Estimated reading time: 5 minutos
Depois de muita espera, teorias e, claro, bastante hype, finalmente tive a chance de jogar Death Stranding 2: On the Beach. Primeiramente, gostaria de dizer que o jogo original foi uma das minhas melhores experiências dentro de um game, pois além de contar uma história, ele também traz momentos de calmaria, emoção, reflexão e perguntas, já que qualquer jogo de Hideo Kojima tem este poder. E, aqui, compartilharei minhas impressões sobre o game. Vamos lá?
Enquanto o primeiro Death Stranding era sobre reconectar um mundo quebrado, sua sequência nos desafia a seguir em frente com os laços que forjamos, mesmo quando tudo parece perdido. Em um mar de incertezas, luto e desespero, Kojima entrega uma narrativa profundamente humana e tocante, envolta em ambientações cinematográficas e um gameplay mais maduro, dinâmico e recompensador.
Sam Porter Bridges agora vive uma vida pacífica ao lado de Lou, tentando construir uma existência normal em meio às cicatrizes do passado. Mas, como sempre no mundo de Kojima, a paz é frágil. Forças sombrias ressurgem, e Sam precisa mais uma vez se tornar o elo entre os desconectados. Só que, desta vez, ele não está sozinho. A presença dos aliados é mais ativa, tanto narrativa quanto mecanicamente, e o jogo sabe explorar isso de forma impactante. O roteiro é corajoso, intimista e universal ao mesmo tempo, um estudo sobre como seguimos adiante com a dor, como escolhemos a esperança, mesmo que tudo ao nosso redor grite o contrário.

O sistema de entrega continua sendo o núcleo do gameplay, mas foi significativamente expandido. As possibilidades de rota, os obstáculos naturais e os perigos dinâmicos (como terremotos, tempestades de areia e BTs mais agressivos) fazem cada missão parecer única. Construções como pontes, ziplines, trens suspensos e abrigos são essenciais para sobreviver e saber usar as estruturas de outros jogadores continua sendo um dos pilares mais geniais do jogo.
Além disso, veículos mais eficientes como o off-roader facilitam o transporte, e a presença de geradores espalhados pelo mapa torna tudo mais fluido. A frustração com caminhadas intermináveis foi, enfim, equilibrada.
Ao contrário do primeiro jogo, o combate agora é uma opção real e divertida. Há uma gama enorme de armamentos, de tranquilizantes e espingardas até canhões quiral e granadas de sangue. É possível customizar veículos com armas, e cada tipo de inimigo exige uma estratégia diferente. As batalhas contra chefes, especialmente contra Neil Vana e Higgs, são viscerais, cinematográficas e memoráveis. O confronto final é algo que vai ficar na minha memória durante muitos e muitos anos.

Visualmente, Death Stranding 2 é um dos jogos mais belos já lançados. A iluminação dinâmica, os efeitos climáticos e os detalhes dos personagens elevam o realismo a novos patamares. Do brilho sufocante do deserto ao branco ofuscante do gelo nas montanhas, cada ambiente conta uma história.
A trilha sonora de Ludwig Forssell, com participação marcante de Woodkid, amplifica cada momento de tensão ou paz. As músicas surgem nos momentos certos, criando uma fusão perfeita entre narrativa e emoção.
Norman Reedus entrega sua melhor performance como Sam. Léa Seydoux é a âncora emocional da jornada. Elle Fanning brilha como Tomorrow, enquanto Luca Marinelli dá vida ao complexo Neil Vana, um dos melhores antagonistas já escritos em um jogo. E claro, Troy Baker é um monstro como Higgs – cada fala é puro veneno, e cada aparição, uma ameaça real.

Veredito
Death Stranding 2: On the Beach é mais que uma continuação, é a consolidação de uma visão única sobre o papel do jogador em um mundo fragmentado. Kojima entrega um épico intimista, que combina emoção, mecânicas envolventes e uma direção artística quase poética. É, sem dúvida, um dos grandes jogos da década, e talvez, de todos os tempos.
O review foi feito com uma key antecipada fornecida pela PlayStation.
- Desenvolvedora: Kojima Productions
- Publisher: Sony Interactive Entertainment
- Plataformas: PlayStation 5
- Review feito no: PlayStation 5 Pro
- Narrativa profunda, emocional e surpreendente
- Mundo aberto repleto de possibilidades e dinâmicas ambientais
- Combate mais robusto, criativo e recompensador
- Visual de tirar o fôlego com uso excepcional do PS5
- Trilha sonora magistral, com destaque para Woodkid e Forssell
- Sistema multiplayer assimétrico que reforça o tema de conexão
- Atuações impecáveis de todo o elenco






Comentários