Em 1988, a Nintendo surpreendeu a todos com um jogo muito mais sombrio do que de costume, na verdade, jogos, que eram praticamente visual novels gamificadas. A história era muito bem escrita e dirigida por Yoshio Sakamoto, que se tornou famoso por dirigir Metroid. Na época, as reviravoltas da história se tornaram pontos de conversa e, agora, pela primeira vez, depois de 33 anos, o ocidente tem a chance de jogar os dois Famicom Detective Club através de remakes para Nintendo Switch.
Aqui temos dois jogos: The Missing Heir e The Girl Who Stands Behind, partes da mesma série. O trabalho foi feito pelo estúdio MAGES, mas supervisionado pela equipe que trabalhou nos jogos originais, chamada de Tose. Os gráficos foram totalmente refeitos e temos até novos designs para os personagens e cenários. Entretanto, a experiência foi mantida praticamente como os jogos originais.
No primeiro game de ordem de lançamento, o The Missing Heir, após sofrer um acidente, você perdeu sua memória e precisa recomeçar a investigação em que você estava trabalhando antes. O trabalho era feito em cima da família Ayashiro, já que Kiku Ayashiro morreu recentemente e o seu mordomo tem algumas suspeitas sobre o caso e te contrata. O caso fica ainda mais misterioso porque várias testemunhas afirmam ter visto a falecida andando nas ruas durante a noite.

Para resolver tal caso, você precisará usar as suas ferramentas de detetive, que basicamente é seguir uma linha de conversas e ações que irão revelar novas evidências. Geralmente também há pistas no chão e lugares para visitar. O jogo só progride após você achar tudo que precisa e nem sempre é fácil entender o que fazer em seguida, já que você precisará perguntar sobre a mesma coisa algumas vezes até conseguir uma informação e também examinar e reexaminar vários locais para ter certeza de que não deixou nada escapar. Entretanto, não é algo que te fará perder horas, apenas alguns poucos minutos.
Na dúvida, há sempre a sua pasta de evidências que trará todos os detalhes sobre todos que você encontrou e após ler algumas das suas próprias anotações, uma luz pode brilhar no fim do túnel e te apontar a resposta.
No começo do review eu falei que este era um game muito mais sombrio do que a Nintendo geralmente entrega, já que temos temas adultos e de terror sendo desenvolvidos em ambos os games. Chegará um momento em que você terá que investigar até um corpo e isso não é algo tão normal para jogos exclusivos da empresa.

O grande ponto do primeiro game é recuperar a memória do protagonista, já que ele tinha resolvido o caso antes do acidente. Logo, ao visitar certos lugares em que você esteve antes, o jogo te apresentará a chance de recuperar suas memórias. Após terminar o jogo, você tem o The Girl Who Stands Behind, que se passa cronologicamente dois anos antes do primeiro jogo, mas foi lançado 1 ano depois no Japão. Aqui temos um dos primeiros casos da carreira do detetive protagonista.
Dentro de uma escola, aconteceu um caso esquisito e você é chamado para trabalhar nele. O problema é que o caso está cercado de rumores e crenças no sobrenatural. A tarefa se mostra complicada, mas muito interessante. A grande sacada em ambos os jogos é trazer uma história que te deixa engajado. Os personagens são bem pensados e você verá vários momentos emocionantes.
O jogo também conta com uma ótima trilha sonora que faz com que o clima fique ainda melhor. Caso você seja mais conservador, o game também oferece a opção de ativar a trilha sonora dos anos 80.
Mesmo que tenha sido lançado originalmente há mais de 30 anos, Famicom Detective Club traz ótimas histórias, se apresentando como um par de games clássicos, mas com um remake que faz jus à qualidade apresentada no seu primeiro lançamento.






Comentários