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Diablo é uma das franquias mais famosas da Blizzard, que, ao longo de muitos anos, inspirou tantos jogos como Path of Exile e Titan Quest. Além disso, existem várias empresas grandes que tentaram replicar o lado sombrio, mas atraente, de Diablo II. Até mesmo Diablo 3 sofreu bastante com críticas de fãs que esperavam algo mais em linha com o segundo título, assim, dá pra entender o peso que a empresa tem ao lançar uma versão remasterizada, tantos anos depois.

Provavelmente, se você está lendo este review, você deve ter jogado algum game da franquia. Vale lembrar que quem tem Diablo 3, pode experimentar o Diablo 1 através de um evento que ocorre sempre em janeiro, mas o 2 estava sem nenhum tipo de versão nova. Agora, ele não só está de volta, como está disponível para consoles também.

Nem seria necessário dizer, mas a grande mudança aqui está nos gráficos, que podem rodar em até 4k. De longe, pode até parecer a mesma coisa, mas quando você troca para os gráficos originais (sim, isso é possível com o apertar de um botão), você nota a diferença. Os novos visuais são muito fiéis à visão original, mas são bem melhores.

Eu tive a chance de jogar o game no PlayStation 5, e sim, esta é a primeira vez que o game fica disponível para consoles. A adaptação é simplesmente perfeita: os controles ficaram bem intuitivos e responsivos. Eu já tinha jogado Diablo 3 no Nintendo Switch, então, já não sentia falta do teclado e mouse. No PlayStation 5, tudo está funcionando tranquilamente.

Existem boas melhorias no gameplay: dá pra coletar ouro só passando por cima dele, o baú é comum pra todos os seus personagens e também temos muito mais detalhes e variedades em armas e armaduras, melhores efeitos para feitiços e habilidades, inimigos com designs mais robustos e algumas coisinhas a mais. Vale dizer que nenhuma dessas mudanças traz alguma alteração para o que é Diablo II. Na verdade, o jogo continua praticamente o mesmo. As classes e inimigos não foram rebalanceados, então alguns serão mais fortes que os outros.

Entretanto, a maior diversão mesmo é jogar o game em modo multiplayer. Dá para cada um escolher uma classe e explorar todas as dungeons juntos, enquanto recolhem boas recompensas. Claro, jogar com classes iguais também é possível, já que existem diversas builds diferentes para cada uma. Além disso, há a opção de jogar com o permadeath ligado, o que faz tudo ficar ainda mais interessante e arriscado. O modo multiplayer está disponível online e offline.

De toda forma, a Blizzard ouviu os jogadores que reclamaram de Warcraft 3: Reforged e entregou um game praticamente igual ao original. Minha opinião? Pessoalmente, eu gostaria que ela tivesse adicionado coisas novas e melhorado o jogo em alguns aspectos, deixando-o mais similar com alguns recursos de Diablo 3 (que eu gosto bastante). Entretanto, eu entendo que a maioria prefere a experiência clássica e o sentimento nostálgico de Diablo 2.

Para quem nunca jogou Diablo 2, o Ressurrected é a melhor forma de começar imediatamente. O game é lendário por vários aspectos, quem leu o livro escrito por Jason Schreier, deve ter visto o quanto Diablo 2 influenciou desenvolvedores ao redor do mundo. Para muitos, é o melhor Diablo já feito. Mas vai lembrar que você terá a experiência clássica, embora, revestida com um visual mais moderno.

Positivo
  • Mantém a experiência original
  • Boas melhorias
  • Multiplayer
Nota 8
Sou o Fundador do site Ovicio, Overplay e Muramasa. Fui idealizador e Game Designer do jogo Vencedor da DemoNight no BIG Festival 2014, o Jotunheim Project. Escolhido como Jurado do Anime Awards em 2024 e 2025. Amo games, sou fã de God of War, Dragon Quest, Fire Emblem, The Legend of Zelda e Pokémon. Coleciono livros, quadrinhos e guitarras.


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