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Em 1999, a Square estava no meio de uma era bem interessante para os RPGs. Eles tinham lançado Final Fantasy VII há algum tempo, Final Fantasy Tactics abriu um novo caminho, Xenogears arrebatou a galera e Chrono Trigger e Chrono Cross se tornaram clássicos instantâneos.

Final Fantasy VIII acabou se tornando um fruto desta época, o que acabou sendo eclipsado por tantos lançamentos interessantes. Entretanto, agora, anos depois, temos a chance de jogar a edição remasterizada e ela nos mostra que as pessoas deveriam dar uma segunda chance para um jogo excelente.

Para quem não conhece, Final Fantasy VIII expande a ideia do VII de criar um mundo sci-fi realista. Você joga como Squall, um estudante da Balamb Garden, uma academia militar para adolescentes. Squall está treinando para ser um SeeD: um esquadrão de elite que viaja pelo mundo para ajudar civis e militares. Assim como a maioria dos adolescentes, Squall tem muitos sentimentos para lidar. E vmos muito disso durante o jogo, que leva de 60 a 100 horas.

Os colegas de Squall acabam se juntando à sua jornada e descobrem os segredos do passado, presente e futuro deste mundo. É um plot bem complexo e tudo relacionado ao jogo é bem cheio de camadas.

Ainda que tenhamos todo o melodrama adolescente, os personagens não param de surpreender o jogador com suas perspectivas sobre o mundo e os eventos existentes.

Você conhecerá cada um dos seus membros de party e não esquecerá nunca sobre seus sentimentos. As pessoas que você conhece no jogo também tem bastante personalidade.

O mundo do jogo também é bastante intrigante e  interessante. A trilha sonora de Nobuo Uematsu é acima da média e a música Blue Fields é inesquecível. Os modelos dos personagens estão bem detalhados e você verá a diferença da versão original.

Aqui, como em qualquer RPG, você precisa vencer inimigos, ganhar experiência e assim ganhar nível. Mas você tem um Junction System que dá mais habilidades e boosts para os personagens. O coração deste sistema é o relacionamento do seu personagem com a Guardian Forces. Eles são praticamente os summons dos outros jogos de Final Fantasy.

Os personagens que recebem o GF não levam isso de forma permanente, mas você vai querer gerenciar como isso impactará os atributos dos personagens. Os que recebem o poder são capazes de castar spells, usar um ataque Guardian Force, coletar magia e usar itens através do seu GF.

Sobre as novidades do Remaster, Final Fantasy VIII vem com a opção de não ter encontros aleatórios, o que te obriga a lutar apenas com as batalhas scriptadas, mas te salva de ficar batalhando com inimigos que aparecem no caminho.

Há o modo de velocidade 3x. Ele acelera o gameplay e te permite fazer tudo de maneira mais rápida. Há o Battle Boost, que cura seu personagem instantaneamente e os coloca imediatamente no Limit Break. É um modo invencível.

A UI também ganhou várias melhorias e as caixas de diálogo estão mais bonitas.

Final Fantasy VIII é um jogo bem melhor do que você deve lembrar. O mundo é grande, as coisas são interessantes e a natureza do jogo é intrigante e cativante. É um jogo especial, fruto de uma era especial e que te surpreenderá ainda hoje. Um jogo imperdível.

Nota 9010
Review | Final Fantasy VIII Remastered



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