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Talvez você esteja se perguntando o motivo de ter encontrado tanta comemoração na internet após a chegada de Paper Mario: The Thousand-Year Door... bem, acontece que o game original foi lançado há 20 anos para GameCube, sendo fruto de uma parceria com a Intelligent Systems para combinar elementos de RPG com as já conhecidas ideias da franquia Mario e criar algo totalmnente novo.

Mais uma vez, estamos diante de uma versão de Mario que precisa correr para salvar a Princesa Peach, que viajou até Rogueport e acabou sendo sequestrada, mas, desta vez, Bowser não tem nada a ver com isso. Peach está sob o poder de Sir Grodus e Mario começa a buscá-la e encontra uma grande aventura.

Agora, Mario se vê na missão de reunir 7 artefatos lendários para conseguir abrir a porta e evitar que tudo de ruim aconteça. Entretanto, seus inimigos também se ligam nisso e começam a procurar pelos itens. E, sinceramente? A melhor parte deste jogo está na sua narrativa, ritmo e perspectiva. Acontece que, embora você jogue bastante com Mario, você ainda terá momentos como Peach e até como Bowser, algo que a Intelligent Systems faz muito bem.

Cada personagem tem sua personalidade, momento, hora pra brilhar. Até mesmo os vilões são super legais de acompanhar, oferecendo momentos divertidos e engraçados. E você se importará com cada um deles.

Outro grande ponto positivo está no visual – o game está extremamente bonito (mais do que já era originalmente) e com animação muito fluída. Os sprites estão mais definidos, os cenários estão mais coloridos e tem um ponto de vista mais rpofundo e a exploração é muito bem aproveitada: É muito inteligente a forma como o jogo aproveita do estilo de papel para poder revelar segredos e mostrar os poderes de seus personagens. E, como sempre, preciso também falar da trilha sonora, que é um verdadeiro espetáculo.

O mundo do jogo é muito bem projetado, cheio de puzzles e personagens bem espalhados. Como estamos falando de um RPG, a distribuição de personagens acaba sendo bem importante para o ritmo e narrativa e Paper Mario TTYD consegue se sair bem nisso tudo.

A batalha de Paper Mario é baseada em turnos, onde você precisa impressionar o público acertando diferentes mecânicas de ataque, aliás as batalhas de bosses são, talvez, a grande atração do jogo, já que são muito criativas. Neste jogo, cada um dos membros de sua party tem habilidades especiais e você também desbloqueará novos movimentos para Mario.

Mas e o que o remake altera? Bem, muito do que eu falei aqui já existia na versão original, mas o remake consegue encontrar o equilíbrio perfeito para as ideias já existentes do jogo. Existem várias melhorias de vida na tela e nos botões e você também ganha um modo de viagem rápida que evita que Mario precise andar tudo voltando como era antes.

Mas e aí? Vale a pena?

Tudo em Paper Mario: The Thousand-Year Door é motivo de alegria. É uma versão aprimorada, mais receptiva e bonita do que a original, principalmente por resgatar um game que era tão pra frente. É uma verdadeira obra-prima que oferece um gameplay divertido, inteligente e cheio de aventuras. Recomendado!

Paper mario The Thousand-Year Door
  • Desenvolvedora: Intelligent Systems
  • Publisher: Nintendo
  • Plataformas: Nintendo Switch
  • Review feito no: Nintendo Switch
Positivo
  • Um aula de como fazer um remake
  • Gameplay divertido
  • Belíssimo
  • Ótima trilha sonora
Nota 10
Sou o Fundador do site Ovicio, Overplay e Muramasa. Fui idealizador e Game Designer do jogo Vencedor da DemoNight no BIG Festival 2014, o Jotunheim Project. Escolhido como Jurado do Anime Awards em 2024 e 2025. Amo games, sou fã de God of War, Dragon Quest, Fire Emblem, The Legend of Zelda e Pokémon. Coleciono livros, quadrinhos e guitarras.


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