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A franquia God of War começou como um sinônimo de batalhas espetaculares com muita empolgação e acabou se transformando em uma série de Action-RPG com uma jornada emocional profunda. A mudança de tom já foi surpreendente e até foi muito bem recebida. Mas quando um novo título surge de surpresa, como aconteceu com o anúncio de God of War: Sons of Sparta pela Mega Cat Studios, a expectativa é de algo que surpreenda positivamente, ainda em uma escala menor.

No entanto, o que recebemos é um experimento em 2D que, embora tente explorar o passado de Kratos, acaba diluindo a essência do personagem em um mar de mecânicas genéricas. Sim, o grande problema de God of War: Sons of Sparta está basicamente no combate. Embora Kratos tenha usado várias armas durante sua jornada, inclusive uma lança em God of War: Ragnarok, os ataques de Sons of Sparta parecem muito leves e pouco responsivos, sem dar o efeito que esperaríamos de um título de ação.

Embora haja uma tentativa de deixar o combate mais complexo e cheio de nuances, a execução acaba sendo bastante confusa. Somando isso à quantidade mínima de recursos fornecidas ao jogador, temos algo que realmente deixa bastante a desejar.

God of War PS5
Reprodução/Sony

Vale dizer que eu não critico a estrutura escolhida. Sinceramente, eu gosto bastante da ideia de pegar esta história e transformar em um metroidvania. Mas, é preciso entregar exatamente o que se espera de um jogo deste gênero, o que faz com que Sons of Sparta entregue apenas o básico. Ainda assim, devo deixar meus elogios para o sistema de upgrades da lança, que permite que você personalize os efeitos e melhore o desempenho de Kratos.

Quanto à narrativa, o jogo serve como um prelúdio da série inteira, focado na juventude de Kratos e Deimos. A premissa é buscar um amigo perdido em uma Esparta cheia de monstros. Embora seja legal ver os dois irmãos juntos, falta um tanto de diálogo, que entrega um resultado muito aquém do que vimos em outros títulos da série.

Bom, visualmente, eu gosto bastante do resultado. Os cenários de fundo apresentam biomas muito variados e bonitos, o design dos personagens é ok, poderia ser algo bem melhor. Afinal, o estilo artístico meio que varia entre o pixel art moderno e algo que lembra os jogos mobile mais antigos, resultando em modelos de personagens borrados e díficeis de reconhecer. Além disso, as animações travadas também prejudicam a experiência, fazendo com que o movimento de Kratos pareça pouco natural.

Mas afinal, vale a pena jogar Sons of Sparta?

Bem, God of War: Sons of Sparta é uma experiência que traz um capítulo novo da história de Kratos, mostrando uma época que ainda não foi bem explorada pela franquia. Esta seria uma oportunidade perfeita para mostrar um aprofundamento em sua história, trazendo detalhes daquilo que moldou a personalidade do “bom de guerra”, como gostam de chamar nas redes.

Porém, o jogo falha em capturar a magnitude da franquia, entregando um metroidvania que consegue cumprir as exigências do gênero, mas que não possui identidade e nem alma própria, dando um resultado abaixo do que esperávamos para um título tão importante para a cultura pop. Ainda assim, é um jogo que pode divertir os grandes fãs da franquia por boas horas.

God of War: Sons of Sparta
  • Desenvolvedora: Mega Cat Studios
  • Publisher: Sony
  • Plataformas: PlayStation 5
  • Review feito no: PlayStation 5 Pro
  • Também testado no: PlayStation Portal
Positivo
  • Sistema de progressão e upgrades da lança é funcional.
  • Exploração recompensadora para quem gosta de colecionáveis.
  • Trilha sonora mantém a qualidade esperada da marca.
Negativo
  • Design de personagens e animações abaixo da média atual
  • Combate sem sensação de impacto
  • Ritmo lento
Nota 7


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