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Life is Strange é uma série que conseguiu criar uma legião de fãs própria. Suas histórias, sua narrativa e sua trilha sonora possuem um profundo impacto em muita gente que ama esses jogos. Entretanto, a direção da série mudou. Antes era desenvolvida pela Dontnod, mas agora a série está nas mãos da Deck Nine e será que isso mudou alguma coisa? Ainda vale a pena jogar? É isso que vamos discutir aqui.

Life is Strange: True Colors te coloca no papel de Alex Chen, uma garota que tem o poder de visualizar e experimentar as emoções de outras pessoas, um poder que pode ser interessante, mas sofrido ao mesmo tempo. A garota está tentando começar uma nova vida em Haven, afinal, ela passou uma infância difícil dentro de um orfanato. Só que nada em Life is Strange é fácil na vida de seus personagens e aqui não é diferente.

A grande novidade aqui é que Alex, diferente dos personagens que já conhecemos, possui plena experiência e domínio de seus poderes. Ela sempre os teve e praticamente é como respirar para ela. Entretanto, isso não quer dizer que sua vida se tornou mais fácil por isso, muito pelo contrário, o fato de experimentar as emoções alheias causou vários problemas ao longo de sua vida e ela passou de orfanato a orfanato por isso. Suas conexões com as pessoas também foram prejudicadas e Alex também tem diversas sequelas psicológicas disso.

Mas como somos os jogadores, devo dizer que tal mecânica é simplesmente genial. Embora no começo pareça algo simples, o jogo faz as coisas ficarem bem interessantes. As auras emocionais cercam os personagens e também os objetos que possuem fortes memórias ligadas a eles, o que cria colecionáveis inesquecíveis. Os poderes de Alex são muito bem desenvolvidos no jogo e isso é excelente.

A tecnologia do jogo também se aproveita dos avanços que temos nos últimos anos. Os personagens ganharam captura de movimento de corpo inteiro e isso deixa a atuação no jogo muito mais crível. Afinal, os gestos corporais também fazem parte das emoções, já dizia o Metaforando. Se você é fã da série, vai adorar esta novidade, afinal, ela fica bem na cara e trouxe uma nova camada para o jogo. Em um game que tratamos de emoções, eu diria que isso é altamente necessário.

E tais melhorias não param por aí: tudo está muito mais detalhado e temos mais interações disponíveis no jogo. É um grande salto visual em relação aos jogos anteriores e a série realmente merecia este desenvolvimento. Tudo gera uma imersão bem maior e isso é um ponto bastante positivo. Outra grande novidade é que True Colors não tem o sistema episódico que era característico de seus antecessores. Ou seja, você pode jogar tudo desde o primeiro dia, sem precisar esperar para terminar o jogo. E quanto tempo demora isso? O jogo tem em torno de 10 horas de gameplay.

Porém, tem como prolongar sua experiência, afinal o jogo tem missões paralelas e áreas opcionais, que são bem interessantes. E o jogo te retornará mais se você fizer isso. Afinal, a forma como você interage com os personagens dessas histórias opcionais acabam afetando o final do game, logo, é bom sempre dar atenção a tudo isso. E sim, aqui temos um grande elenco de personagens, muito bem escritos e desenvolvidos, outro avanço do jogo em relação à série original.

Life is Strange: True Colors é um avanço em todos os sentidos. O que pode ter definido o futuro da série e que mostra que a Deck Nine conseguirá manter o sucesso, agradando os fãs e investindo ainda mais em tecnologia e ideias interessantes. Um game obrigatório para quem curtiu todos os jogos anteriores e uma ótima porta de entrada para novos jogadores.

Positivo
  • Um grande avanço tecnológico para a série
  • Fim dos episódios
  • Melhor elenco até agora
Nota 9