Quando a Marvel Studios anunciou Capitão América: Guerra Civil, Vingadores: Guerra Infinita e Vingadores: Ultimato, muito se especulava sobre como seria isso, afinal, a empresa prometeu que esses seriam seus maiores crossovers em proporções épicas. Mas como eles manteriam o equilíbrio da história com tantos personagens? Como fechariam a saga que estava sendo desenvolvida há 10 anos de maneira satisfatória? Tal introdução pode parecer esquisita, afinal, estamos falando de God of War: Ragnarok, mas o jogo consegue fazer exatamente isso: fechar um capítulo de maneira épica e com desenvolvimento e equilíbrio de personagens e história de uma maneira espetacular.
Sim, God of War: Ragnarok já é lançado sob uma grande pressão, afinal, seu antecessor foi escolhido como Jogo do Ano de 2018. De lá pra cá, fomos descobrindo novas informações, ganhando novos vídeos e imagens. Mas te digo, nada do que você viu te deixa preparado para tudo que o game traz.
Como o título deixa claro, Kratos e Atreus iniciaram o processo que leva ao Ragnarok quando eliminaram Baldur no primeiro game. E, como vimos, o garoto possui um grande papel na mitologia nórdica, afinal, ele é Loki. Mesmo sabendo disso e de toda a profecia que os envolve, Kratos prefere mantê-los seguros e afastados do problema, já que ele não se vê mais como o Deus da Guerra que conhecíamos.

Entretanto, o game começa uma grande reflexão e desenvolvimento sobre a ideia de destino: Afinal, estamos todos presos a um roteiro já escrito e sem alteração? Nossas escolhas possuem algum peso? Ao tentarmos evitar tal destino, será que estaríamos caminhando para ele? Todas essas perguntas estão presentes e são respondidas ao longo da história.
Além deste ponto principal, continuamos a ver o desenvolvimento da relação de Kratos e Atreus como pai e filho, algo que já chamou a atenção no primeiro game e que ganhou novas camadas neste segundo. Atreus já não é uma criança, ele é um adolescente que busca encontrar seu próprio caminho e Kratos, como qualquer pai, não consegue acompanhar tal crescimento, querendo protegê-lo a qualquer custo.
Nesta nova jornada, que busca evitar o destino que foi profetizado para ambos, conhecemos novos personagens, nos aprofundamos na história daqueles que já conhecemos e temos grandes novidades. Pois é, para quem esperava que o jogo fosse apenas uma extensão do primeiro, engana-se bastante. God of War: Ragnarok é uma sequência sem igual, muito bem desenvolvida que traz novidades em todos os lados.

O combate está muito mais refinado e divertido, trazendo peso para cada ataque e batalha. Kratos e Atreus ganham novas mecânicas, novos itens e tem até um upgrade em seus arsenais. As lutas que já eram um dos grandes pontos de God of War ficaram ainda mais épicas: toda introdução de um novo inimigo acontece como um evento. E isso faz com que você fique ainda mais investido no jogo, enquanto aprende a lidar com essa nova ameaça.
Para quem ficou preocupado, o game não sofreu nenhum tipo de prejuízo por ter saído para PlayStation 4 e PlayStation 5. Pelo contrário, vemos God of War: Ragnarok entregando um game com uma performance muito boa e gráficos incríveis. Há um trabalho cheio de detalhes nas armaduras, armas e nos personagens. Temos novos reinos (e antigos também), que estão muito mais bonitos e detalhados do que antes.

E aqui entramos em um ponto interessante: se o jogo antes funcionava com um grade hub que dava acesso à sua aventura, God of War: Ragnarok segue muito mais o estilo de The Last of Us: Parte II, em que você segue diferentes capítulos, passando por diferentes lugares. Existe um ‘hub’ ainda? Existe, mas ele é praticamente usado como interlúdio entre diferentes atos da história. O game dura em torno de 25 horas para fechar a história principal, mas existe muito mais conteúdo disponível: tesouros, desafios, itens colecionáveis, favores divinos e lutas épicas.
E, agora, entro em um caminho que pode parecer arriscado, mas é totalmente sincero: God of War: Ragnarok é uma das melhores experiências que tive em um game. Sem dúvida, é o melhor jogo do ano e que ficará marcado na mente e coração de muitos jogadores por bastante tempo. A experiência que o jogo entrega é algo que emociona, diverte, te faz refletir e ficar empolgado.
Como sabemos, Kratos e God of War se tornaram ícones da indústria dos games. Se o primeiro jogo já entregou uma experiência digna do deus da guerra, God of War: Ragnarok supera qualquer expectativa e te traz a aventura definitiva do personagem. Um jogo sem igual com um final avassalador. E, provavelmente, um dos melhores de todos os tempos.
- A experiência definitiva de God of War
- Um dos melhores jogos de todos os tempos
- Roteiro muito bem desenvolvido
- Tudo é épico!






Comentários