
Olá aos nossos amigos leitores, estou aqui para postar meu primeiro review para o site “O Vício” e meu segundo post, hoje a review vai ser sobre o anime Desert Punk, com o tempo, espero poder trazer mais reviews ao site, então vamos ao que interessa, começando com uma pequena sinopse sobre o anime. Todos Prontos???
Sinopse: Desert Punk é um anime baseado no mangá homônimo criado por Usune Masatoshi. O anime tem 24 episódios dirigidos pelo estúdio Gonzo, com direção de Takayuki Inagaki.
O grande deserto de Kanto é o lugar onde a história se passa. A Terra inteira é um deserto fervente de dia e congelante à noite, devido a um caos massivo ocorrido na Idade das Trevas (mais ou menos no 3° milênio) que arrasou o planeta inteiro. Como conseqüência (cerca de um milênio depois), poucos lugares possuem água, recurso natural que vale muito nesses tempos, sendo a mesma controlada pelos Governos do Oásis, que são os lugares que mais possuem água.
Nesse mesmo deserto encontramos o protagonista Mizuno Kanta, um mercenário conhecido por sempre concluir seus trabalhos, e grandemente temido e reconhecido no vasto território de Kanto devido às suas habilidades meio fora do comum e que sempre dão certo. Esse mercenário é conhecido por Sunabouzu, ”O Demônio do Deserto“.
Para mim, diferente de muitos animes por aí, Desert Punk faz jus ao título, já que o personagem principal é insano. Talvez muitos ainda não tenham visto e nem poderão ver um ser mais pervertido, mesquinho, arrogante, desprezível, capaz de matar qualquer um por avareza e totalmente fácil de ser enganado por mulheres. É ver para crer. O problema fica grande mesmo quando aparece a super exageradamente peituda (e espertíssima) ”Boing-chan” Asagiri Junko. É problema tanto pro Sunabouzu quanto para os que querem assistir algo sério ou pelo menos ”normal“, pois as cenas “ecchi” são imensas, exageradas, a ponto de se dizer que este pode ser um dos animes shounen mais apelões dos últimos anos. É bom avisar: Desert Punk é pra quem gosta de anime, e não de “certos tipos” de anime.

Fora o excesso nas apelações que só fazem o Sunabouzu ser talvez o ser mais inescrupuloso da desértica Terra, podemos deixar o “ecchi” de lado e observar alguns pontos consideráveis como o enredo. Quem não agüentar passar do 12° episódio ficará extremamente desapontado com a série, já que os episódios não dizem muita coisa e demonstram apenas ”diversão“ para o espectador. Pode-se dizer que a primeira metade consiste no desenvolvimento em si da série, no que o autor quer passar como a essência ”punk“ da série e o desenvolvimento dos personagens, já que todos são importantes. E é na segunda metade que esses personagens mostram porque estão na série.

Na segunda metade do anime, o enredo fica mais sério (de novo, nada radical), porém a essência ainda sobrevive em pequenas, raras quantidades pra quem gostou do “ecchi” da primeira metade. Algumas surpresas esperam a todos nos últimos episódios e muitos se impressionarão com os momentos finais (que merecem ser vistos com calma e analisados com atenção para que se entenda ”cada lado da moeda”), verão a valorização dada pelo autor a todos os personagens e se surpreenderão com Kosuna e Sunabouzu. Vale salientar aqui que as duas metades do anime divididas de acordo com a forma da narrativa vistas por mim não devem ser encaradas como duas partes distintas de uma mesma obra.
Há mais um ponto a se considerar, e negativamente. A progressão da narrativa parecerá estranha em vários momentos, havendo muitas quebras no decorrer do enredo, principalmente a partir do 13° episódio. Em alguns momentos vemos algo engraçado, um ótimo momento pra dar umas gargalhadas e, de repente, a história se vê num momento sério, fazendo você perder a atenção, já que estava rindo, sorridente. E em outros momentos há cenas merecedoras de atenção acontecendo, cenas envolventes e bastante sérias e de repente “ahá”, deveria ser hora de rir, mas não é o momento apropriado… Acredito que o autor quis fazer assim para que o protagonista não perca a sua essência do começo da série, o que é bom pro personagem e trágico para o enredo.

Desert Punk não é ótimo, nem horrível. Apenas mantém um nível regular dividido assim: 12 episódios iniciais loucos e meio dispersos com algumas várias cenas ecchi, feitos pra quem gosta, e 12 episódios finais mais sérios e bem desenvolvidos pra que ninguém largue a série, nem mesmo os que não gostaram do início. Com personagens carismáticos e de personalidades muitíssimo definidas, vale a pena conferir o anime inteiro e ver que nem só dos seios da Asagiri Junko vive o Sunabouzu, e que nem só de animes fofinhos e de personagens politicamente corretos vive um fã da animação japonesa.




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