
Apesar do título, não vemos nenhum monstro do pântano no quarto episódio de Preacher, mas deu para ver as coisas tomando forma. A série está conseguindo, com sucesso, jogar várias coisas na tela e fazer com que elas funcionem, isso se dá pelo estilo adotado e pelo elenco. O plot está conseguindo andar e está usando toda a estranheza da obra original a seu favor.
Isto fará com que o trio de protagonistas fique mais ligado, o que acabará fazendo com que a série decole de vez, em termos de ação. Por agora, podemos aproveitar tudo que a Tulipa faz. O episódio começa com uma bela atmosfera de terror em seus primeiros minutos, até que nós descobrimos que estamos assistindo um estranho jogo envolvendo os trabalhadores da Quinncannon Meat & Power e as mulheres de um bordel. O que acaba gerando uma cena brutal.
Não dá para saber que tipo de jogo era e como Tulipa fatora nisso exatamente, mas ela não está feliz com uma morte aleatória ou com o hilário discurso que Quinncannon (Jackie Earle Haley) dá para acertar as coisas. Isso faz com que Tulipa decida investigar mais sobre o incidente. A sequência termina servindo para mostrar a verdadeira natureza de Cassidy.
Aliás, Cassidy conseguiu ser bem divertido nessa semana. Você pode ver no sorriso que ele dá, enquanto está sangrando no colo de Tulipa, sendo levado para o hospital. Depois de fazer um acordo com os anjos na semana passada, ele tenta explicar as coisas para Jesse, mas a mensagem não é bem recebida. Só que Cassidy age sempre para sua própria diversão, gerando cenas engraçadas.
O episódio também trouxe flashbacks do pai de Jesse, que também foi um pastor (uma diferença gigante dos quadrinhos, diga-se de passagem), mantendo seu filho na linha e tendo uma mão firme com sua congregação. Desde o início da série, Jesse reconheceu que ele não é bom neste trabalho, mas dá para ver que ele realmente quer fazer a diferença. Tal decisão é importante, visto que é algo que levará Jesse atingir seu objetivo, algo que é bem melhor do que ver um Jesse depressivo.
Agora que Jesse atualmente tem o poder de controlar as pessoas com sua voz, ele escolhe usar o poder, mas acaba entendendo que existe um preço, uma consequência, um retorno em fazer isso. Ao tentar tomar uma atitude nobre com seu poder, ele não entende que as pessoas possuem diferentes interpretações para suas mensagens, afinal, cada cabeça é um universo e nem sempre a mensagem é tida de forma pura e simples. Agora, Jesse acabou criando um problema maior e as consequências devem garantir boas cenas de problemas no próximo episódio.
Preacher nos deu muito para processar nesta semana, com todos os personagens e subplots, mas todos sabemos que Quincannon é um cara estranho e que chegará um ponto em que ele vai dar bastante trabalho. Vários pontos do plot principal ainda estão em desenvolvimento, de forma bem lenta, mas com as diferenças da série e o material original, não dá para saber onde isso vai dar, especialmente quando considerarmos a natureza bizarra do show.
No fim, “Monster Swamp” entrega uma hora de puro entretenimento de uma série que tem chance de fazer qualquer coisa. Até agora, ela conseguiu estabelecer vampiros, anjos, uma voz poderosa e várias pessoas e criaturas estranhas. O estilo que preenche o episódio mostra que a série é capaz de se orgulhar de todas as maluquices dos quadrinhos e podemos começar a esperar coisas realmente interessantes nos próximos episódios.