Comentários

Digimon Story: Cyber Sleuth finalmente trouxe a franquia Digimon de volta ao Ocidente quando foi lançada em 2016. A partir daí também tivemos o lançamento de Digimon Story: Cyber Sleuth Hacker’s Memory que funciona muito mais como uma sidestory do que uma sequência do primeiro jogo. Originalmente, os jogos eram exclusivos do PlayStation, porém, ambos os games chegam ao Nintendo Switch e PC em uma coletânea denominada de Digimon Story Cyber Sleuth: Complete Edition.

Esse novo combo começa perguntando qual jogo você quer começar primeiro. Cada jogo tem 3 save slots que você pode usar, permitindo jogar ambos os jogos ao mesmo tempo, se assim preferir.

Digimon Story: Cyber Sleuth traz uma história completamente diferente de qualquer um dos games da franquia. A premissa básica é que o mundo digital de EDEN foi tomado por hackers e você precisa interferir como um personagem que ganha a habilidade de usar Digimon. Com os hackers tomando conta do espaço entre o mundo real e o digital, os Devoradores de dados se tornaram um problema em ambos os mundos e você precisa ir até Kowloon, terra dos hackers, para investigar. Assim, você acaba se tornando assistente da detetive Kyoko Kuremi enquanto crimes cibernéticos começam a ocorrer por toda parte.

Acontecendo quase ao mesmo tempo que o primeiro jogo, Hacker’s Memory acontece no mesmo mundo, mas vivendo o papel de um personagem que teve sua conta do EDEN roubada e acabou sendo acusado de cometer um crime, o que te leva ao encontro de um grupo de hackers chamados Hudie. Você também passa a poder usar Digimon para batalhas.

Um dos recursos legais do primeiro game é a habilidade de escolher entre um protagonista do sexo masculino ou feminino, entretanto, é meio triste saber que não dá para fazer o mesmo no segundo jogo. Considerando que não faz diferença nenhuma para a história, ainda assim, é estranho que um recurso tão legal tenha sido removido.

A história de ambos os jogos é legal e te deixa interessado até em um replay, ainda que o diálogo seja algo que você vai ter que enfrentar como obstáculo de tempo. Mesmo como um game paralelo, Hacker’s Memory faz um ótimo trabalho em conectar alguns laços com o primeiro jogo, fazendo com que ambos se tornem uma unidade. Ainda assim, recomendo que jogue um por vez, ao invés de jogar os dois ao mesmo tempo.

Ter os dois jogos em um mesmo pacote funciona muito bem porque o gameplay dos dois é bem similar. O objetivo em ambos é coletar a maior quantidade possível de Digimon e digivolver para tornar todos ainda mais fortes para uso em batalhas. Você recebe um Digimon inicial em cada jogo, enquanto no primeiro você pode escolher entre Terriermon, Palmon e Hagurumon, em Hacker’s Memory é possível escolher entre Betamon, Gotsumon e Tentomon.

Capturar Digimon é bem diferente de Pokémon: você precisa batalhar contra diferentes monstros no jogo e elevar o medidor de captura. Quando você chega a 100% do medidor de uma espécie, você pode criar este Digimon e adicionar à sua party. Caso você opte por elevar até 200%, você ganha uma versão melhor do monstrinho. O sistema é bem divertido e não parece um grind de fato.

O sistema de batalha contra Digimon funciona em lutas em turno. Algo que se encaixa muito bem na proposta do jogo e tem um gostinho clássico de RPG. Hacker’s Memory também tem as batalhas de Dominação, onde você precisa de muito mais estratégia enquanto tenta ganhar o território de outros hackers no jogo.

A maioria do seu tempo no jogo será usada no mundo digital de EDEN, que é interessante e divertido de explorar. Mas há uma diferença significativa: no primeiro jogo, você terá encontros aleatórios com monstrinhos. Em Hacker’s Memory, você interagirá com as criaturas antes de batalhar, vendo todos no mapa.

Embora exista um downgrade no port para Nintendo Switch, Digimon Story Cyber Sleuth: Complete Edition fica fantástico no console. O visual cartunesco combina bem com o console e não pede muito do hardware, lembrando que os jogos foram lançados para PS Vita.

Ambos funcionam muito bem no Switch e isso não é surpresa. O sistema de batalhas em turno faz com que o jogo ganhe tempo para responder o jogador e qualquer lag ou queda de framerate não será um grande problema. Esses dois jogos são ótimas sugestões para colocar no Nintendo Switch Lite, já que combinam bem com a portabilidade que o console oferece.

Embora não haja nenhuma novidade em qualquer um dos jogos em comparação ao lançamento oficial, Digimon Story Cyber Sleuth: Complete Edition ganha no elemento de portabilidade que o Nintendo Switch oferece e faz com que o jogo fique mais acessível do que nunca, principalmente para quem busca capturar os 300 Digimon disponíveis e salvar o mundo digital (e o real).

Positivo
  • Gráficos ficam bonitos no Switch
  • Pacote de dois jogos que possuem histórias paralelas
  • Bom gameplay
  • Viciante
Negativo
  • Poderia apresentar melhorias em relação ao lançamento original
Nota 9010
Review | Digimon Story Cyber Sleuth: Complete Edition



Comentários