A Nintendo possui uma verdadeira série de franquias que acabaram fazendo história na indústria dos games. Uma delas é Metroid. Estrelada por Samus Aran (quer herda em seu nome um pedacinho brasileiro), Metroid juntamente com Castlevania criaram e expandiram (respectivamente) o gênero Metroidvania, que influencia games até hoje. Assim, um novo jogo da série sempre é esperado e bem vindo, mas Metroid Dread consegue ir além, superando todas as expectativas e entregando aquele que pode ser considerado o melhor exclusivo de Nintendo Switch em 2021.
Metroid estreou em 1986 e trazia Samus enfrentando alienígenas malvados enquanto explorava diferentes cenários. Em Metroid Dread, ficamos sabendo que um Parasita X, a espécie que originou os Metroids, sobreviveu no sistema de ZDR. Assim, Samus parte para o sistema para dar conta da missão. Sim, amigos, estamos diante de um totalmente novo Metroid, não é um remake e nem um remaster de um jogo antigo, mas um novo membro da franquia no segmento 2D.
Enquanto você progride no jogo, Samus ganhará novas habilidades para ficar mais forte e aqui fica também o primeiro elogio: o jogo é altamente intuitivo. Os comandos são fáceis de aprender e você certamente pegará o jeito rapidamente, claro, não estou falando da dificuldade do jogo, pois esta varia bastante, temos bosses bem difíceis aqui, mas do controle no geral. Aliás, o fato da Nintendo ter adicionado o suporte a áudio bluetooth recentemente acaba sendo muito bem vindo aqui, a experiência e imersão do jogo no modo dock melhorou consideravelmente e em Metroid Dread, isso me deixou altamente mergulhado no jogo.

Para quem sentia falta da dificuldade em jogos atuais, Metroid Dread te dá um verdadeiro abraço. É necessário aprender bem cada luta, se dedicar e ter habilidade para chegar na vitória. E a habilidade só vem de um jeito: tentando e tentando, repetidas vezes. Ainda que pareça algo que pode causar algum tipo de stress, eu refuto o pensamento, as lutas são divertidas e isso faz com que o jogo não canse, mas que você se dedique ainda mais nele.
Vale dizer que Metroid Dread também recompensa os fãs veteranos da franquia. Há muitas referências à lore dos jogos anteriores, o que me deu um bom sentimento de nostalgia. O game é uma sequência direta de Metroid Fusion, que foi lançado para Game Boy Advance. Mas, se você nunca jogou, não se preocupe: a abertura do jogo traz uma boa explicação sobre tudo que você precisa saber para chegar aqui. E assim, o game já serve como uma porta de entrada para a franquia, embora, ao mesmo tempo, seja o ápice e clímax de tudo que já foi feito antes.
Outro ponto bastante positivo está no game design: os mapas são muito bem pensados e te desafiam a encontrar maneiras de pegar os itens que aparecem na tela. Ao desbloquear novas habilidades, fica sempre a sede de retornar para certo local e finalmente poder explorar o cenário completamente.

No jogo também temos os robôs chamados de E.M.M.I., que caçam Samus de forma implacável. Eles são rápidos, perigosos e trazem um bom nível de tensão ao game. Dá pra vencer? Dá, mas nem toda hora é possível. É aqui que eu sinto que o áudio bluetooth ficou ainda mais sensacional, já que jogar com fone e no modo docked traz uma experiência sem igual neste jogo. A cor cinzenta também indica a área dominada por essas criaturas. O que vale destacar é o desafio, provavelmente você perderá se tentar enfrentar uma delas. O sistema E.M.M.I. traz um certo terror ao jogador, lembrando filmes de ficção científica com invasões alienígenas.
Na performance, Metroid Dread está rodando muito bem. O jogo roda a 60fps e iss é bem necessário, já que ele precisa de mutia agilidade e velocidade nos controles (que são bem responsivos). A beleza do jogo é impressionante e toda a direção de áudio está de parabéns. Claro, em comparação aos consoles de nova geração, há de se falar que os tempos de carregamento já causam um certo estranhamento, mas não estragam a experiência.
Metroid Dread foi uma das minhas melhores experiências do ano, contando com todos os consoles. A história é muito boa, o gameplay é excelente. O combate requer bastante persistência, afinal, as batalhas não são fáceis, mas eu me diverti muito. Se os primeiros Metroid serviram como exemplo para a indústria no passado, Metroid Dread vem para fazer o mesmo na atual geração, podendo aumentar ainda mais a produção de novos jogos baseados neste novo membro da família. Obrigatório!
- Excelente game design
- Melhor jogo da franquia
- Ótima direção de arte e áudio
- Gameplay desafiador






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