depois do grande sucesso de Final Fantasy VII Remake, os fãs ficaram ávidos por mais conteúdo relacionado ao game. E a Square Enix sabe desta sede e resolveu trazer de volta o excelente jogo de PSP, spinoff da franquia, Crisis Core – Final Fantasy VII – Reunion. Para quem não sabe, este jogo é uma prequel do game original.
Entretanto, ao invés de Cloud, contamos com o talentoso Zack Fair como protagonista, um personagem que aparece nos flashbacks de Final Fantasy VII e que traz uma nova perspectiva sobre a história, principalmente ao trazer mais detalhes de Sephirot.
Mas antes de continuar, vamos à principal pergunta: Este jogo é um remake ou um remaster? Bem, a resposta é um pouco mais complicada. Ele é algo entre as duas coisas. Basicamente, ele é bem mais desenvolvido do que um simples remaster, mas também traz menos do que você esperaria de um remake completo. E sim, vale a pena você adicionar este game à sua coleção. Agora vamos aos motivos.

Na história, como dito antes, acompanhamos Zack Fair, que tem muito em comum com o Cloud que conhecemos. Ele também é um prodígio da SOLDIER, mas acaba se vendo em um terrível mistério em que seu mentor, Angeal, desapareceu. Zack precisa encontrá-lo e, para isso, busca Genesis, um amigo de Sephirot, grande antagonista do jogo principal.
A história de Zack também traz algo interessante: ele se apaixona por uma garota que mora na região mais prejudicada de Midgar, Aerith. É a partir deste envolvimento que ela acaba se tornando uma vendedora de flores, que conhecemos em Final Fantasy VII.
E todas essas histórias que citei acima ganham ainda mais emoção graças à presença das vozes dos atores no jogo. Sim, isso faz muita diferença para a imersão. Infelizmente, o game não tem opção para português do Brasil, apenas voz e legendas em japonês e inglês, mas ainda assim, a Square acertou muito em adicionar estas performances ao jogo.

Além disso, há também um ótimo trabalho visual: tudo está muito mais bonito e bem detalhado, com animações e modelos bem trabalhados, deixando tudo muito próximo do que vimos em Final Fantasy Remake, sendo até muito mais belo do que vários jogos recentes. Além disso, a trilha sonora também foi refeita, o que me agrada bastante, visto que sempre considero a música como parte da alma do jogo. Nem parece que estamos diante de um jogo de 15 anos de idade.
Outra coisa que merece menção é seu sistema de combate. Ele já era bom no jogo original, substituindo o modelo de turnos de Final Fantasy VII por algo mais voltado para a ação, onde temos combos, esquivas e bloqueios. Além disso, o combate conta com o DMW (Digital Mind Wave), um tipo de slot machine que fica no topo da tela e está diretamente conectado às emoções de Zack. Quando os números ou imagens iguais se alinham, você ganha poderosos efeitos para usar em batalha.
E não só isso, se você quiser conseguir poder sem precisar da sorte na slot machine, há como usar Materia para deixar tudo ainda melhor. E ainda temos a fusão de Materia, que permite criar itens que te deixarão implacável.

Como o jogo mantém a estrutura e missões do original, temos o mesmo tempo para zerar. Por ser um game de PSP, ele é relativamente curto e suas missões podem ser igualmente completadas no mínimo de tempo.
Porém, o que mais me chama a atenção é que este é um jogo divertido de jogar. Embora você passe a maior parte do tempo envolvido em combates, as coisas ficam melhores ao desbloquear novos recursos e equipamentos. Ok, em média, você irá zerar o game com cerca de 15 horas de gampeplay.
E sinceramente? Se você tá empolgado com a história de Final Fantasy VII Remake, tem que jogar o game por ter várias informações vitais para sua experiência completa.

Se você está ansioso pela continuação de Final Fantasy VII Remake, se você já jogou o game de PSP e quer se atualizar ou se você nunca jogou nada da franquia, Crisis Core – Final Fantasy VII Reunion é uma excelente escolha. Ele te coloca em um mundo fantástico, com uma história bem amarrada e com um belíssimo resultado em tela. Considerando que este game é um remaster (embora eu acredite que é bem mais que isso), temos um baita exemplo de como uma remasterização deve ser, principalmente se tratando de um jogo tão bom.






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