A EA Originals tem sido bastante surpreendente nos últimos tempos: depois de um belíssimo It Takes Two, temos um game bem diferente na forma de Lost in Random. Mas será que vale a pena? Depois de ter jogado o game, finalmente temos aqui uma análise. Então, vamos lá:
A história do game segue uma jovem garota chamada Even, que vive em um dos reinos mais pobres de Random. No aniversário de 12 anos de sua irmã, ela testemunha a menina sendo levada para viver com a Rainha e ninguém parece se importar. Assim, Even embarca em uma aventura. E as coisas começam de verdade.
O jogo certamente bebe muito de animações como ‘O Estranho Mundo de Jack‘ e também ‘Coraline‘, pois tem aquele tom sombrio no visual e também na narrativa. Na história, temos que resgatar a irmã caçula enquanto enfrentamos os desafios de cada um dos seis distritos do Reino. Cada área é bloqueada por uma grande porta e a única forma de entrar é conseguir o número correspondente nos dados. Só que tem um prolbema: ele ainda não tem todos os pontos. Aliás, Dicey é um ser totalmente crucial na história, pois ele tem poderes mágicos e é capaz de fazer o combate funcionar.

Mas como assim? Basicamente, você precisa de Dicey e das cartas para batalhar. A ideia é construir seu deck, rolar o Dicey e conseguir usar as melhores cartas, já que você usa as cartas de valor correspondente ao rolado no dado. É um sistema interessante e bem funcional. Além de ser muito divertido.
O lado bom é que além dos vilões, você também pode usar suas habilidades nas Arenas, o que faz com que o sistema do jogo ganhe mais tempo de vida útil, além de ser uma boa forma de ganhar novas cartas ou moeda do jogo. Aqui cabe elogiar a produção do jogo, já que o sistema de batalha é muito bem desenvolvido e a arte é a cereja do bolo.
Lost in Random é um jogo bastante criativo e cativante. O sistema de combate é inteligente, a ideia de usar cartas faz com que ele seja ainda mais viciante e a história também merece elogios. O show mesmo fica na arte e no zelo que a empresa apresenta com o produto. É um jogo que foge da fórmula fácil para se aventurar de uma forma que vemos apenas em games indies. Um refresco em tempos tão complicados em que os lançamentos estão ausentes devido a problemas na produção. Vale a pena conferir.
- Bom sistema de combate
- Arte sensacional
- Boa história