
Não é de hoje que Crysis está entre os jogos mais comentados da geração. Lançado em 2007 exclusivamente para PCs, o jogo chamou muita atenção pela qualidade dos gráficos, que apresentavam efeitos de luz e modelagem muitíssimo avançadas para época e até mesmo para os dias de hoje.
Assim anos se passaram, e Crysis 2 chegou. Diferente de seu antecessor, o game foi lançado para Xbox 360 e Playstation 3, além da versão para PCs. A adaptação para os videogames caseiros terminou surpreendendo pela qualidade gráfica e sonora, bastante superior a vista na maioria dos games atuais.
Com tanto sucesso, a Crytek resolveu reaproveitar o motor gráfico de Crysis 2 para trazer o primeiro jogo para os donos do Xbox 360 e Playstation 3.

Crysis foi lançado no mês passado para os dois consoles HD disponíveis. Diferente da esmagadora maioria dos grandes lançamentos para os consoles, o game não teve uma versão “física’’, estando disponível somente via download nas redes Xbox Live e Playstation Network, custando 1600 MS Points e US$ 19,99, respectivamente.
Crysis conta a história de um grupo de soldados enviados para a Coréia do Norte para enfrentar uma ameaça extraterrestre. No game você controla Prophet, que é equipado na poderosa NanoSuit, que lhe concede super poderes.

Diferente do que foi imaginado no anuncio do game, Crysis roda bem, muito bem, nos consoles. A própria Crytek chegou a afirmar que o game é superior à versão vistas nos PCs em alguns quesitos, como iluminação.
Mesmo com alguns momentos de instabilidade, a taxa de quadros se mantém digna em grande parte do game, evitando as frustrantes travadas.
O visual continua impressionante como o visto em 2007. A modelagem e efeitos do game continuam caprichados, sendo mais bonitos e bem feitos do que muitos jogos de hoje em dia. As matas da floresta podem ser vistas se movimentando de maneira bastante natural, parecendo ainda mais vivas devido aos belos raios de luz que passam pelas árvores.

É claro, que assim como a sua primeira versão, o game não está livre de problemas. Mesmo sendo tão bonito, as expressões faciais dos personagens são claramente ultrapassadas, se comparadas as de jogos atuais como L.A Noire e Call of Duty. O design dos inimigos também não é uma maravilha nos dias de hoje, pecando pela falta de variedade. O game também sofre com as ‘’construções de texturas’’, o infame pop-in.
A jogabilidade, apesar de ter um layout de botões parecido com o ‘’atual’’, também leva algum tempo para ser bem aceita. As armas são mais imprecisas do que o normal, tornando alguns ‘’tiros certo’’ uma tragédia. Em certos momentos o jogo parece ter comandos de mais e botões de menos, o que torna a jogatina um pouco mais confusa do que o normal. Não é difícil se confundir com as dúzias de habilidades do personagem e terminar acabando com a sua estratégia ‘’matadora’’.
Os efeitos de som não perdem em nada para um blockbuster de cinema. O som das armas, dos veículos e dos ambientes é retratado com precisão, deixando o clima do jogo ainda mais realista e tenso.

A I.A é basante competente, criando problemas aos jogadores mesmo nos niveis mais fáceis.Mesmo com todos os super poderes concedidos pela Nano Suit, não será fácil derrotar os inimígos.
Por fim, Crysis é uma versão bastante competente do famoso game desenvolvido pela Crytek. A desenvolvedora mostrou que mesmo com as limitações do hardware dos consoles, é possível portar jogos em níveis absurdamente bons.
Vale a compra tanto para os fãs antigos da série, quanto para os jogadores que não tiveram a oportunidade de rodar o pesad game em ses computadores.




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