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O ano de 2024 trouxe algumas grandes surpresas na indústria de games, tanto positivas quanto negativas, e embora existisse uma grande espera em cima do Metaphor: ReFantazio, eu diria que até muitos não poderiam prever que o novo jogo da Atlus seria uma verdadeira obra-prima, que, em minha humilde opinião, consegue superar os jogos Persona em vários aspectos.

Neste novo mundo, temos uma passagem tumultuada da coroa da nação, afinal, o rei foi vitimado na traição e usando seus poderes, começa uma nova corrida pela coroa, que permite que o novo Rei seja escolhido pelo povo, mas não por voto em uma urna como fizemos no final de semana, mas sim pelo suporte da população enquanto cada candidato prova seu valor em diferentes ações pela nação.

Mas afinal, do que se trata este novo jogo? Basicamente, é um game de RPG e Fantasia, que traz elementos já conhecidos nos games da Atlus, mas com um sabor todo especial. Ele seria como um Persona em um ambiente todo diferente, herdando vários elementos como visuais, mecânicas, estilo, mas também trazendo algo totalmente novo, que encherá os olhos dos jogadores que se dedicarem ao game.

Metaphor ReFantazio
Reprodução/ATLUS

Existem as mecânicas sociais? Sim, elas estão pesentes aqui, mas agora de um jeito muito mais interessante do que foi apresentado em outros games. Além disso, temos os poderes dos Arquétipos, que permitem despertar um poder nos personagens, funcionando basicamente como as tão famosas classes de RPGs de fantasia. Assim, temos 40 classes diferentes que variam desde Mago até Guerreiro.

Embora eu tivesse dúvidas sobre como isso funcionaria, o tal sistema acabou me pegando de jeito. As evoluções dos arquétipos permitem que você consiga desenvolver muito bem seus personagens com novas habilidades e variando seu grupo com novos estilos de combate e dando mais espaço para a criação de estratégias no campo de batalha. E é aqui que as coisas realmente florescem, afinal, é a partir das interações sociais, que são desenvolvidas através dos atributos, que você conseguirá desbloquear novos Arquétipos e mecânicas no jogo, ou seja, tudo está conectado e muito bem construído, dando um propósito para cada elemento do game.

Como se as mecânicas já não fossem o bastante para fazer deste um ótimo jogo, eu preciso dizer que o roteiro deste game é uma das melhores coisas que consumi durante o ano. Provavelmente, isso já o coloca como um forte candidato ao Goty de 2024, trazendo uma narrativa instigante e muito cheia de diferentes camadas. O jogo está sempre pronto para te surpreender a cada nova cena ou desenvolvimento da história, um verdadeiro espetáculo narrativo. É uma trama política cheia de intrigas que também lida com assuntos importantes como a xenofobia.

Reprodução/Atlus

Outro grande ponto positivo está no combate, que é baseado em turnos. Eu sei, boa parte do público ainda tem um certo preconceito com este estilo de jogo, mas os títulos da Atlus possuem uma grande tradição em trazer um bom combate em turnos graças ao grande número de variáveis que geralmente são empregadas. Neste caso, temos as armas, feitiços e arquétipos que garantem que cada batalha seja realmente uma experiência única para cada jogador.

Para melhorar ainda mais este aspecto, você pode aumentar o elo entre os personagens, conhecendo melhor cada um deles e vendo o quanto eles foram bem projetados. Há um sentimento de satisfação e recompensa ao falar com cada um deles. O mais interessante é que você precisará evoluir os aspectos das personalidades de cada um, o que garante que você tenha novos elos e diferentes diálogos entre os personagens.

De longe, com todas essas razões, Metapho ReFantazio foi uma das minhas melhores experiências do ano. Tive a oportunidade de jogar no PC e no SteamDeck e, em ambos, foi difícil parar para largar o jogo em algum momento. No fim, o game é um título obrigatório para os fãs da Atlus e pra quem já curtia Persona e, obviamente, para qualquer fã de RPG. É um game brilhante e uma verdadeira obra-prima

Metaphor: ReFantazio
  • Desenvolvedora: Studio Zero
  • Publisher: Atlus Sega
  • Plataformas: PS4, PS5, PC, Xbox Series S/X
  • Review feito no: PC
  • Também testado no: Steam Deck
Positivo
  • História muito bem desenvolvida
  • Um RPG inesquecível
  • Sistemas conectados e muito bem construídos
Nota 10
Sou o Fundador do site Ovicio, Overplay e Muramasa. Fui idealizador e Game Designer do jogo Vencedor da DemoNight no BIG Festival 2014, o Jotunheim Project. Escolhido como Jurado do Anime Awards em 2024 e 2025. Amo games, sou fã de God of War, Dragon Quest, Fire Emblem, The Legend of Zelda e Pokémon. Coleciono livros, quadrinhos e guitarras.