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Pokémon Pokopia foi uma das maiores surpresas de 2026. O jogo conseguiu pegar elementos de experiências como Animal Crossing e Dragon Quest Builders e combiná-los com o universo Pokémon de uma maneira que, contra todas as expectativas, funciona muito bem. Construir casas, transformar ambientes, recrutar Pokémon e acompanhar pequenas histórias rapidamente deixa de parecer uma sucessão de tarefas e se transforma em um ciclo extremamente agradável.
Por isso, quando a expansão Bubbly Basin foi anunciada, a expectativa era relativamente simples: oferecer mais Pokopia. E, nesse aspecto, a Omega Force entrega exatamente o que os jogadores poderiam desejar. Bubbly Basin adiciona uma nova região praticamente inteira debaixo da água, dezenas de novos Pokémon, novos materiais, construções, receitas, atividades e uma quantidade considerável de espaço para continuar brincando com o sandbox. Mais importante ainda, a expansão chega acompanhada da atualização que introduz uma série de melhorias gratuitas que resolvem alguns dos problemas mais incômodos do jogo original.
O resultado é uma expansão que não tenta reinventar Pokémon Pokopia. Ela entende que seu maior trunfo é justamente aquilo que já funcionava e amplia essa fórmula. Bubbly Basin começa com uma nova habilidade para Ditto: Dive. A princípio, parece apenas mais uma ferramenta necessária para acessar a nova região. Na prática, Dive é uma das adições mais importantes de toda a atualização.

Até então, rios, lagos e áreas marítimas funcionavam quase como barreiras dentro de Pokopia. Agora, elas se tornam espaços completamente exploráveis. Ditto pode mergulhar, nadar livremente, coletar materiais, utilizar habilidades e até construir enquanto está debaixo d’água e isso faz com que a diferença seja enorme.
A movimentação subaquática é surpreendentemente confortável. É possível controlar a altitude utilizando os gatilhos, permanecer parado e acelerar o deslocamento, fazendo com que a exploração vertical seja tão natural quanto caminhar pela superfície. E isso é especialmente importante porque Bubbly Basin foi construída em torno dessa mecânica.
A nova região é gigantesca e possui uma estrutura muito mais vertical do que boa parte dos ambientes encontrados anteriormente. Existem cavernas, ruínas, passagens escondidas, áreas abertas e regiões tão profundas que a iluminação praticamente desaparece. Em alguns desses locais, é necessário utilizar elementos luminosos para conseguir enxergar o caminho. É uma mudança simples, mas bastante eficiente para criar uma sensação diferente de exploração.
Depois de dezenas de horas no jogo base, voltar a sentir aquela curiosidade de “o que será que existe ali?” é provavelmente o maior mérito de Bubbly Basin. Visualmente, Bubbly Basin também é um dos grandes destaques da expansão. O cenário aposta em tons de azul, corais, algas, conchas, pérolas e uma iluminação que alterna entre áreas extremamente claras e cavernas quase completamente escuras.

Existe uma sensação quase constante de estar explorando um enorme aquário habitado por Pokémon. Finneon, Luvdisc, Popplio, Totodile, Sharpedo e outros Pokémon aquáticos ajudam a reforçar essa identidade, fazendo com que a região pareça realmente diferente das anteriores.
A direção artística também merece elogios pela maneira como mistura elementos marítimos com construções mais ornamentadas. Há móveis e estruturas inspirados em pérolas e no imaginário de cidades submersas, enquanto outras peças possuem uma estética mais sofisticada, com referências arquitetônicas orientais. Isso cria uma quantidade enorme de possibilidades para quem gosta de construção.
E esse é um ponto importante: Bubbly Basin não é apenas um lugar para atravessar enquanto você completa missões. É mais um grande playground para o jogador modificar. A estrutura da expansão é familiar: Existe uma cidade deteriorada, Pokémon que precisam de ajuda, construções para restaurar, pedidos para completar e um Environment Level que precisa ser aumentado. Se você jogou Pokémon Pokopia, sabe exatamente o que esperar.
O objetivo é recuperar a região pouco a pouco, construindo habitats, atraindo novos Pokémon e cumprindo tarefas que desbloqueiam mais possibilidades. Não há uma grande reinvenção da fórmula e, sinceramente, isso não é um problema.
O loop de Pokopia continua funcionando porque construir uma casa para um Pokémon, melhorar uma área e depois descobrir que aquela transformação trouxe um novo habitante é extremamente satisfatório. O jogo possui uma capacidade impressionante de transformar pequenas tarefas em recompensas emocionais.

Você começa pensando apenas em construir uma estrutura, mas, algumas horas depois, está reorganizando uma cidade inteira porque decidiu que aquele determinado Pokémon merece uma casa melhor. É exatamente aí que Pokémon Pokopia continua sendo especial para mim e para meus filhos.
É necessário aprender novas receitas, encontrar determinados Pokémon, desbloquear construções, produzir novos itens e realizar tarefas específicas antes de finalmente receber liberdade para explorar e construir da maneira que quiser. Bubbly Basin introduz, por exemplo, novos sistemas relacionados a smoothies, melancias, pérolas e outros recursos. São ideias interessantes, mas muitas vezes funcionam como pequenas variações de sistemas que o jogador já dominava, mas isso não chega a comprometer a experiência, de modo algum.
Felizmente, Bubbly Basin também apresenta algumas soluções muito inteligentes para problemas do jogo original. A movimentação subaquática é um exemplo disso, ela funciona quase como uma versão aquática de Magnet Rise, permitindo atravessar grandes distâncias sem consumir PP e tornando a exploração muito mais dinâmica.
Depois de experimentar essa liberdade, é difícil não pensar em como seria bom ter acesso a algumas dessas possibilidades mais cedo no jogo principal. A construção também foi beneficiada, já que Bubbly Basin possui estruturas e áreas que permitem construções suspensas, reduzindo a necessidade de nivelar terrenos antes de começar a construir. É uma pequena mudança que deixa o sandbox ainda mais interessante.
O jogador pode pensar primeiro na construção que deseja fazer e depois resolver o terreno, em vez de precisar passar boa parte do tempo preparando o espaço. Naturalmente, uma expansão de Pokémon não poderia chegar sem novos Pokémon e Bubbly Basin adiciona 50 criaturas à experiência.

O primeiro grande destaque é Manaphy, responsável por introduzir Ditto às novas possibilidades de exploração. Pouco depois, Popplio também ganha destaque na história. A seleção é bastante variada dentro da proposta aquática da região. Existem Pokémon pequenos e simpáticos, como Finneon e Luvdisc, criaturas mais populares e personagens que simplesmente combinam perfeitamente com a estética do novo ambiente.
E existe uma característica de Pokopia que continua funcionando muito bem aqui: a capacidade de fazer o jogador gostar de Pokémon que talvez nunca tenham sido seus favoritos. Uma criatura que normalmente passaria despercebida em outro jogo pode ganhar uma personalidade completamente diferente quando passa a morar na cidade que você construiu. Isso continua sendo uma das maiores forças do projeto.
A atualização 2.0 também adiciona novos emotes e cores de cabelo, além de permitir transferir itens em massa entre o inventário e os espaços de armazenamento. Também é possível remover algumas mensagens de confirmação irritantes, consumir alimentos e coletar determinados itens sem sair de Rollout e realizar algumas ações em quantidade maior.
Veredito
Para quem não gostou de Pokémon Pokopia, Bubbly Basin dificilmente vai mudar essa opinião. A expansão não corrige completamente a estrutura de missões, não transforma o ritmo e não reinventa o loop principal. Bubbly Basin é uma expansão feita para quem já se apaixonou pelo jogo.
Se você passou dezenas de horas construindo cidades, procurando Pokémon, reorganizando habitats e explorando cada canto do mapa, é difícil não ficar animado com a possibilidade de fazer tudo novamente em uma região completamente nova. E o melhor é que parte considerável das melhorias mais importantes chega gratuitamente. Dive muda completamente a relação do jogador com as áreas aquáticas do jogo. O Portal Pod resolve uma das maiores limitações do armazenamento. As novas opções de qualidade de vida tornam atividades cotidianas mais rápidas e menos burocráticas.
Enquanto isso, quem compra o Expansion Pass recebe uma nova região extensa, 50 Pokémon adicionais, novas construções, receitas, materiais, missões e uma quantidade enorme de espaço para continuar criando. A nova região é bonita, extensa e divertida de explorar. Dive é uma excelente adição ao gameplay e transforma a exploração aquática em algo que finalmente parece parte fundamental do mundo. Os 50 novos Pokémon ajudam a dar personalidade ao local, enquanto as novas construções e materiais oferecem ainda mais liberdade para quem gosta de passar horas simplesmente criando. E, para um jogo que encontrou uma combinação tão peculiar entre Pokémon, construção e vida tranquila, receber mais um enorme playground para explorar é praticamente o melhor presente que a Omega Force poderia oferecer.
O código de review foi fornecido pela Nintendo.
- Desenvolvedora: Omega Force
- Publisher: Nintendo
- Plataformas: Nintendo Switch, Nintendo Switch 2
- Review feito no: Nintendo Switch 2
- Também testado no: Nintendo Switch
- Muita coisa pra explorar
- Ambientes belíssimos
- Resolve vários problemas do jogo base






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