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Após anos de desenvolvimento e uma série de reportagens que aumentaram a expectativa, Battlefield 6 chega com a imensa pressão de reviver a glória da franquia depois de dois lançamentos seguidos que decepcionaram a comunidade. Com a divulgação das prévias, a esperança dos fãs se reacendeu, pois o jogo parecia, de fato, incrível. E aqui está a grande notícia: ele não só parece, ele é incrível!
Lançado muito mais polido que seu antecessor, Battlefield 6 traz uma movimentação de personagens fluida e natural, que possibilita uma maior dinâmica no jogo.

Se você está acostumado a fugir das balas com saltos “mutantes” como os de Call of Duty, isso aqui não vai funcionar. Além disso, como quase tudo é destrutível nos mapas, a cobertura pode acabar virando o caixão do seu soldado se você ficar muito tempo parado.
A destruição é um verdadeiro espetáculo à parte em Battlefield 6, tanto pela qualidade gráfica incrível do jogo quanto pela forma como ela mantém os mapas dinâmicos.
Qualquer área destruída, por qualquer meio, pode abrir novas rotas ou pontos estratégicos no jogo. Isso faz com que cada partida seja uma experiência única, pois a interação não se limita apenas aos jogadores; o próprio cenário está vivo, em constante mudança.
Somada à destruição, a mixagem de som, especialmente na campanha, é uma verdadeira obra de arte. É verdade que já é tradição da franquia apostar nessa área, mas os sons de tiros, explosões e veículos estão ainda mais dinâmicos e realistas neste jogo.
Minhas horas de jogo foram todas usando o DualSense, e a experiência de gunplay nele é incrivelmente sólida. A resposta tátil a cada disparo é presente e imersiva, e acertar os tiros é intuitivo. Além disso, a troca de armas é rápida e simples, e o tempo de recarga está perfeitamente ajustado, longe de ser uma eternidade.
No que diz respeito aos veículos, o controle é menos responsivo e menos intuitivo se comparado ao gunplay, que é excelente. Isso é sentido principalmente na pilotagem de aeronaves — parece que a condução está mais “dura” ou pesada.
Felizmente, esse é apenas o ponto mais fraco do jogo e não chega a ser um defeito grave. Além disso, a integridade (resistência) dos blindados está perfeitamente ajustada, garantindo que destruí-los não seja nem impossível nem fácil demais. No fim, a experiência com veículos funciona o suficiente para não comprometer a diversão.
Em relação à campanha de Battlefield 6, a premissa é familiar: uma Companhia Militar Privada ambiciona a nova ordem mundial, e cabe ao esquadrão Dagger 1-3 lutar contra essa ameaça global.
É evidente que o jogo prioriza a ação imersiva e a experiência de combate em vez das surpresas narrativas, algo reforçado pelo uso mínimo de cutscenes. Felizmente, o conteúdo é interessante e robusto — não se resume a um mero tutorial estendido. No entanto, esteja preparado: a jornada é intensa, mas pode ser concluída em uma única jogatina.
Sinceramente, não creio que qualquer fã da velha guarda invista R$ 350 em Battlefield 6 por causa da campanha. Há anos, o verdadeiro protagonista desta franquia é o modo Multiplayer. Felizmente, a EA entendeu o recado e reforçou as possibilidades neste novo título.
Na minha experiência no Multiplayer, foquei principalmente nos modos Conquista e Ruptura, e não encontrei qualquer problema de latência. Ambos os modos se mostraram completamente imersivos e com uma excelente distribuição de jogadores.
O coração do Multiplayer é o refinado sistema de classes. A distribuição de pontos é o grande motor do jogo coletivo, incentivando o uso inteligente de cada especialidade.
Por exemplo, o Recon não depende apenas de kills para progredir, mas é generosamente recompensado por marcar inimigos para a equipe. Essa mecânica garante que o foco permaneça na tática e não apenas na contagem individual de abates.
Eu nunca estive em uma guerra para saber se o jogo entrega uma experiência completa desse tipo de caos, mas posso dizer: foi a mais complexa e impactante que tive até hoje.
Isso acontece não só pela jogabilidade frenética, mas também pela forma como o jogo utiliza cenários conhecidos para entregar mapas deslumbrantes, como os do Cairo, Tajiquistão e, especialmente, Nova York. Ver a Big Apple ser destruída em um cenário de guerra total é, sem dúvida, o momento mais impactante da experiência visual.
Eu jamais afirmaria que Battlefield 6 é um jogo que revoluciona a indústria, mas é inegavelmente o FPS mais completo até agora. A EA tem um colosso em mãos, e o jogo dá todos os sinais de que terá uma vida longa nesta e na próxima geração de consoles.
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- Desenvolvedora: Battlefield Studios
- Publisher: Electronic Arts
- Plataformas: PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC
- Review feito no: PlayStation 5
- O jogo foi lançado muito mais polido que seu antecessor.
- Movimentação de personagem fluida e natural, possibilitando maior dinâmica.
- A destruição é um recurso espetacular que torna os mapas algo vivo.
- A gameplay do Multiplayer prioriza o jogo em equipe
- A Mixagem de som é uma obra de arte
- Experiência de combate é complexa e impactante
- Os cenários são deslumbrantes
- A xperiência de gunplay é sólida
- O controle de veículos é menos responsivo que o gunplay.