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Fãs de Fórmula 1 são exigentes por natureza. Para convencer esse público apaixonado a investir novamente na nova edição anual da franquia, é preciso mais do que mudanças superficiais. Felizmente, F1 25 entrega um pacote robusto, polido e ambicioso, que mistura realismo técnico com elementos de fantasia de forma coesa.

O grande destaque deste ano é o retorno de Braking Point, o modo história que agora entra em sua terceira e mais dramática fase. Com uma narrativa digna de novela esportiva, a saga acompanha os altos e baixos da equipe fictícia Konnersport ao longo de 15 capítulos bem roteirizados. Desta vez, há maior envolvimento gerencial por parte do jogador, o que contribui para uma experiência mais rica e personalizada — ainda que os limites técnicos do sistema de diálogos causem inconsistências imersivas em algumas situações-chave.

Devon Butler, o vilão carismático da série, rouba a cena mais uma vez, enquanto Aiden Jackson e Callie Mayer finalmente mostram amadurecimento dentro e fora das pistas. Braking Point não justificaria o preço cheio como título isolado, mas sua integração ao conjunto geral do jogo é admirável. A possibilidade de levar sua equipe da história diretamente ao modo Minha Equipe é um toque de mestre que reforça a coesão narrativa do universo F1 criado pela Codemasters.

O modo mais popular da franquia também evoluiu, em Minha Equipe 2.0, você agora gerencia a escuderia como chefe, mas pilota apenas com os contratados – uma decisão mais condizente com a realidade. Melhorias pontuais como a separação clara entre pesquisa e desenvolvimento e a interação com funcionários por e-mail fazem com que a gestão fique mais humana. É muito bom ver sua equipe crescendo e buscando reconhecimento.

Após a controvérsia com o modelo de física em F1 24, F1 25 tenta encontrar um meio-termo. O comportamento dos carros está mais pesado e exige frenagens mais intensas, mas o controle via gamepad piorou significativamente. A ausência de uma resposta ágil para corrigir saídas de traseira transforma curvas rápidas em desafios frustrantes. O problema se agrava com assistências ativadas, criando um paradoxo onde a ajuda acaba atrapalhando. Com volante, o jogo responde bem melhor.

F1 World, introduzido em F1 23, permanece como o modo mais acessível e casual, com eventos rápidos e progressão baseada em loot. Ele não evoluiu muito, mas ainda serve como uma boa porta de entrada para quem não quer mergulhar em campanhas longas.

Do lado das curiosidades, três circuitos (Silverstone, Zandvoort e Red Bull Ring) podem ser jogados na direção inversa, algo que transforma completamente o traçado e oferece uma bela diferença. Há também integração futura com o filme F1, incluindo cenários protagonizados por Brad Pitt. Esses elementos não mudam a jogabilidade em si, mas ajudam a enriquecer o ecossistema ao redor do game.

Aliás, com o abandono do suporte a consoles antigos, F1 25 atinge um novo patamar gráfico, especialmente em PCs com placas RTX mais recentes. A iluminação com path tracing em placas modernas impressiona, e circuitos como Spa e Suzuka exibem um nível de fidelidade visual digno das transmissões televisivas.

No fim, F1 25 é, sem dúvida, uma das experiências mais completas e refinadas já oferecidas pela franquia. Para quem está chegando agora, o pacote é irresistível.

F1 25
  • Desenvolvedora: Codemasters
  • Publisher: EA Sports
  • Plataformas: PC, PS5, Xbox Series X/S
  • Review feito no: PS5
Positivo
  • Muitas novidades
  • Visual sensacional
  • Experiência superior aos antecessores
Nota 8
Sou o Fundador do site Ovicio, Overplay e Muramasa. Fui idealizador e Game Designer do jogo Vencedor da DemoNight no BIG Festival 2014, o Jotunheim Project. Escolhido como Jurado do Anime Awards em 2024 e 2025. Amo games, sou fã de God of War, Dragon Quest, Fire Emblem, The Legend of Zelda e Pokémon. Coleciono livros, quadrinhos e guitarras.