Originalmente, Ni No Kuni 2: Revenant Kingdom foi lançado para PC, PS4 e Xbox One em 2018, porém, agora em 2021, o jogo chegou para Nintendo Switch. Assim, aproveito a segunda vinda para poder, finalmente, entregar um review pra vocês. O primeiro jogo dá série encantou a todos com seu visual, que foi feito em parceria com o Studio Ghibli, bem conhecido pelos fãs de cultura japonesa. Assim, não dá pra negar que existia muita expectativa em cima do segundo game, que acabou correspondendo muito bem na época e ganhando uma verdadeira avalanche de críticas positivas.
Apesar de ser uma sequência, Ni No Kuni 2: Revenant Kingdom se passa no mesmo universo, mas em uma época diferente: são 100 anos de diferença após os eventos de Wrath of the White Witch. São mais de 40 horas de aventuras ao lado do jovem rei Evan Pettiwhisker, que busca a paz e união para o mundo.
A primeira coisa que chama a atenção é que temos aqui um novo sistema de batalha em relação ao primeiro jogo. O combate se passa tem tempo real e isso casa bem com o sistema de exploração deste game. O mundo está repleto de monstros, tesouros, dungeons e outros reinos. Também temos várias habilidades com diferentes tipos de ataque: magias, projéteis, ataques físicos… Tudo isso pra gerenciar uma party de até 3 personagens.

Basicamente, o jogo age como um Action RPG, mas com uma boa pitada de estratégia, que é algo que eu gosto e sempre elogio nos reviews de games que possuem esta camada. Isso quer dizer que os inimigos possuem fraquezas e vantagens dentro do game, assim, você terá que usar as armas e magias corretas para vencer os inimigos. Estudar os membros de sua party, suas habilidades e seus itens é parte essencial para garantir o máximo aproveitamento dela.
Sobre a história, o plano é construir um novo reino, chamado Evermore, onde podemos usar as ferramentas de construção que estão no jogo. E isso também faz com que o reino sirva como hub do jogo, enquanto tentamos unir o mundo. Lá também você poderá aprender novas magias, forjar novos equipamentos e coletar materiais.
Um dos pontos mais divertidos do jogo são suas dungeons, onde você se sente desafiado a vencer enquanto é recompensado com poderosos itens após a vitória. Como dito acima, o que eu gosto muito é da estratégia e também temos aqui um componente RTS: são batalhas que acontecem durante a campanha e que Evan controla um exército de soldados no campo de batalha. Óbvio que é algo muito mais simples do que um Warcraft 3, mas não deixa de ser interessante. Afinal, cada unidade tem sua própria habilidade e você deve gerenciar bem seus exércitos para garantir a vitória.
O que mais me deixa empolgado com este jogo é a quantidade de conteúdo: além de dungeons, RTS, exploração, temos também missões de história e muita coisa para explorar. É um jogo completo que usa diferentes elementos de gameplay para manter o jogador entretido e investido. Sobre o visual, ainda que o Studio Ghibli não esteja de volta na sequência, há uma preocupação em manter a identidade obtida no primeiro game.
Sobre a versão de Switch:
Por causa do seu visual e também gênero, o Switch acaba se tornando o console perfeito para o jogo. Tanto na versão portátil, quanto na versão dock, o jogo fica lindíssimo. Além disso, a versão traz todos os DLCs já lançados. Podemos dizer que estamos diante da versão definitiva do jogo, que é vendida por 159 reais na eshop, um valor bem abaixo do praticado com outros jogos do console.
Conclusão:
Com um baita elenco de personagens, uma história excelente, trilha sonora incrívelmuito conteúdo e diferentes elementos de gameplay, não dá pra não recomendar Ni No Kuni 2: Revenant Kingdom. Não espere mais alguns anos para jogar: se você tem Nintendo Switch, aproveite agora. E se você joga em outro console, corra atrás do tempo perdido. Vale muito a pena!
- Ótima trilha sonora
- Visuais excelentes
- Versão definitiva no Nintendo Switch
- Muito conteúdo