Monster Hunter Rise é um game exclusivo para Nintendo Switch (embora tenha seu lançamento marcado para o PC também). E o jogo marca o retorno da franquia para um console portátil, algo que ajuda a aumentar sua popularidade, principalmente porque Monster Hunter já possui uma grande legião de fãs nos consoles da Nintendo, os lançamentos de 3DS provam isso. O jogo trouxe vários recursos interessantes, que deixam tudo mais dinâmico e mais interessante.
É preciso lembrar também que a franquia já estava em alta, principalmente depois do lançamento de Monster Hunter World & Iceborne para PC e os demais consoles. Assim, a Capcom já tinha ficado bem feliz com o sucesso da franquia e é muito bom saber que houve uma preocupação com os fãs da Nintendo para criar algo novo, interessante e cheio de melhorias, que veio como um presente para os nintendistas.
Antes mesmo do lançamento, o jogo já tinha impressionado com sua demo, que trazia uma boa quantidade de informações sobre o game. Já o lançamento oficial apenas confirmou o que já sabíamos: o jogo é um grande acerto tecnológico da Capcom. Usando todos os seus recursos, temos loading screens mais rápidas, um belo gráfico e um game totalmente estável.

E não só isso: tudo se tornou mais rápido dentro do jogo. Você consegue materiais mais rápido, os mapas são menores, você encontra os monstros mais rapidamente e tudo flui muito melhor. O jogo fica bem mais simples e mais receptivo para todos os jogadores, tanto novato quanto veteranos.
O jogo traz um encanto bem diferente, logo ao começar, você se sente em um Japão feudal, com todo um clima que te faz sentir assim. Até mesmo a loading screen traz pinturas japonesas, o que é sensacional. Além disso, o game também tem uma ótima variedade de customização de personagem, do Amicão e do Amigato. O jogo traz legendas em português do Brasil, mas as vozes podem ser em inglês, japonês ou no idioma de Monster Hunter.
A história é focada na vila de Kamura, que é ameaçada pelo Frenesi, um evento natural que traz os maiores e mais poderosos monstros contra o lugar. Agora, você precisa se preparar para tal evento, realizando missões e caçadas para se tornar um poderoso Hunter e ter a chance de salvar Kamura. Enquanto Monster Hunter World traz um foco na narrativa, o Rise é mais voltado para o gameplay. O que é um ótimo sinal, pois você passa mais tempo em suas caçadas. Em um final de semana, consegui acumular cerca de 36 horas e fiquei sedento por mais.
Kamura também impressiona pela quantidade de quests. Aqui você pode encontrar muita coisa para fazer e também vai se espantar pelo fato de encontrar monstros mais fortes logo no começo do game. As missões funcionam bem e você ainda pode pegar missões opcionais (no máximo de 5) para poder ganhar ainda mais recompensas.
Sobre os monstros, temos uma grande variedade de criaturas, muitos efeitos, vários elmentos no ambiente e também muitos recursos nos mapas para sem usados. A Capcom já prometeu mais conteúdo a partir de atualizações gratuitas, se tivermos metade do que foi lançado para Monster Hunter World, já dá pra dizer que Monster Hunter Rise terá uma experiência bem longeva.
Outro ponto que acredito que vale destacar aqui é que Monster Hunter Rise envolve muito mais estratégia do que o World, jogo mais recente da franquia. E isso se dá, principalmente, pelos recusos disponíveis no ambiente. Os mapas possuem suas particularidades, trazendo verdadeiras armadilhas naturais como plantas, animais venonosos, insetos que soltam clarões de luz. Rise te faz pensar em usar o cenário como uma arma adicional durante a batalha e, pode acreditar, um simples ato desses pode fazer total diferença no resultado, pois te dá tempo para fazer o que for necessário. Basicamente, o jogador está no controle e a forma como você vê a luta é o grande trunfo do game.
A grande novidade do jogo é o Cabinseto, que te permite se movimentar no mapa como se fosse o Homem-Aranha (ou praticamente um dos membros do Esquadrão de Reconhecimento de Attack On Titan). Além disso, você também pode usar eles para montar em um monstro. Em ambos os casos, a estratégia fará a diferença, pois eles servem tanto para escapar em um momento de crise, quanto para alcançar inimigos mais rapidamente. Já a montaria é uma forma bastante divertida de lutar.
Os jogadores também irão comemorar a presença do Amicão, um companion canino. Ok, ainda temos o Amigato lá, mas o cachorro luta e serve como montaria. Sua velocidade é sempre bem vinda durante a caçada, principalmente quando enfrentamos um monstro fujão. Além disso, é bom ter um companheiro a mais para te ajudar na pancadaria. O melhor? Ele também pode ser totalmente equipado.
Uma coisa interessante é que enquanto você estiver montando seu cachorro, dá pra lutar e também para recolher recursos. Isso faz com que as missões de coleta sejam ainda mais velozes e menos tediosas. E este é um ponto inteligente de Monster Hunter Rise: te focar naquilo que importa.
Mas e o Frenesi? Basicamente, é um ‘modo Tower Defense’ do jogo, onde você precisa defender Kamura equanto arma a cidade. E aqui, mais uma vez, temos um foco na estratégia e também no fator replay, porque vamos além da coleta de material, já que existe uma rotação de monstros que atacam Kamura. Mais um grande ponto a favor de Monster Hunter Rise.
Se você tem um Nintendo Switch e ainda não tem Monster Hunter Rise, este é o momento de você entrar na franquia. Se você já é fã, então sinceramente, eu não vejo motivos pra deixar este jogo passar. Sinceramente? Eu acho que Monster Hunter Rise é melhor que Monster Hunter World em diversos aspectos e se você lembrar que o jogo anterior já era muito bom, então, terá uma dimensão do quão bom é este jogo. Talvez estejamos diante de um dos melhores jogos do ano.
- Grande variedade de Monstros e boa customização
- Ótimas mecânicas e novidades como o Frenesi, Cabinseto e Amicão
- Um jogo muito mais dinâmico e estratégico