Por Erick Vinícius

Desde que a Marvel acabou com o casamento de Peter e Mary Jane, daquela maneira “muito criativa”, o ritmo das histórias melhoraram significativamente. Novos relacionamentos aparecendo e elementos clássicos retornando contribuíram para dar um impulso nas HQs e atrair novos fãs. Mas de uma coisa os fãs sentiam falta. Como entrar no mundo amoroso de Peter sem a Gata Negra? Em Homem-Aranha #108 ela aparece, e em grande estilo.
Homem-Aranha #108
Lançamento: Dezembro de 2010
Editora: Panini
Preço: R$ 6,50
Páginas: 76
Nota Geral: (o) (o) (o) ( ) ( )
Como a revista possui histórias independentes, resolvi agrupá-las por arcos e fazer reviews separados mas, antes disso, alguns comentários gerais.
Considerando a revista como um todo, a qualidade está ótima. O trabalho de edição de Saladino é muito bom, bem como a tradução realizada por Mário Luiz e as letras, por Marcos Valério.
Vamos às histórias:
Planejamento a longo prazo
(Originalmente publicada em The Amazing Spider-Man #606-607)
Nota (o) (o) (o) ( ) ( )
Essa é mais uma história focada nos relacionamentos amorosos e conturbados da vida de Peter “Homem-Aranha” Parker, com um vilãozinho para não ficar muito monótona.
McKone utiliza do artifício de desenhar o Homem-Aranha com um corpo completamente diferente do de Peter, o que às vezes, chega a ser ridículo, com o Aranha parecendo um adolescente de 12 anos. Tirando esse pequeno detalhe, os desenhos são bons.
Kelly ousa um pouco falando de alguns termos relacionados ao sexo, como a Gata dizer que o Aranha é bom de cama, e escreve os diálogos de uma forma muito boa. Considerando que o foco da história são os diálogos sobre relacionamento, é um roteiro perfeito.
Seguindo, a segunda parte do arco foca-se na ação.Com isso, Kelly consegue um ótimo equilíbrio, recolocando a Gata próxima ao Aranha e introduzindo um novo personagem que, aparentemente, será importante para as próximas histórias que envolverão os familiares de Kraven (foi um mini-spoiler, mas você não liga, certo?).
Os desenhos continuam bons, principalmente com a entrada de Adriana Melo na história, mas acabam sendo um pouco prejudicados pela arte final não tão boa.
Com o fechamento desse arco de histórias, podemos vislumbrar um futuro com novas pessoas sendo inseridas na vida de Peter. O desenvolvimento dos personagens está sendo um ponto alto nessa fase de histórias do aracnídeo e, se McKone e outros roteiristas souberem continuar desenvolvendo da maneira correta, as coisas ficarão bem interessantes.
Briga no Museu
(Originalmente publicada em The Amazing Spider-Man #600-6)
Nota (o) (o) (o) (o) (o)
Essa historinha feita em homenagem ao antigo veículo do Aranha cumpre bem o propósito. A maneira descontraída dos desenhos de Derec encaixam-se como uma luva, com expressões faciais caricaturadas e reações exageradas.
Com certeza o Aranha-móvel pode descansar em paz após essa bela e simples história.
Kaine em Ecos
(Originalmente publicada em Web of Spider-Man (2009) #1-1)
Nota (o) (o) ( ) ( ) ( )
Um ótimo roteiro com uma péssima ilustração.
Isso foi o que pensei logo após terminar de ler essa história.
DeMatteis trabalha de maneira fenomenal, nos fazendo entrar na cabeça de Kaine e sentir todo o dilema e angústia do personagem. É possível ser influenciado pelos ecos pela maneira que o texto é desenvolvido.
Os desenhos de Semeiks, por sua vez, são sujos, com formas de rosto variadas para o mesmo personagem e detalhes grosseiros, que não são nem um pouco suavizados pela arte-final de Green.
Claro, o trabalho artístico não é de todo mal, mas um pouco mais de capricho não faz mal para ninguém.
Outro ponto que incomoda é o descaso, não total, com o personagem já existente.
As cicatrizes, o uniforme e até mesmo a famosa marca de Kaine são representadas de forma completamente diferentes das já conhecidas.
Uma história que vale a pena desde que a arte seja relevada.
Até a próxima!





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