Mutantes, monstros e mascarados!

FABULOSOS X-MEN, VOLUME 4: SEMPRE FOMOS, DE MATTHEW ROSENBERG, CARLOS MAGNO E SALVADOR LARROCA
Ainda bem que acabou essa fase enchedora de linguiça de Matthew Rosenberg nos Fabulosos X-Men. Além de ser uma fase arrastada e sem propósito, ela deu a impressão à grande parte dos leitores que a intenção original e editorial desta fase era massacrar e matar a maior parte dos mutantes isso porque – spoilers – mais tarde na fase de Jonathan Hickman seria inventado um gatilho narrativo que poderia ressuscitar sem limites todos os mutantes. Um ponto positivo neste encadernado é que por quatro edições tivemos um descanso e um respiro das artes planas e sem graça de Salvador Larroca e a arte de Carlos Magno assume, lembrando um pouco o traço de Mark Brooks, que há tempos não dá mais as caras para além das capas de quadrinhos. O grande problema das histórias deste encadernado me parece ser que o autor quer resolver muita coisa em pouco espaço e, por isso, cada edição se dá em um ritmo corrido dando a impressão de que nada realmente aconteceu. Ao mesmo tempo, com carta branca do editorial, ele poderia ter ousado mais nas histórias, em seu formato, em seu conteúdo, em tantas formas, que parece que faltou criatividade.
Você pode adquirir este quadrinho através deste link.

ARMA H, VOLUME 1: AUSENTE SEM PERMISSÃO, DE GREG PAK, CORY SMITH E MARCUS TO
Uma mistura de Wolverine e Hulk vinda das páginas de um crossover entre Arma X e Totalmente Incrível Hulk só poderia ser uma bomba massaveio, não é mesmo? E sabe que o pior é que não é? É um quadrinho mais legal que muitos que já foram escritos tanto para o Wolverine como para o Hulk. Se tem uma coisa que Greg Pak é bom é em trabalhar coadjuvantes das histórias que desenvolve e nosso Hulkverine tem um belo desfile de coadjuvantes auxiliando a desenvolver a sua história em quadrinhos. A começar com sua família, mulher e um casal de filhos, coadjuvantes assim que não são muito comuns em séries de heróis. Depois temos uma reunião de monstros que se juntam ao Arma H por conveniência e também para ajudar a Roxxon de Dario Agger a se livrar de alguns probelmas monstruosos muito mais cósmicos que os que ela encarcerou. Também precisamos falar dos desenhos muito competentes de Cory Smith, que lembram os de Olivier Coipel quando era encarregado das histórias do Thor. Temos um bom começo de série aqui e vamos ver onde ela vai parar ao final de sua carreira no próximo volume.
Você pode adquirir este quadrinho através deste link.

DEMOLIDOR, VOLUME 1: SÓ MEDO, DE CHIP ZDARSKY E MARCO CHECHETTO
Vocês sabem como funciona aquele negócio de hype, né? Se você deixa ele te consumir, ele consome mesmo, todas suas expectativas vão para o ralo. Aconteceu comigo, vai acontecer com você. O último caso foi com esta série do Demolidor assinada em roteiro por Chip Zdarsky, que vem sendo aclamado como uma estrela em ascensão da Marvel. Chegaram a comparar a fase do escritor com as de Miller, Bendis e Brubaker. Exagero. Isso se chama “procura desesperada por um novo clássico”. A história é interessante sim, com um questionamento válido, que é se o Demolidor acabou matando sem querer um criminoso. O problema, a meu ver, é que a narrativa é arrastada demais, demora para trabalhar a tormenta que se revolve na cabeça de Matt Murdock e quando a faz, deixa a desejar. Por outro lado, preciso estender minha olas todas à arte de Marco Checchetto, que está mais deslumbrante do que nunca. Se o desenhista italiano vinha num crescendo em outras séries noir de super-heróis que havia trabalhado, neste Demolidor ele atinge seu auge. Essa vale todos os seus centavinhos no diabo da guarda. Quero aguardar os próximos encadernados para corroborar ou não se trata-se de uma nova fase a se celebrar para Matt Murdock e sua contraparte demoníaca.






Comentários