
Hoje iremos fazer o review da edição especial de Diablo, lançada no Brasil pela Panini, em parceria com a Blizzard.
Sobre a parte física: o HQ tem formato americano de 124 páginas que reúne as cinco edições lançadas individualmente nos Estados Unidos sob o título Diablo: Sword of Justice. Eu sinceramente prefiro deste jeito, a leitura fica melhor, pois como é uma história atrás da outra, não é necessário reler as edições anteriores para lembrar de alguns fatos.
O roteiro da série ficou por conta de Aaron Williams (Nodwick) o desenho por Joseph Lacroix, a minissérie narra os acontecimentos entre os jogos Diablo II e Diablo III, com uma trama simples, envolvente, sólida e com uma boa dose de ação.
A trama conta a história do jovem Jacob, um bárbaro que é procurado por matar o próprio, por motivos que depois são revelados na história. Porém tudo muda quando Jacob é orientado por um velho contador de histórias cego a encontrar a espada de Tyrael, apesar de Tyrael não aparecer fisicamente, são revelados detalhes sobre o arcanjo. Junto da espada, ele também encontra uma arcanista que se torna sua companheira nas viagens, juntos os dois acabam voltando para a vila de Jacob em busca de salvar a população de uma misteriosa praga bárbara que os atormentam com forças demoníacas, forçando-os a cometer crimes e levando a destruição.
Se você jogou a franquia Diablo então sem dúvida você vai se divertir, pois tem bastantes easter eggs no meio da história, afinal estamos em Santuário, a edição ainda traz um resumo do que houve em cada jogo no final da revista.
Mas se você não jogou a franquia e não é fã de verdade, não se preocupe, a revista ainda é divertida o suficiente para você se animar e não se arrepender. Para falar a verdade, deu até vontade de jogar um pouco enquanto lia.
Os desenhos de LaCroix são muito bons, é muito interessante ver a diferença entre os personagens quando doença os atinge, desde aexpressão facial, até mesmo a aparência física. Para quem gosta de arte, o traço já vale a revista.
A história não chega a ser profunda, então Aaron Williams não tem problemas em manter o ritmo, sua história começa um pouco lenta, mas depois que pega o jeito, não pára e vai até o fim com uma boa vibe.
Apesar do universo de Diablo ser muito vasto e cheio de mistério, Williams não quer aproveitar aquilo que o jogo tem ainda escondido, mas quer nos envolver com o presente dos personagens, isso é um grande ponto a favor, pois a história fica bem amarrada. Talvez um pouco corrida, mas não dá pra cansar.
Enfim , Diablo termina sendo uma ótima compra se você não espera que ela resolva todas as suas dúvidas do mundo de Santuário. É uma boa revista de ação, então não se preocupe: sua compra não será em vão e você provavelmente não se arrependerá.